Empresa que adere a programa de parcelamento de dívida tem o direito de discutir as consequências jurídicas do ato, como pedir a redução dos juros aplicados. Foi o que decidiu a 10ª Câmara de Direito Público Tribunal de Justiça de São Paulo ao rejeitar apelação interposta pela Fazenda do Estado, …
Arquivos Mensais:julho 2014
Artigo: presidente da OAB-SP lembra conquistas nos 20 anos do Estatuto
Brasília – O presidente da OAB São Paulo, Marcos da Costa, redigiu artigo no qual descreve a história e as conquistas trazidas pelo Estatuto da Advocacia, que completa 20 anos. Leia abaixo: Avanços Marcam os 20 anos do Estatuto da Advocacia A valorização da Advocacia é um dos principais ganhos dos 20 anos do Estatuto da Advocacia e a OAB (Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994), inspirado na Constituição de 1988, que reconheceu o papel histórico da Advocacia como tributária da liberdade, da igualdade e dos direitos fundamentais da pessoa humana, agregando caráter público à profissão e caracterizando-a como atividade indispensável à administração da Justiça. A formatação do novo Estatuto começa em 1991, após a posse do então presidente da OAB, Marcello Lavenère Machado. O Conselho Federal aprovou o regimento interno dos trabalhos da comissão para elaborar um novo estatuto e não mais promover uma reforma no antigo. Foram analisadas mais de 700 propostas de emenda ao texto preliminar e a redação final foi submetida ao Conselho, durante os meses de março a abril de 1992. A OAB, sob a presidência de José Roberto Batochio, consolidou a proposta e enviou a matéria ao Congresso Nacional, acolhida, entre outros, pelo Deputado Federal Ulisses Guimarães, ex-presidente da Assembleia Nacional Constituinte e advogado. O anteprojeto recebeu emendas na Câmara Federal, mas acabou aprovado na íntegra pelo Senado Federal. Foi sancionado pelo presidente Itamar Franco, em 4 de julho de 1994, como Lei Federal nº 8.906/94. Em consonância com o Art. 133 da Constituição, o Estatuto veio a concretizar o direito de defesa de todos os cidadãos e a assegurar condições adequadas ao exercício da Advocacia a todos os profissionais do país. As conquistas obtidas pela Advocacia em seu Estatuto, defendidas, com muito vigor, nos últimos 20 anos, a despeito de inúmeras ADINs questionando a constitucionalidade de vários dispositivos, podem ser, em boa parte, atribuídas ao sentido coletivo que a OAB sempre conferiu às suas ações. Para que a Ordem pudesse cumprir com sua missão de guardiã da Constituição, da Ordem Jurídica do Estado, de exclusividade na representação dos advogados, era preciso, por exemplo, buscar o fortalecimento e aprimoramento de suas estruturas, para atender com mais agilidade aos anseios e necessidades do advogado e valorizar a classe. Se por um lado o Estatuto da Advocacia nos confere garantias, por outro há obrigações. O profissional do Direito deve defender a Constituição, o Estado Democrático de Direito, a boa aplicação da Justiça, os Direitos Humanos e as Instituições Democráticas. Por conta disso, a lei também prevê que no exercício da profissão o advogado é inviolável por seus atos e manifestações ao longo do exercício profissional, observados os limites da lei. Ainda foi garantida imunidade frente aos crimes contra honra (injúria e difamação), até porque o Estatuto prevê limites, que evitam os excessos. O Estatuto potencializou o trabalho do advogado voltado à defesa dos direitos do cidadão, impedindo que alguma medida pudesse inibir a liberdade de sua atuação, que sempre é exercida nos limites da lei. Nesse escopo, temos de dar destaque – e defender vigorosamente – as nossas prerrogativas profissionais, asseguradas pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Advocacia. Formam um conjunto de garantias para que o profissional exerça com independência seu trabalho e, principalmente, promova os direitos dos cidadãos, sem cerceamentos ou coações ilegais. Algumas das condições previstas nas prerrogativas são: ter acesso à íntegra do processo e do inquérito, poder conversar de forma reservada com o cliente preso ou detido e manter o sigilo de seus documentos profissionais. Nosso estatuto ainda regulamenta o Exame de Ordem e o estágio, ferramentas para o bom desempenho profissional dos advogados. Criado na Secional Paulista da OAB na década de 70, pelo então Presidente Cid Vieira de Souza, preocupado com a queda na qualidade do ensino jurídico, o Exame de Ordem está completando 40 anos de implantação obrigatória em 2014. Essa prova tem um papel fundamental no sentido de manter o padrão de qualidade dos advogados que irão prestar serviço à sociedade. Finalmente, a Constituição Federal e o Estatuto reconhecem na OAB o papel de promover, com exclusividade, a representação e a defesa dos advogados, como o de selecionar os profissionais que farão parte da classe e zelar pela disciplina de seu trabalho. Não adianta a Constituição prever os direitos à liberdade, ao patrimônio, à saúde, à educação –se o cidadão não tiver como instrumentalizar isto, fazer com que esses direitos sejam observados. Esse é o papel do advogado, representar o cidadão na defesa de seus mais relevantes direitos. Por Marcos da Costa, advogado, presidente da OAB SP.
Metade das regularizações quilombolas já teve posse acelerada
O Brasil tem 10 ações pendentes de análise para desapropriações e regularização de terras quilombolas. Dessas, cinco já tiveram o trâmite acelerado com a entrega da posse do bem antes de finalizado o processo de desapropriação. É o que mostra um levantamento do Comitê Executivo Nacional do Fórum …
Kerlen Costa: Parassubordinação é realidade legalmente ignorada
A globalização não trouxe apenas inúmeros benefícios financeiros ao país, tornando os negócios mais ágeis e rentáveis, mas também propiciou que as pessoas ampliassem sua visão de mundo e buscassem o conhecimento capaz de conduzi-las a outras formas de prestação de serviço que lhes trouxessem maio…
Dicionário pode mostrar definição pejorativa do termo “cigano”
Os dicionários apenas registram o significado atribuído a uma determinada palavra, sem o papel de expressar juízo de valor sobre alguma coisa ou alguém. Com esse entendimento, a Justiça Federal em Minas Gerais julgou improcedente tentativa do Ministério Público Federal de retirar de circulação ed…
Direito de Defesa: Lei Anticorrupção como lei penal encoberta
Mais uma vez tratamos da Lei 12.846/13 (Lei Anticorrupção). Das muitas questões levantadas sobre ela, destacamos uma que tem merecido especial atenção: qual a real natureza desta norma? Trata-se de uma lei meramente administrativa ou há elementos de direito penal material em seus dispositivos? A …
Análise da Lei Anticorrupção revela elementos de ordem penal
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Secretário deixa cargo para coordenar área jurídica da campanha de Dilma
O início oficial da disputa eleitoral marcou a entrada do advogado Flávio Crocce Caetano na coordenação jurídica da campanha da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. Ele deixou a Secretaria de Reforma do Judiciário, pasta que chefiava desde 2012, para assumir o posto exercido nas elei…
Defensoria de SP pede liberdade de presos em ato contra a Copa
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo impetrou no Supremo Tribunal Federal o Habeas Corpus 123.292, com pedido de liminar, em favor do professor Rafael Marques Lusvargh, preso desde 23 de junho durante manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, contra a Copa do Mundo.
Ele é …
Herdeira do Bradesco desiste de disputa bilionária por ações
Uma das herdeiras do fundador do Bradesco, Lia Maria Aguiar, desistiu de uma disputa bilionária por uma parcela das ações do banco. Após o Superior Tribunal de Justiça não aceitar os Embargos de Divergência no caso, o processo foi considerado transitado em julgado no dia 1° de julho e uma baixa d…
Ex-conselheiro da OAB terá de indenizar ex-presidente da OAB-DF
O ex-conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil Délio Fortes Lins e Silva foi condenado a pagar indenização de R$ 75 mil, por danos morais, a Estefânia Ferreira de Souza Viveiros, ex-presidente da seccional da entidade no Distrito Federal.
O processo começou porque no dia 11 de setembr…
Arbitragem sem contraditório nem justificativa para multa é nula
Violações ao princípio do contraditório e a ausência de justificativa para “elevadíssima multa” tornam nulas sentenças proferidas por meio de arbitragem. Esse foi o entendimento do juiz Domingos José da Costa, da Vara de Jaguaruana (CE), ao anular efeitos de uma decisão do centro de arbitragem da…
TRT-16 deve aplicar política nacional de atenção ao primeiro grau
O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro João Batista Brito Pereira, determinou que o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) ajuste-se às disposições da Resolução 194 do Conselho Nacional de Justiça, que institui a política nacional de atenção ao primeiro grau. A determinação…
Ernesto Tzirulnik e Walfrido Walde: Resseguro deve ser domesticado
O resseguro é o contrato pelo qual o segurador protege o seu risco de crédito (de sofrer um desnivelamento patrimonial indesejado), até mesmo para mitigar os impactos contábeis do risco, com empresas que se dedicam à assunção desse tipo de risco mediante pagamento (empresas resseguradoras).
O re…
CNJ estabelecerá critérios para transferência interestadual de presos
A criação de critérios específicos para a transferência interestadual de presos no Brasil deve ficar pronta ainda este ano, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Atualmente, não existe no Brasil política pública que possibilite ao apenado retornar ao seu estado de origem para o cumpriment…





