Comissões e consultoria legislativa iniciam seus trabalhos na OAB

Brasília – Após tomarem posse durante sessão do Conselho Federal na terça-feira (18), os membros da Comissão Nacional de Legislação, da Comissão Especial de Acompanhamento Legislativo e da Consultoria Geral Legislativa realizaram sua primeira reunião conjunta para definir os primeiros trabalhos. Após as devidas apresentações de cada integrante (leia abaixo os nomes), as Comissões definiram o cronograma de reuniões e a metodologia de trabalho. O evento também marcou a divulgação da agenda legislativa do Conselho Federal para 2014. Os pontos principais que serão acompanhados no Congresso são: Exame de Ordem, prerrogativas, serviços advocatícios no Simples nacional, a criação da figura do advogado profissional individual, honorários dignos, Quinto Constitucional, a competência do CFOAB para processar e julgar infrações disciplinares de repercussão nacional, repercussão geral no recurso especial, reformas do Judiciário,  do CPC, do Código de Processo Penal, do Código Penal, modernização do Código de Defesa do Consumidor, instituição do Código Comercial, a PEC dos Recursos e o projeto Saúde +10. Veja abaixo os membros das comissões e da consultoria empossados na terça-feira (18): COMISSÃO NACIONAL DE LEGISLAÇÃO Francisco Eduardo Torres Esgaib (presidente), João Bezerra Cavalcante (vice-presidente), Erick Venancio Lima do Nascimento (secretário), Djaci Alves Falcão Neto, Fabricio Braun, Gabriel Marciliano Junior, Ilan Kelson de Mendonça Castro, Leandro Costa Tupinambá, Leonardo Henrique de Cavalcante Carvalho, Marcelo Rossi Nobre, Oswaldo Pereira Cardoso Filho, Victor José Macedo Dantas, além dos consultores Caio Leonardo Bessa Rodrigues e Nayra Benvindo Falcão Mendes. COMISSÃO ESPECIAL DE ACOMPANHAMENTO LEGISLATIVO Carlos Eduardo Gomes Pugliesi (presidente), Bruno Calfat (vice-presidente), Margarete de Castro Coelho (secretária), Alberto Machado Cascais Meleiro, Ataliba de Albuquerque Moreira, Eliomar Pires Martins, José Antônio Tadeu Guilhen, Marcos José Santos Meira, Sigifroi Moreno Filho, Ubiratan Diniz de Aguiar, além dos consultores Ciro Rocha Soares, Jorge da Costa Pinto Neves, Marcelo de Sá Mendes, Mario Luiz Delgado Régis, Pedro Jorge Medeiros, Reginaldo Martins Costa e Igor Danin Tokarski (consultor). CONSULTORIA GERAL LEGISLATIVA Bruno Calfat (consultor geral legislativo), José Mauricio Vasconcelos Coqueiro (consultor geral legislativo substituto), os consultores adjuntos Flávio Jaime de Moraes Jardim, Johnson Araújo Pereira e Otavio Henrique Menezes de Noronha, além dos assessores Bruno Costa de Almeida, Conrado Antunes Raunheitti, Daniel Chacur de Miranda, Luiza Dias Martins, Matheus Pinto de Almeida, Monalisa Ventura Leite Marques, Rafael Siqueira Maia Vinagre Mocarzel e Wilson Fernandes Pimentel.

Presidente da OAB faz proposta anticorrupção em Seminário na Câmara

Brasília – “É nas escolhas das contas públicas a pagar que reside uma das causas de atos de corrupção”, destacou o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, ao participar do Seminário Internacional de Combate à Corrupção, nesta quarta-feira (19), na Câmara dos Deputados. “Se é possível escolher pagar a conta mais recente ou a mais antiga, obviamente, pode estar sendo estabelecida uma possibilidade de diálogo que pode vir a ter um ato de corrupção”, explicou Marcus Vinicius. Ele ainda propôs que o Pacto de Combate à Corrupção e à Impunidade, de autoria do deputado federal, Francisco Praciano (PT-AM), que é subscrito pelos membros da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, inclua a obrigatoriedade do pagamento das despesas públicas na ordem cronológica em que elas são feitas. “Essa prática trará uma grande contribuição para o combate à corrupção em nosso país. Estamos em ano eleitoral, os candidatos à presidência e aos governos estaduais deveriam assumir o compromisso de pagar as despesas na ordem cronológica. O pagamento em desordem deveria ser considerado um ato de improbidade administrativa”, advertiu Furtado. A proposta deixada pelo presidente nacional da entidade, durante o Painel “O Papel Legislativo na fiscalização e no aprimoramento de um arcabouço legal contra a corrupção”, foi bem recebida pelos parlamentares e participantes do evento. Combate à Corrupção Além de propor sobre o pagamento de despesas públicas na ordem cronológica em que são feitas, Marcus Vinicius destacou outras medidas importantes de combate à corrupção, entre elas: a efetividade Lei Anticorrupção, 12.846/2013, que entrou em vigor em 28 de fevereiro e a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.650, de autoria da OAB Nacional, que está no STF e trata da proibição de empresas no financiamento de campanhas eleitorais. “A Lei Anticorrupção, que entrou em vigor recentemente, faz responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública. Ela tipifica diversas ações de corrupção e prevê o pagamento de multa de até 20% do valor do faturamento bruto às empresas que cometerem práticas consideradas ilícitas, sendo que a competência para multar é da Controladoria Geral da União (CGU)”, esclareceu Coêlho. O presidente do Conselho Federal da OAB considerou que o modelo eleitoral adotado hoje estimula a prática ao permitir o financiamento privado de campanhas e que, por isso, a OAB entrou, em 2011, com a ADI no STF para que seja proibido o financiamento por empresas. “O Brasil é o segundo país no mundo que mais gasta com campanha, aqui são gastos 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto que na Inglaterra, por exemplo, são gastos 0,06% do PIB. Não há condições da Justiça eleitoral fiscalizar e nem dos candidatos prestarem contas adequadamente. Com o fim do financiamento por empresas, será possível um melhor controle social dos gastos em campanhas”, destacou Furtado sobre a ADI que está com quatro votos a favor e aguarda retorno à pauta da Suprema Corte. Seminário O Seminário Internacional de Combate à Corrupção é promovido pela representação brasileira da Organização Global de Parlamentares Contra a Corrupção (Gopac), rede mundial de parlamentares que se dedica à correta governança e ao combate à corrupção em todo o mundo. Na ocasião, também foram debatidos temas relacionados à corrupção como o papel da imprensa, o papel dos órgãos do Estado e a reforma política.