O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, votou na 2ª Turma, nesta terça-feira (26/11), a favor do recebimento de denúncia contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL) por lavagem de dinheiro e corrupção relacionados à Transpetro.
Fachin vota pelo recebimento de denúnica contra sen…
Arquivos Mensais:novembro 2019
É preciso impedir favorecimento da acusação na mídia, diz deputado
Diante de uma população altamente sugestionável, é preciso que os grupos de mídia e imprensa travem discussão constante para impedir o favorecimento da acusação sobre a defesa. A fala é do deputado federal Fábio Trad (PSD-MS), jurista e ex-presidente da OAB-MS, durante o seminário Política, Democ…
MP que criou contrato Verde e Amarelo é inconstitucional, diz juiz
O Governo Federal só pode intervir por meio de Medida Provisória quando houver observância aos requisitos constitucionais de urgência e relevância presentes no artigo 62 da Constituição Federal.
Juiz declarou inconstitucionalidade de carteira Verde e Amarela, anunciada pelo governo no últim…
Comissão de Infraestrutura realiza evento sobre contrato de seguro
A Comissão Especial de Infraestrutura da OAB Nacional, em parceria com o Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) e a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), realiza o evento Contrato de Seguro: Temas Atuais, no dia 3 de dezembro, a partir das 9 horas, na sede da OAB Nacional, em Brasília.
O evento terá a coordenação do presidente do IBDS e consultor da Comissão de Infraestrutura da OAB, Ernesto Tzirulnik; do professor doutor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Marcelo Vieira von Adamek; do assessor especial da presidência da OAB, Anderson Prezia.
Serão realizados quatro painéis durante o evento, destacando diversos temas relacionados aos contratos de seguros, como o Projeto de Lei de Contrato de Seguro Brasileiro (PLC 29/2017), a cobertura de custos de defesa e a imputação de dolo no seguro de responsabilidade civil, a prescrição das pretensões indenizatórias do segurado contra a seguradora e a conduta de agravamento de risco.
As inscrições para seminário são gratuitas e já podem ser feitas no link aqui. O evento vai distribuir certificados aos participantes com carga total de 4 horas para efeito de complementação curricular exigida nos cursos de graduação, mas somente para aqueles que assistirem de forma presencial.
Serviço:
Contrato de Seguro: Temas Atuais
Dia: 3 de dezembro
Hora: 9h
Local: SAUS Quadra 5 Bloco M Lote 1 – Asa Sul, Brasília – DF
OAB divulga nota técnica com sugestões de mudança em resolução sobre microgeração de energia
A Comissão Especial de Defesa do Consumidor emitiu nota técnica em que analisa as propostas de alteração da Resolução Normativa 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A resolução estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema de compensação de energia elétrica.
Confira aqui a íntegra da Nota Técnica 04/2019/CDEC/CFOAB
No sentido de buscar a pulverização do sistema, a nota técnica sugere adaptações regulatórias e ou legais necessárias para aperfeiçoar a REN 482/2012. “Considera-se que a Aneel deixou de cumprir o princípio da reserva legal ao limitar o termo de cinco anos para compensação dos créditos, além de não fomentar a função socio-econômico-ambiental do sistema (tripé do desenvolvimento sustentável), corroborado pela fato que os equipamentos duram em média 25 anos e o retorno de investimento oito anos em média. Dessa forma, sugere-se que seja alterada a referida disposição retirando esse prazo limitador”, diz o documento.
A OAB sugere ainda ampliar o rol de possibilidades de constituição de sociedades no caso de geração compartilhada, permitindo a constituição de outros tipos societários além dos já previstos consórcios e cooperativas, como a formação de condomínio solar de forma remota por sociedades limitadas entre outras. O documento recomenda a flexibilização da possibilidade de compensação da energia gerada em área de concessão distinta da consumida e a concretização da liberdade de escolha do fornecedor pelo consumidor cativo, viabilizando a portabilidade contratual.
No que diz respeito à execução contratual, a nota da Ordem também indica alterações. Sugere que em eventual inadimplemento do fornecedor, o crédito de energia poderia ser consumido até interrupção do contrato de consumo; que o crédito do depositante/prossumidor poderia ser utilizado para abatimento de dívida com o fornecedor, como exceção à impossibilidade de venda do bem; e a rastreabilidade da fonte poderia ser considerada no sentido de valorizar e incentivar a geração de eletricidade por fontes renováveis (prevendo uma futura valorização da fonte renovável sob o ponto de vista de incentivo).
A nota salienta ainda que, sob a perspectiva do Direito Privado, o termo “empréstimo gratuito” utilizado no §1º, do artigo 6º, da REN 482/2012, não é tecnicamente correto em razão da fungibilidade do bem (energia elétrica). Ainda, em razão do interesse do produtor/consumidor no envio do excedente à rede, conclui-se que o tipo contratual mais adequado é depósito irregular.
OAB promove debate sobre espaços de poder e representatividade das mulheres negras
A OAB Nacional realizou o seminário Mulheres Negras – Ampliando os Espaços de Poder e Representatividade. O evento aconteceu nesta segunda-feira (25) e foi idealizado pelas comissões da Mulher Advogada e da Promoção da Igualdade, com apoio da ONU Mulheres. Lideranças de entidades do movimento negro debateram os principais assuntos referentes à temática.
O vice-presidente da OAB Nacional, Luiz Viana, lembrou que pautas de regressão de direitos individuais e garantias fundamentais sempre mereceram atenção da OAB. “Não sou mulher, não sou negra e nem quero ser dono da luta de ninguém, mas quero estar lado a lado com todas as bandeiras que signifiquem inclusão, empoderamento, participação e representatividade política. As intolerâncias vão contra a democracia. Quando eu não considero igual a mim quem diverge das minhas ideias, eu o coloco em posição de inferioridade”, apontou.
A presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade, Sílvia Cerqueira, apresentou dois encaminhamentos: inserção de uma disciplina sobre relações étnico-raciais em todos os cursos da ESA Nacional e das ESAs seccionais; e cotas para mulheres negras na composição do Conselho Pleno do Conselho Federal, das seccionais e de todos os órgãos do Sistema OAB.
Já a presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Daniela Borges, afirmou que a pauta é de todas as mulheres e de todos os homens do país. “A luta não pode ser parcial. É impossível imaginar a defesa de uma igualdade para mulheres sem a participação de todos. Assim, estaríamos reforçando a ideia de que menos diferenças podem legitimar menos direitos, violência, discriminação ou preconceito”, afirmou Daniela.
A representante da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino, lembrou o simbolismo da data: é no dia 25 de novembro que se comemora o dia Internacional pelo fim da violência contra as mulheres. “A violência se manifesta de diversas formas. Uma das maneiras das quais pouquíssimo se fala é a violação de direitos humanos. E é necessário abordar essa tipologia, especificamente no tocante ao recorte do gênero e raça”, apontou Querino.
Presidente da Federação Internacional de Mulheres de Carreira Jurídica e juíza moçambicana, Osvalda Joana, lembrou que a mulher negra é idêntica à branca em deveres e em direito, com a infeliz particularidade de ter que lutar diariamente contra o racismo e a discriminação. “Há muito a fazer e é nosso compromisso levar a cabo essas mudanças, a partir de evoluções na mente e nos corações da comunidade internacional”, completou a juíza.
Também compuseram a mesa de abertura a presidente da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica, Laudelina Inácio; a secretária da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Cláudia Maria da Fontoura Messias Sabino; a secretária-adjunta da comissão, Marisa Gaudio; a vice-presidente da OAB-MG, Helena Delamônica; e a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-PR, Mariana Lopes.
Painéis
O primeiro painel tratou sobre a participação da mulher negra na política. As exposições ficaram a cargo da advogada e membro da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica em Mato Grosso (ABMCJ-MT), Ana Emília Sotero, e da presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-PR, Mariana Lopes. A mediação das atividades do painel foi realizada pela advogada e membro da Comissão da OAB Mulher da OAB-RJ, Flávia Monteiro.
No segundo painel, o debate se deu sobre a presença da mulher negra nas universidades e no mercado de trabalho. As palestras foram da representante da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino, e da vice-presidente da OAB-MG, Helena Delamônica. A mesa teve a mediação da advogada e membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB-PR, Vera Podgurski.
O terceiro painel abordou os tipos de violência contra a mulher negra. Quem proferiu as palestras foi a presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-PR, Andrea Cândido Vitor, e a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-SP, Claudia Patrícia Luna.
No quarto painel, o tema foi a representatividade e a presença da mulher negra nas carreiras jurídicas. As palestras foram realizadas pela diretora de Igualdade Racial da OAB-RJ, desembargadora Ivone Ferreira Caetano, e pela presidente da Comissão Nacional de Promoção de Igualdade da OAB, Sílvia Cerqueira. Quem mediou as atividades foi a secretária-adjunta da comissão, Marisa Gaudio.
O quinto e último painel tratou do feminismo negro e a mulher negra na mídia. As exposições de conteúdo foram da presidente da Federação Internacional de Mulheres de Carreira Jurídica e juíza moçambicana, Osvalda Joana, e de Valdecir Nascimento, da OAB-BA.
Nota de pesar – Eduardo Seabra Fagundes
“Lava jato” trouxe insegurança jurídica e moldou quadro político
Há cinco anos do início da operação “lava jato”, operadores de direito e políticos apontam que o saldo final pode ser mais negativo do que positivo.
O criminalista Pierpaolo Bottini, no evento “Impactos da lava jato”, realizado nesta segunda-feira (25/11) e São Paulo, opinou que a omissão do …
Banco é condenado por atrapalhar recuperação judicial da OAS
Configura litigância de má-fé a interposição de diversos recursos em relação à mesma matéria, o que atrapalha o bom andamento processual, dificultando a efetiva prestação jurisdicional, e assim contraria o disposto no artigo 5 do Código de Processo Civil, que exige das partes um comportamento pau…
PL que amplia excludente de ilicitude pode estimular a violência
O presidente Jair Bolsonaro enviou para o Congresso na última quinta-feira (21/11) um projeto de lei que amplia a excludente de ilicitude, mecanismo que estabelece a possibilidade de uma pessoa praticar ação que normalmente seria considerada criminosa. O objetivo é isentar militares das Forças Ar…
Veja como o STJ tem aplicado o Pacto de San José da Costa Rica
Há cinco décadas, os países-membros da Organização dos Estados Americanos assinavam a Convenção Americana de Direitos Humanos (CADH) — o Pacto de San José da Costa Rica, cidade na qual o tratado foi subscrito em 22 de novembro de 1969.
O documento entrou em vigor no Brasil em 25 de setembro de…
Bem de família pode ser penhorado se houver violação de boa-fé
A impenhorabilidade do bem de família pode ser afastada quando há violação do princípio da boa-fé objetiva. A decisão é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao manter decisão que permitiu a penhora de imóvel de empresário para quitar dívidas.
Regra de impenhorabilidade do bem de famíl…
Fachin envia inquérito contra Edison Lobão para o Paraná
Não cabe ao Supremo Tribunal Federal julgar e processar o ex-senador Edison Lobão tendo em vista a perda do foro por prerrogativa de função. A decisão é do ministro Edson Fachin, do STF, ao enviar para a Justiça Federal do Paraná o inquérito contra Lobão.
Edison Lobão é investigado pela supo…
Advogados comemoram decisão do STF, mas temem rupturas
“Nós estamos na trincheira de luta de novo. Nós estamos com medo de rupturas. Talvez não haja uma ruptura institucional abrupta, mas está havendo pequenas rupturas de valores que nos são muito caros, na área da educação, do meio ambiente, aqui e acolá. Se ela virá geral nós não sabemos, mas basta…
STJ reafirma que prazo de patente mailbox é de 20 anos
O prazo de vigência de patente concedida pelo sistema mailbox é de 20 anos, contado a partir da data do depósito do pedido pelo interessado. O entendimento, fixado pelo Superior Tribunal de Justiça no REsp 1.721.711, foi reafirmado pela 3ª Turma da corte.
Prazo de validade das patentes de me…





