STF julga inconstitucional o abate de animais apreendidos vítimas de maus tratos

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente, nesta
sexta-feira (17), a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF)
640, em que a OAB Nacional figura como amicus curiae. O ministro Gilmar Mendes,
relator do processo, votou pela inconstitucionalidade do abate de animais apreendidos
em situação de maus-tratos.

O presidente da Comissão Especial Proteção e Defesa dos
Animais, Reynaldo Soares Velloso, fez a sustentação oral pela OAB Nacional. “O Supremo
entende que não se pode matar, resgatar e abater nenhum animal oriundo de maus
tratos entendendo que os animais são seres sencientes”, ressalta Velloso.  

Para a entidade, as autoridades jurídicas têm feito uma
interpretação deturpada e inconcebível das normas de proteção dos animais
violando o princípio da razoabilidade. “Ao permitir o abate de animais
resgatados, é explícita a crueldade a eles infringida e há desrespeito à sua
integridade, por privá-los do direito à vida sem qualquer justificativa
plausível ou autorização normativa para tal”, afirma a OAB.

Confira a petição de razões do amicus curiae

Confira o voto do relator 

OAB repudia atentado contra o Consulado da China no Rio de Janeiro

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por
intermédio de sua Coordenação Nacional das Relações Brasil-China e de sua
Comissão Especial Brasil/ONU de Integração Jurídica e Diplomacia Cidadã, e o
Conselho Seccional da OAB/Rio de Janeiro, por intermédio de sua Coordenação
Estadual das Relações Brasil-China, repudiam o atentado explosivo perpetrado na
noite do dia 16 de setembro de 2021 contra o Consulado Geral da República
Popular da China, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

O ato representa uma agressão ao Estado chinês, o qual se
faz presente também em outros estados brasileiros por meio de suas missões
estrangeiras no Distrito Federal, em São Paulo e em Pernambuco, que igualmente
se tornaram alvos de ameaças e atitudes xenofóbicas, sobretudo após o advento
da pandemia da covid-19.

Tais condutas são inadmissíveis e podem macular as relações
diplomáticas entre o Brasil e a China, cuja parceria mostra-se profícua e
extremamente importante para o desenvolvimento de ambos os países e para o
estreitamento de laços respeitosos de amizade que ultrapassam os contextos
culturais e econômicos.

A OAB acredita que as autoridades brasileiras conduzirão
investigações com a devida seriedade exigida pelo caso, sobretudo em atenção às
Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares. Da
mesma forma, espera que as autoridades brasileiras empenhem esforços e realizem
ações preventivas para inibir que tais atos sejam repetidos.

A OAB presta solidariedade à Embaixada da República Popular
da China no Brasil, aos Consulados Gerais no Rio de Janeiro, em São Paulo e em
Recife, a todos os diplomatas acreditados e seus familiares, bem como à toda
comunidade chinesa no Brasil e seus descendentes.

Brasília, 17 de setembro de 2021.

 

Felipe de Santa Cruz Oliveira Scaletsky

Presidente do Conselho Federal da OAB

Thomas Law

Presidente da Coordenação Nacional das Relações
Brasil-China/CFOAB e da Comissão Especial Brasil/ONU de Integração Jurídica e
Diplomacia Cidadã/CFOAB

Sóstenes Marchezine

Vice-Presidente da Coordenação Nacional das Relações
Brasil-China/CFOAB e Secretário-Geral da Comissão Especial Brasil/ONU de
Integração Jurídica e Diplomacia Cidadã/CFOAB

Luciano Bandeira

Presidente do Conselho Seccional da OAB/Rio de Janeiro

Camila Mendes Vianna Cardoso

Presidente da Coordenação Estadual das Relações
Brasil-China/OAB-RJ

Wallace Way Teng Wu

Vice-Presidente da Coordenação Estadual das Relações
Brasil-China/OAB-RJ

Leonardo Rzezinski

Secretário da Coordenação Estadual das Relações
Brasil-China/OAB-RJ

Giselle Silva Farinhas

Secretária-Adjunta da Coordenação Estadual das Relações
Brasil-China/OAB-RJ

Confira a versão em inglês da nota de repúdio

Confira a versão em mandarim da nota de repúdio

 

Gestão de Carreiras da advocacia é debatido na oitava edição do CEGEI Talks

A OAB Nacional, por meio de sua Comissão Especial de Gestão, Empreendedorismo e Inovação, realizou na noite desta quinta-feira (16) mais uma rodada do CEGEI Talks, com o tema Gestão de Carreiras de Advogados. Esta foi a oitava edição da série, que promoverá um total de 10 rodadas de conversas, uma por mês, ao longo deste ano. O debate foi transmitido ao vivo pelo canal oficial da OAB no YouTube. Cada edição disponibiliza um infográfico com os principais pontos debatidos, que serão reunidos em um e-book.

O secretário-adjunto da Comissão Especial de Gestão, Empreendedorismo e Inovação da OAB Nacional, Daniel Arruda de Farias, fez a abertura do debate, que teve a mediação da membro da comissão, Monica Rossi. “Em tempos de pandemia, precisamos nos reinventar, até por uma questão de sobrevivência e adequação a essa nova realidade que vivemos. Temos um Judiciário quase que completamente digital e a perspectiva de retomada dos atos presenciais de forma híbrida e nós da advocacia como ficamos diante deste cenário? É um cenário que para uns é de oportunidade e para outros uma ameaça”, ponderou Farias.

A membro da Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal, Marília Longo, fez um apanhado sobre sua trajetória desde os tempos de estudante. Hoje com a carreira voltada para a área de direito ambiental, Marília fez uma reflexão sobre a forma como as metas são uma forma de pavimentar o caminho até os objetivos. “Um ponto que é essencial é saber onde queremos chegar. Saber aquilo que nos interessa. Não necessariamente conseguimos iniciar a carreira numa área específica, mas temos de planejar para chegar até lá”, resumiu ela.

O jornalista André Porto Alegre fez um breve panorama da advocacia mundial já na perspectiva da pandemia ao iniciar sua fala. Ele salientou que quando o assunto é gerenciamento de carreira, essa é uma tarefa que deve ter como protagonista as advogadas e os advogados. “O plano de carreira é de responsabilidade das advogadas e dos advogados, não é dos escritórios. Cabe à sociedade de advogados elaborar processos de avaliação que proporcione para a advocacia uma progressão de carreira, mas o plano é das e dos profissionais”, disse ele.