Os servidores públicos devem se submeter à crítica da sociedade e, consequentemente, da imprensa. No entanto, não sendo a liberdade de imprensa um direito absoluto, não há lugar para excessos e ofensa pessoal.
Jornal Folha de S. Paulo publicou “crítica leviana e excessiva” em relação a promo…
Arquivos Mensais:agosto 2020
CNJ pede informações ao TJ-ES sobre caso de criança grávida
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo deverá prestar esclarecimento sobre as providências adotadas no caso da criança de dez anos que engravidou, após ser vítima de estupro, em São Mateus (ES). A determinação é do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, que instaurou pedido d…
Presidentes das seccionais do Centro-Oeste debatem a democracia em live da OAB
A OAB Nacional realizou mais uma edição da “Live OAB Pela
Democracia”. Neste domingo (16), participaram do debate virtual os presidentes
das seccionais da região Centro-Oeste. A live integra a campanha
#OABPelaDemocracia, que visa sensibilizar a advocacia na defesa dos direitos e
garantias fundamentais da Constituição Federal.
As lives com os presidentes das seccionais de cada região
são promovidas pela Comissão Nacional de Defesa da República e da Democracia da
OAB. Nesta edição, participaram o presidente da comissão, Nabor Bulhões; o
secretário-geral adjunto da OAB Nacional, Ary Raghiant Neto, que fez a abertura
dos debates; e os presidentes das seccionais da OAB no Centro-Oeste.
Na fala introdutória, Bulhões destacou que a OAB tem,
historicamente, demonstrado sua grande capacidade de mobilização. “Exemplo
notável e recente disso foi o congresso digital que debateu os efeitos sociais
e jurídicos da pandemia. Ao proceder assim, a Ordem fez mais que discutir esses
efeitos, mas estabeleceu um notável diálogo com a sociedade brasileira e suas
instituições. Estamos a encerrar a semana do advogado, que pode ser definida,
sem ufanismo, como a semana da democracia. São noções que se confundem. A
história do advogado ao longo da experiência brasileira nos mostra que não há
que se falar em regime democrático sem falar de advogadas e advogados”,
observou.
Presidentes de seccionais
O presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva Júnior, tratou do
papel da advocacia na garantia do acesso à justiça em um cenário democrático.
“O difícil acesso a muitos magistrados foi intensificado nessa pandemia,
infelizmente, e é uma mostra do intuito de dificultar a efetivação da justiça.
Foi muito feliz o autor da frase ‘hoje o revolucionário é quem cumpre a
Constituição’, porque vivemos exatamente esse triste cenário. O papel da
advocacia, o papel da própria OAB, é lutar. Nas reuniões para reverter esse
cenário, tenho notado boa vontade das cúpulas e má vontade de alguns
magistrados. A justiça é feita por seres humanos e para seres humanos, razão
pela qual não cabe essa mecanização. Sem o braço da advocacia, a justiça
inexiste”, apontou.
Na sequência, falou o presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio de
Paiva. “Rui Barbosa já dizia que ‘liberdade e legalidade são o oxigênio e o
hidrogênio de nossa atmosfera profissional’. Essa frase não poderia ser mais
acertada. Quando se discute democracia, deve-se ter o foco na liberdade, pois é
um pré-requisito daquela. O liberalismo político clássico, que em tudo tem a
ver com a democracia, precedeu a maturação dos regimes democráticos. E a
democracia avançará e se tornará mais forte à medida em que o Estado respeitar
seus padrões. A atitude iliberal deve ser controlada no sistema clássico de
freios e contrapesos”, destacou Paiva.
Para o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, as liberdades
e as garantias consagradas pela Constituição não podem jamais ser
relativizadas. “Nosso juramento nos leva à reflexão daquilo que prometemos
defender: direitos humanos, direitos sociais, direitos econômicos e sociais. A
liberdade se constrói e se mantém dentro da democracia dia após dia. Por isso
tudo, as prerrogativas profissionais do advogado não podem ser desrespeitadas,
porque o advogado é os olhos, os ouvidos e a boca do cidadão perante o juiz. É
inconcebível que se tenha contato indireto, que não haja interação, pois assim
se prejudica a própria noção de justiça”, disse Campos.
Encerrando as exposições, o presidente da OAB-MS, Mansour
Elias Karmouche, falou sobre a dupla face do regime democrático. “A democracia
é o melhor e o pior dos regimes. Não é um mar de rosas, mas garante as
liberdades e também envolve a necessidade de fazer uma série de concessões. A
advocacia é uma atividade indispensável nesse contexto porque é o meio de se
garantir a aplicabilidade e a implementação efetiva do texto constitucional”, ressaltou
Karmouche.
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Diante da inexistência de parâmetros estabelecidos por lei para a quantificação do dano moral, doutrina e jurisprudência vêm se manifestando no sentido de que a indenização deve ser fixada em valor suficiente a compensar o ofen…
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Prestes a completar 24 anos, a “lei da arbitragem” (Lei 9.307/96), também chamada de “lei Marco Maciel”, fez o instituto deixar de ser letra morta para efetivamente ser usado como uma importante forma de resolução de conflitos.
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