O intuito do presente ensaio consiste em reler as operações policiais no Rio de Janeiro empregando snipers[1] como novo método de “neutralização” do homo sacer[2]. A transfiguração do sacrifício humano, através do distanciamento do indivíduo e do emprego de linguagem higienizadora, compõe os elem…
Arquivos Mensais:maio 2019
Sem execução antecipada, trabalho do MP pode ser inviabilizado
Promotores e procuradores de Justiça foram a público na segunda-feira (20/5) para demonstrar apoio “integral e irrestrito” à execução da pena antes do trânsito em julgado. De acordo com nota da Associação Nacional do Ministério Público (Conamp), respeitar o que diz o inciso LVII do artigo 5º da C…
Justiça do Trabalho julgará contribuição para previdência privada
A competência para julgar contribuição de empresa previdência privada é da Justiça do Trabalho. O entendimento é da 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar o pedido de um eletricitário para que a Cemig contribua com valores para a previdência privada calculados sobre as diferenças sa…
VG&P Advogados tem novo sócio na área de mercado de capitais
O escritório VG&P Advogados tem um novo sócio das áreas de mercado de capitais e contencioso em São Paulo. André Lamin é mestre em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo e especialista em Direito Empresarial.
Lamin atuou em outras bancas como advogado e consultor jurídico de grandes …
STJ define limites da ingerência judicial na recuperação de empresas
Há alguns meses abordei neste importante periódico a questão relativa aos poderes judiciais diante do pedido de desistência do recurso interposto contra decisão monocrática que homologa o plano apresentado por empresa recuperanda.
Assinalei, naquela oportunidade, que a doutrina e a jurisprudên…
É preciso cautela com a palavra da vítima na justiça criminal
O ofendido (ou vítima) corresponde ao sujeito passivo (imediato)[i] do delito, isto é, ao titular do bem jurídico lesionado ou exposto ao risco de lesão pela prática criminosa de terceiro. Assim podem ser considerados a pessoa física (ex.: estupro) e jurídica (ex.: furto), bem como o próprio Esta…
Uma estéril década de microjustiça da saúde no STF
Há exatos dez anos o Supremo Tribunal Federal promovia, ao longo de praticamente duas semanas (dias 27, 28 e 29 de abril e 4, 6 e 7 de maio de 2009) e com a participação de cinquenta especialistas, paradigmática audiência pública[1] sobre a judicialização da saúde no Brasil. Seu intuito, tal como…
STF decidirá se ICMS integra cálculo da contribuição previdenciária
O plenário do Supremo Tribunal Federal vai decidir se a inclusão do ICMS na base de cálculo da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) fere a Constituição Federal. Por unanimidade, o tema teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual da Corte.
STF vai decidir se I…
Curso obrigatório para promoção deve ser pago como horas extras
Fazer cursos de aperfeiçoamento pela intranet fora do horário de serviço deve ser remunerado com pagamento de horas extras. Com este entendimento, a 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho deferiu a uma bancária de Caldas Novas (GO) o pagamento, como extras, das horas dedicadas a um cursos pela…
Opinião: Sigilo impede Receita de investigar crimes não tributários
A divisão de competências é uma das mais importantes regras de um Estado Democrático de Direito. Previne a concentração de poder, o arbítrio, e garante a impessoalidade do exercício da função pública, evitando ou pelo menos diminuindo o espaço para perseguições pessoais praticadas sob patrocínio …
OAB entrega a Rodrigo Maia estudo sobre pacote anticrime
Brasília – O presidente da
Câmara, Rodrigo Maia, recebeu das mãos do presidente nacional da OAB, Felipe
Santa Cruz, nesta segunda (20), o estudo elaborado pela entidade sobre o
conjunto de medidas apresentado pelo governo federal de combate à corrupção e à
violência. O tema está em debate atualmente no Congresso Nacional. A entrega
foi feita durante a sessão do Conselho Plena, que reúne representantes de todos
os estados da Federação.
Para Santa Cruz, a vinda do
presidente da Câmara à sede da OAB “é um gesto que a advocacia reconhece como
valioso”. “Elaboramos um estudo apurado, com técnicos e juristas que entendem
efetivamente das matérias em debate. Reconhecemos, como todos os brasileiros,
que o tema da segurança pública saiu do período eleitoral como prioridade,
porque nossas cidades estão cercadas pelo crime. É falso o discurso
condescendente e omisso em relação ao crime. É uma mazela que deve ser
enfrentada de forma dura, frontal e transformadora, mas com inteligência e à
luz dos institutos que criamos em nosso texto constitucional e nos demais
textos legais”, disse o presidente da OAB.
Maia ressaltou a importância do
amplo debate sobre esse e todos os outros projetos que tramitam no parlamento.
“Para todos nós, deputados e deputadas, é muito importante essa contribuição da
OAB. É um momento em que vivemos transformações em todo o mundo e as relações
se aproximam, mas muitas vezes os radicalismos se sobrepõem ao diálogo,
principalmente nas redes sociais. O radical tem tido mais espaços do que aqueles
que querem construir consensos, como é o natural numa democracia. A
possibilidade de receber esse estudo é a sinalização clara de que o parlamento
brasileiro é a casa do diálogo, da representação da sociedade, da garantia da
democracia e das instituições”, declarou o presidente da Câmara.
Ele destacou ainda que todas as
propostas são passíveis de receber contribuições e críticas. “Nenhum projeto
que chega ao Parlamento é perfeito ou não deve ser modificado, ampliado, ou às
vezes rejeitado. Quem entende o contrário crê que somente uma parte da
sociedade tem o direito de participar dos debates e da construção de soluções
para o país. Esse importante estudo da Ordem será encaminhado à comissão que
estuda a matéria e certamente o bom trabalho da OAB poderá ser usado para
chegarmos a um texto melhor do que o que foi encaminhado”, disse Maia.
A presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB),
Rita Cortez, também entregou as considerações da entidade ao projeto anticrime,
ressaltando tratar-se de estudo técnico semelhante ao construído pela OAB.
Santa Cruz lembrou ainda que a pauta da advocacia no
Congresso inclui um projeto considerado fundamental pela Ordem, que é a
criminalização da violação das prerrogativas. “É um projeto cuja aprovação,
para nós, é prioridade absoluta, já que se trata da prerrogativa do cidadão, da
garantia da defesa e do justo processo legal”, lembrou o presidente da Ordem.
O estudo da OAB
O estudo entregue hoje foi aprovado por unanimidade no
Conselho Pleno. Contou com a contribuição de dezenas de estudiosos de direito
penal, processo penal, criminalistas e entidades diversas, e apoia-se em dois
grandes eixos.
Primeiro recomenda com as ressalvas específicas apontadas
nos estudos, em especial nos pareceres do Instituto de Advogados do Brasil, o
aprofundamento da discussão na Câmara dos Deputados e no Senado Federal em
conjunto com outros projetos já em tramitação sobre os mesmos temas das
propostas relacionadas à criminalização do financiamento irregular de campanha;
criação do banco de perfil genético de condenados; regulamentação da conexão de
crimes de competência da Justiça Eleitoral; criação da figura do informante do
bem; alteração do regime jurídico dos presídios federais; interrogatório e
audiência por vídeo conferência; aperfeiçoamento do conceito de organizações
criminosas; regulamentação das escutas ambientais; e modificação do sistema de
cobrança de multas penais.
Além disso, o parecer manifesta a expressa oposição do
Conselho Federal da OAB em relação às propostas tal como redigidas relacionadas
aos seguintes temas: execução antecipada da pena; execução antecipada das
decisões do Tribunal do Júri; modificação dos embargos infringentes; mudanças
no instituto da legítima defesa, em especial aos agentes de segurança pública;
alterações no regime da prescrição; mudanças no regime de pena; mudanças ao
crime de resistência; criação do confisco alargado; acordo penal; e
interceptação de advogados em parlatório.
Propõe-se ainda a divulgação e encaminhamento de todos os
estudos recebidos pelo Conselho Federal à Câmara dos Deputados e ao Senado
Federal a fim de permitir o aprofundamento do debate a respeito dos projetos de
lei com recomendação de acompanhamento pela comissão nacional de legislação da
OAB.
Conselho Pleno define indicados da OAB para o CNJ e o CNMP
Brasília – O Conselho Pleno elegeu na tarde desta segunda-feira (20) os indicados a representar a OAB no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para o CNMP foram indicadas as conselheiras federais Fernanda Marinela (AL) e Sandra Krieger (SC). Já a representação do CNJ será feita por André Luis Guimarães Godinho (BA), que será reconduzido para mais um biênio naquele conselho, e o conselheiro federal Marcos Vinicius Jardim Rodrigues (AC). Os indicados passarão ainda por sabatina no Senado, antes da efetivação.
“Primeiro quero agradecer a confiança da advocacia brasileira por essa escolha e pela oportunidade de representar a OAB no CNMP. O caminho não terminou, claro, temos ainda a sabatina no Senado, mas agradeço desde já a indicação. A partir de agora o objetivo é contribuir, reconhecer o trabalho que foi feito pelos colegas que nos antecederam e daqui para frente tentar avançar cada vez mais. Entendemos que a pluralidade, a contribuição da advocacia em razão da sua experiência da atuação junto ao CNMP, poderá contribuir para que a instituição avance e traga cada vez mais benefícios para toda a sociedade. O CNMP tem um papel muito importante dentro da organização da efetivação da justiça no nosso país e é essa a contribuição que queremos dar”, disse Fernanda Marinela.
Sandra Krieger chamou a atenção para a situação inédita em que duas mulheres foram indicadas ao mesmo tempo para representar a OAB no CNMP. “Essa vitória representa a união em torno de uma causa comum da advocacia, representa ainda uma vitória da mulher brasileira e da advogada brasileira e sobretudo trata-se de uma representação que une todas as regiões do país em torno de uma causa única, que é a defesa da advocacia brasileira. Esse é um marco da advocacia feminina no país porque não há ainda no CNMP duas mulheres concomitantemente ocupando esses espaços. Fico muito honrada de representar a advocacia e a Ordem no CNMP e acho que teremos muito a contribuir como mulher, como advogada e como conselheira”, declarou a conselheira.
CNJ
Godinho agradeceu a indicação para mais um biênio. Ele atualmente ocupa uma das cadeiras indicadas pela OAB no CNJ. “Primeiro é uma honra receber mais uma vez a confiança da advocacia brasileira aqui representada pelos ilustres conselheiros federais. Ao longo do último biênio, produzimos um trabalho voltado à garantia dos direitos e do interesse da advocacia e da cidadania no CNJ. Estaremos firmes e fortes nessa luta, na continuação desse trabalho. Aos poucos temos galgado espaços no CNJ. Nosso interesse é ter uma participação ainda maior nas comissões e grupos de trabalho, aproximando as pautas do CNJ aos interesses da advocacia brasileira e da cidadania que representaremos”, afirmou ele.
O outro indicado para o CNJ, Marcos Vinicius Jardim salientou que a representação da OAB pode contribuir para aproximar a Justiça dos anseios do cidadão. “Hoje tivemos uma demonstração de legitimidade e união de nossa classe e assim que quero pautar o meu trabalho, ou seja, representando toda a advocacia no CNJ. A população tem pedido por justiça social e o poder judiciário é importantíssimo para essa pauta. Então o principal passo é exatamente trabalhar para o amadurecimento e engrandecimento do poder judiciário para que ele seja mais efetivo e voltado para a pacificação social”, disse o conselheiro federal.
Felipe Santa Cruz recebe a visita do presidente eleito do TRF-4
O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, recebeu na noite desta segunda-feira (20), em seu gabinete, o desembargador Victor Laus, presidente eleito do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para o biênio 2019-2021. Laus entregou a Santa Cruz o convite para a solenidade de posse, que acontecerá no dia 27 de junho.
Também participaram do encontro o vice-presidente nacional da OAB, Luiz Viana, e os conselheiros federais Flávio Pansieri (PR) e Paulo Brincas (SC), Seccionais cujos estados estão, assim como Rio Grande do Sul, sob jurisdição do TRF-4.
Conselho Pleno da OAB Nacional recebe lançamento de livros jurídicos
Brasília – Três livros jurídicos foram lançados oficialmente durante a reunião do Conselho Pleno da OAB Nacional nesta segunda-feira (20). As obras apresentadas aos advogados e advogadas tratam sobre temas atuais de extrema relevância e importância do mundo judicial, como o Plea Bargain, Direito Empresarial e Direito Luso-Brasileiro.
O primeiro livro, da promotora Ana Lara Camargo de Castro, que atua no Ministério Público do Mato Grosso do Sul, trata sobre o – Plea Bargain – Resolução Penal Pactuada nos Estados Unidos. – Especialista no tema, Ana Lara Camargo de Castro explica de maneira minuciosa como funciona o mecanismo de negociação entre a acusação e a defesa no processo penal norte-americano.
“As pessoas estão debatendo bastante o tema do livro no Brasil, mas ainda de uma maneira superficial. O objetivo então é oferecer a advogados, promotores, defensores e juízes como o instrumento opera, de maneira detalhada, para que eles possam ter um norte efetivo de como é funciona lá e analisem se é possível utilizar aqui ou realizar adaptações para a nossa realidade, para o nosso universo jurídico”, explicou Ana Lara Camargo de Castro.
O segundo livro – Estudos de Direito Empresarial – é organizado pelos advogados Gustavo Ramiro, Sheila Neder Cerezetti, e Claudio Lamachia, ex-presidente da OAB Nacional. Gustavo Ramiro destaca que o livro se destaca pela diversidade temas abordados. “Conseguimos juntar autores de todo o país, com abordagens sobre uma pluralidade de temas, desde direito societário, até recuperação judicial, por exemplo”, explicou Gustavo Ramiro.
O terceiro livro – Aspectos Polêmicos do Direito Constitucional Luso-Brasileiro – é dos advogados Daniel Blume Pereira de Almeida e Thiago Brhanne Garcês Costa. A publicação aborda análises e estudos de temas do Direito Constitucional no Brasil e em Portugal. Matéria que ganhou importância nos últimos anos.
“O livro é uma soma de esforços e experiências acadêmicas decorrentes de estudos acerca do direito constitucional português e brasileiro, destinado à comunidade jurídica, em especial quanto a temas que são atuais e polêmicos tanto no Brasil quanto na Europa”, afirma o advogado Thiago Brhanne Garcês Costa.
Comissão da Diversidade Sexual da OAB realiza reunião de instalação da nova gestão
Brasília – A Comissão Especial da Diversidade Sexual e Gênero da OAB Nacional se reuniu nesta segunda-feira (20), na sede do Conselho Federal, em Brasília, para a reunião de instalação oficial do colegiado durante a gestão 2019/2021. O encontro contou ainda com a presença do Secretário-Geral da OAB Nacional, José Alberto Simonetti. O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, também recebeu os membros da comissão em seu gabinete e garantiu o apoio do Conselho Federal aos trabalhos do grupo.
A reunião serviu para a comissão debater temas de destaque, determinar pautas, estabelecer estratégias de acompanhamento de projetos e definir metas de atuação para os próximos anos de trabalho do colegiado. Um dos primeiros acompanhamentos deve ocorrer ainda nesta semana, com o julgamento no Supremo Tribunal Federal que debate a criminalização da homofobia.
A presidente do colegiado, Raquel Pereira de Castro Araújo, afirmou que o objetivo principal da Comissão é garantir o respeito e reafirmar as pautas de diversidade na Advocacia e na sociedade. “A nossa comissão é plural, como representantes de todas regiões do país. Todos são comprometidos com as causas e com a defesa da diversidade sexual e de gênero”, afirmou Raquel de Castro Araújo.
A vice-presidente da comissão, Adriana Rocha de Holanda Coutinho, lembrou que o colegiado já está organizando a realização de um novo congresso da área para o segundo semestre deste ano. “Teremos entre os dias 25 e 27 de setembro, com o apoio da OAB-SC, a realização do 9º Congresso Nacional de Direito LGBTI. Contamos com a participação dos membros do nosso colegiado, das demais Seccionais da OAB e também com as entidades da sociedade civil para o evento”, afirmou Adriana Coutinho.
Também participaram da reunião as advogadas Chyntia Aquino da Costa Barcellos, Secretária da comissão, e Margareth da Silva Hernandes, secretária-adjunta, além dos membros advogados Nelson Freitas Neto e Rafael dos Santos Kirchhoff.





