Fidelidade tem origem no latim fidelis, no sentido ser fiel, leal, constante e verdadeiro, ao passo que a infidelidade significa a qualidade de quem é infiel, ausência de probidade, traição, perfídia [1].
Na seara do direito privado, duas situações de infidelidade eram especialmente apenadas…
Arquivos Mensais:junho 2023
A LGPD e o tratamento de dados pela Administração Pública
Não é novidade que a Administração Pública exerce, diariamente, ampla gama de atividades administrativas e implementa políticas públicas em cumprimento do interesse público, estando toda sua atuação subordinada às regras legais, e, acima disso, ao Direito. Não sem razão, as políticas públicas não…
Medida indutiva de conduta e limite: intervenção patrimonial
A cobrança dos créditos tributários inadimplidos conta com um instrumental jurídico-normativo que, se comparado às meios privados de cobrança, é substancialmente qualificado. Isso não significa, todavia, que sejam ilimitados os poderes coercitivos conferidos às Fazendas Públicas, os quais devem s…
Freitas Pinho: Foco no imediato inibe contratação de aprendizes
Criado pela Lei 10.097/2000, o contrato de aprendizagem é o único que permite às empresas admitirem menores de 16 anos, sendo válido para jovens a partir dos 14 e antes dos 24 anos de idade que se inscreverem, via instituições como Senat, Senac e Senai, no Programa de Aprendizagem.
Neste contr…
Opinião: Concursalidade dos honorários advocatícios
Os créditos de honorários advocatícios possuem origens diversas, na medida em que podem decorrer tanto do contrato, como dos atos judiciais, esses últimos nos casos de arbitramento de honorários, ou, mais frequentemente, da sucumbência.
No âmbito contencioso, o impacto econômico dos honorário…
Luciana de Azevedo: Fraudes em recuperação de empresas
Os institutos da recuperação judicial e extrajudicial, inclusive para resguardo do princípio social da preservação da empresa, são importantes e excelentes instrumentos para restabelecimento da normalidade empresarial — com o afastamento da crise de insolvabilidade —, notadamente diante do cenári…
VI Jornada aprova 14 novos enunciados sobre judicialização da saúde
Quatorze enunciados referentes à judicialização da saúde pública e suplementar foram aprovados na VI Jornada do Direito da Saúde, encerrada nesta sexta-feira (16/6) em Cuiabá.
VI Jornada da Saúde aprovada 14 novos enunciados sobre judicialização da saúde
Reprodução
Magistrados dos comi…
Ministros Campbell, Salomão e Og completam 15 anos no STJ
Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell Marques, Luis Felipe Salomão e Og Fernandes completam, neste sábado (17/6), 15 anos na corte. As posses ocorreram na mesma sessão, em 17 de junho de 2008, sob a presidência do ministro Humberto Gomes de Barros.
Na ocasião, após prestarem o compromisso regimental de posse, no qual se comprometem com o respeito à Constituição e às leis do país, os então novos magistrados tiveram suas credenciais destacadas pelo presidente da corte, conforme registrado na ata da cerimônia. “Enfim, os três são jovens, intelectuais, brilhantes e trabalhadores. Trazem culturas distintas e revelam só hombridade, maturidade e profundos conhecimentos jurídicos, além de comprometimento com os maiores anseios da sociedade.”
Para o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, a atuação dos ministros demonstra de forma exata a função maior da Justiça, que é garantir a aplicação das leis e o Estado Democrático de Direito. “A cidadania plena de uma sociedade passa pelas mãos de um Judiciário forte. E afirmo categoricamente que os ministro Og Fernandes, Luis Felipe Salomão e Mauro Campbell Marques colaboram diuturnamente para isso.”
Os magistrados tiveram destacada atuação no julgamento que definiu a tese sobre a fixação dos honorários de sucumbência, que deve obedecer os índices entre 10% e 20% do valor da condenação ou do proveito econômico, de acordo com o Código de Processo Civil (CPC).
A tese vencedora na Corte Especial do STJ foi relatada pelo ministro Og Fernandes, e acompanhada pelos ministros Luis Felipe Salomão e Mauro Campbell Marques.
Ministros
O ministro Mauro Campbell Marques, atual diretor-geral da Enfam, integra a Corte Especial, a Primeira Seção e a Segunda Turma do STJ. Natural de Manaus (AM), foi membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2020 e 2022, tendo papel de destaque na preparação das últimas eleições gerais.
Atuou como professor e advogado, e, no governo do Amazonas, foi secretário de Justiça, de Segurança Pública e de Controle Interno, Ética e Transparência. Antes de chegar ao STJ, foi membro do Ministério Público por 21 anos e chefiou a instituição em seu estado por três vezes, sempre eleito pelos seus pares.
O ministro Luis Felipe Salomão é o atual corregedor nacional de Justiça e também atua na Corte Especial. Nascido em Salvador (BA), é formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e foi promotor, juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Atualmente, preside o Fórum Nacional de Recuperação Empresarial e Falência do CNJ, e integra o grupo de trabalho instituído pelo CNJ para elaborar propostas de fortalecimento dos precedentes no sistema jurídico, além de participar da comissão de juristas criada pela Câmara dos Deputados para estudar a sistematização das normas do processo constitucional brasileiro.
O ministro Og Fernandes é natural de Recife (PE) e é o atual vice-presidente do STJ e integra a Corte Especial. Anteriormente, atuava na Primeira Seção e na Segunda Turma, especializadas em direito público.
O magistrado também trabalhou como repórter, professor, advogado, juiz e desembargador, tendo exercido o cargo de presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Em conjunto com suas funções no STJ, foi diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e corregedor-geral da Justiça Federal.
Homenagens
Na próxima quarta-feira (21/6), o STJ lançará o livro “Direito Federal Brasileiro”, editado em homenagem aos 15 anos de jurisdição dos três ministros. O evento está previsto para ocorrer às 18h30, no Salão de Recepções da Corte.
O lançamento tem apoio do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB). A obra reúne artigos assinados por 65 juristas – entre eles, 18 ministras e ministros em atividade no STJ. Há ainda textos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de juristas reconhecidos no país.
Com informações do STJ
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