O Conselho Superior do Ministério Público Federal reafirmou no dia 1º de março que o cargo de procurador-geral da República só pode ser ocupado por subprocuradores-gerais da República. Eles são o topo da carreira do MPF e são os responsáveis por atuar nos tribunais superiores e no Supremo Tribuna…
Arquivos Mensais:março 2019
Shopping Higienópolis não recorrerá em ação para prender crianças
O Shopping Pátio Higienópolis não irá recorrer da decisão que negou seu pedido para prender menores desacompanhados na região do estabelecimento. A medida foi parte de um acordo fechado com Defensoria Pública de São Paulo, nesta quinta-feira (7/3), no qual a empresa se comprometeu a “tomar medida…
DF tem 30 dias para desocupar prédio da Secretaria de Educação
Por ausência de condições mínimas de segurança no local, o juiz Alcir Kenupp Cunha, da 5ª Vara do Trabalho de Brasília, determinou a interdição da Unidade 2 da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE/DF), localizada na 607 Norte.
A mesma decisão condenou o DF ao pagamento de …
Em troca de fundo do MPF, Petrobras repassará dados aos EUA
Ao que tudo indica, a “lava jato” se tornou um canal para o governo dos Estados Unidos ter acesso aos negócios da Petrobras. A multa de R$ 2,5 bilhões que será desviada do Tesouro para um fundo gerido pelo Ministério Público Federal, na verdade, inicialmente seria paga ao Departamento de Justiça …
Lula pede que acordo entre MPF e Petrobras seja juntado ao caso
A defesa do ex-presidente Lula entrou com um pedido na Justiça para que o novo acordo entre Petrobras e Ministério Público Federal seja juntado ao caso do imóvel de R$ 12,2 milhões que teria sido comprado pela Odebrecht para ser a sede do Instituto Lula. Segundo o petista, esse novo elemento tem …
Manoel Brandão: Advogados sem direitos e sem prerrogativas
A edição da Lei 11.767, de 7/8/2008, batizada de Lei da Inviolabilidade do Direito de Defesa, despertou no meio advocatício a sensação de segurança jurídica típica das sociedades civilizadas e reguladas pelo Estado Constitucional de Direito. Mas a recente violação do sigilo fiscal sofrida pelo re…
STF volta a discutir necessidade de advogado na fase de inquérito
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta da próxima terça-feira (12/3) a retomada do julgamento do agravo regimental em que se discute a necessidade de intimação prévia do advogado de defesa do investigado para a tomada de depoimentos orais na fase de inquérito policial, sob pena d…
Opinião: Pensões por morte na proposta de reforma da Previdência
Em artigos e notícias que tratam da reforma da Previdência, tem-se abordado muito o direito mais óbvio, qual seja, o da aposentadoria, especialmente quanto às novas regras para adquirir o direito à aposentação, entre elas idade e tempo de contribuição. Com isso, importantes alterações relacionada…
Deu na Mídia: Conquistas e avanços ainda necessários nos direitos das mulheres, por Daniela Borges
Brasília – O site especializado Consultor Jurídico (Conjur) publicou, nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o artigo ‘Conquistas e avanços ainda necessários nos direitos das mulheres’, de autoria da presidente da Comissão da Mulher Advogada do Conselho Federal da OAB, Daniela Borges. Leia abaixo a íntegra do texto ou acesse-o no Conjur.
Conquistas e avanços ainda necessários nos direitos das mulheres
Daniela Borges*
Maria Quitéria. Maria Filipa. Carlota Pereira Queiroz. Maria da Penha. O que essas mulheres têm em comum? Todas, a seu modo e em seu tempo, lutaram por liberdade e igualdade para as mulheres brasileiras. Quitéria e Filipa, heroínas da independência do Brasil, muitas vezes são esquecidas pela historiografia oficial. Carlota Pereira Queiroz, a primeira deputada brasileira, teve que enfrentar o machismo dos anos de 1930 no Poder Legislativo. Foi Maria da Penha que lutou para que o marido, seu agressor por 23 anos, fosse condenado por tentativa de assassinato. Em 2006, uma lei com seu nome foi criada e é um dos mais importantes instrumentos legais para coibir e punir quem comete violência doméstica contra a mulher.
Neste 8 de março, precisamos refletir sobre as lutas das feministas na sociedade brasileira. O Dia Internacional da Mulher celebra as mães, avós, tias e irmãs que vieram antes de nós e que nos deram marcos legais na defesa dos nossos direitos. Podemos destacar alguns deles, como o direito ao voto (1932); o Estatuto da Mulher Casada (1962), que liberou a mulher para trabalhar sem a autorização do marido; a Lei do Divórcio (1977); a Lei Maria da Penha (2006); a alteração do Código Penal para que atos libidinosos e atentados violentos ao pudor se configurassem como crimes de estupro (2009); as novas diretrizes para o atendimento às vítimas de violência sexual pelos agentes de segurança pública e pelo SUS (2013); a Lei do Feminicídio (2015), que torna hediondo o crime praticado em razão do gênero; e a Lei 13.718 (2018), que introduziu diversas modificações na seara dos crimes contra a dignidade sexual. Isso sem falar das significantes mudanças a partir da Constituição, do novo Código Civil (2002) e das decisões do STF em relação à agenda LGBTQIA.
A atualização das leis e das normas é o reconhecimento das desigualdades e assimetrias nas relações entre homens e mulheres na sociedade brasileira, sejam elas interpessoais ou institucionais. Mas será que esse reconhecimento é suficiente para produzir resultados na realidade fática promovendo um tratamento mais isonômico e equalizando as relações de poder entre os gêneros?
As estatísticas mostram que estamos muito distantes da agenda dos direitos das mulheres para o século XXI. O Brasil tem números alarmantes em relação à violência de gênero. Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entrevistou 2.084 pessoas entre os dias 4 e 5 de fevereiro e constatou que, no ano passado, 16 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência. São 1.830 mulheres agredidas por hora. 76,4% dessas agressões foram praticadas por maridos, ex-namorados ou vizinhos. E 42% dessas agressões aconteceram dentro de casa. Mas esses números devem ser ainda maiores, uma vez que 52% das mulheres não denunciam a violência.
Os dados de violência de gênero são abundantes e indicam que a cultura do brasileiro mudou pouco nesse quesito. E o Estado não consegue garantir a proteção das mulheres, mesmo com as atualizações normativas. Por exemplo, apesar de prevista na Lei Maria da Penha, as casas-abrigos para mulheres e seus filhos — menores em situação de violência doméstica e familiar — não existem ou não atendem à demanda na maioria dos municípios. Com isso, muitas vítimas de violência terminam voltando para casa onde está o seu agressor. Nem as delegacias especializadas em atendimento da mulher (Deam), um marco importante dentro da política brasileira, chegaram ao seu pleno funcionamento e atendimento. Desde a primeira unidade, criada em 1985, até fevereiro deste ano, apenas 21 Deams funcionavam 24 horas por dia no Brasil, segundo o levantamento da Gênero e Número.
As mudanças legislativas e normativas não são suficientes para transformar positivamente a sociedade. A discriminação e o preconceito contra mulher ainda existem e vão continuar a existir até que a cultura e os valores sociais sejam transformados. O fetiche causado pela força do Direito construiu na sociedade brasileira a ideia de que a normatização pode resolver qualquer problema. Entretanto, a desigualdade nas relações entre homens e mulheres é estrutural na sociedade e passa por questões culturais, educacionais e econômicas, que podem ser observadas nas relações familiares, no trabalho e nas ruas cotidianamente. Mais do que mudar o Direito, é preciso transformar a cultura e os valores de cada indivíduo, sejam homens ou mulheres.
O pensamento feminista precisa povoar também outros sistemas sociais, cujos códigos ainda são dominados pelo machismo. Nesse contexto, o feminismo assume um papel decisivo ao questionar as estruturas da sociedade contemporânea baseada na desigualdade e exclusão na medida em que foi construída sob a premissa de que parte de seus atores seriam superiores aos demais. E os movimentos da sociedade civil são de extrema importância para impulsionar as transformações e ao mesmo tempo pressionar por políticas públicas que promovam a inclusão efetiva de todas e todos.
É preciso também que nós, mulheres, estejamos unidas para juntas exercermos os nossos direitos e conquistarmos de fato igualdade. Para tanto, é necessário compreender que não existe apenas uma luta. Precisamos reconhecer que não somos uma categoria universal. Somos várias mulheres, com lutas distintas, e que algumas enfrentam violências maiores, tais como de raça e de classe. Se para a mulher branca é difícil romper com o machismo e o sexismo, para a mulher negra a situação é ainda pior, porque precisa enfrentar também o racismo.
Nós, mulheres advogadas, temos um papel importante na luta contra a violência de gênero e na construção do empoderamento feminino. Através da OAB, da universidade e de grupos de mulheres da sociedade civil, devemos participar da construção de políticas públicas e de leis para garantia e efetivação de direitos.
Ao mesmo tempo precisamos nos debruçar sobre os problemas inerentes à mulher advogada. E não são poucos. Embora sejamos quase metade dos profissionais cadastrados na Ordem, as advogadas ainda enfrentam enormes dificuldades no exercício da profissão. A primeira delas é a diferença salarial entre homens e mulheres. Não é aceitável que ganhemos menos por nossas atividades.
Outro problema, talvez o maior deles, é o assédio sexual no ambiente de trabalho. Advogadas e estagiárias enfrentam assédio nos fóruns, nas repartições, nas delegacias, nos presídios e, sobretudo, nos escritórios de advocacia. Infelizmente, ainda são poucas as mulheres que denunciam o abuso, por vergonha e por medo de prejudicarem suas carreiras.
A diferença entre homens e mulheres não pode ser uma justificativa para a desigualdade. As restrições de espaços de poder simbolicamente construídas com base nessa diferença precisam ser superadas pela via de ações políticas que extrapolam a simples mudança da legislação. Enfrentar a desigualdade de gênero é entender como a cultura molda as identidades e demarca o exercício de poder dentro da sociedade, para além do Direito.
Precisamos continuar lutando por igualdade — em todas as esferas da vida pública e privada — para que nunca mais nenhum ser humano seja submetido ou subjugado por seu gênero, classe, raça ou sexualidade.
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*Daniela Borges é advogada, professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Faculdade Baiana de Direito, presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada do Conselho Federal da OAB e conselheira federal pela OAB-BA.
Governo propõe autonomia orçamentária para as obras do PAC
O governo federal vai publicar nesta sexta-feira (8/3), no Diário Oficial da União (DOU), um decreto que acaba com a necessidade de autorização prévia do ministro da Economia, Paulo Guedes, para que outros ministérios iniciem o processo orçamentário de investimento em infraestrutura no âmbito do …
Conselho Federal lança campanha em homenagem ao Mês da Mulher
O Conselho Federal da OAB e a Comissão Nacional da Mulher Advogada lançaram uma campanha em homenagem ao Mês da Mulher. A ideia da ação, que pretende mobilizar as mulheres em toda a sociedade, é mostrar que a igualdade é conquistada com voz ativa.
O objetivo é convocar as mulheres para que elas sejam as protagonistas da mudança e da luta contra a violência sexual e de gênero. Será nas vozes das mulheres advogadas que serão abordados os temas de destaque em discussão, como igualdade de gênero, igualdade racial, feminicídio, violência doméstica e assédio no trabalho (sexual, moral, salarial).
Uma série de conteúdos e vídeos serão publicados nas redes sociais da entidade indicando o canal do disque 180 para o recebimento de queixas e também incentivando as mulheres a não se calar e sempre registrar denúncias de abuso e violência.
A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Daniela Lima de Andrade Borges, explica que a campanha pretender colocar as mulheres como protagonistas nos desafios e enfrentamentos contra as desigualdades.
“Ao mesmo tempo que a campanha destaca o quanto já caminhamos nessa luta, percebemos também que existem ainda muitos desafios. Todos os dias mulheres são mortas no Brasil pelo fato de serem mulheres. São números alarmantes e não podemos fechar os olhos para essa realidade. Vamos convidar as mulheres, em especial as advogadas, para serem vozes ativas nesse processo de transformação e mudança da sociedade, no combate à violência de gênero”, afirma Daniela Lima.
O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, afirma que a ação reforça o papel da entidade na luta contra a violência sexual e de gênero. “Temos muitos desafios ainda pela frente, as mulheres precisam ser protagonistas nessa ação de mudança da sociedade brasileira. É a partir da voz ativa delas que teremos melhores condições para todas e que a igualdade será conquistada”, destaca Felipe Santa Cruz.
Candidatos realizam segunda fase da prova para Mestrado em Direito do convênio CFOAB/ENA e Uninove
Mais de 80 advogados participaram nesta quinta-feira (7) da segunda fase do processo seletivo de bolsistas para Mestrado em Direito da parceria celebrada entre o Conselho Federal da OAB/ Escola Nacional de Advocacia e a Universidade Nove de Julho (Uninove).
Estão sendo oferecidas 12 bolsas de estudo integrais na área de concentração Justiça, Empresa e Sustentabilidade, na qual estão as seguintes linhas de pesquisa: Justiça e o Paradigma da Eficiência (Linha de Pesquisa I) e Empresa, Sustentabilidade e Funcionalização do Direito (Linha de Pesquisa 2).
Na segunda fase da prova, os candidatos enfrentaram uma arguição oral. Diante de uma banca de professores eles tiveram que responder a questionamentos sobre o Projeto de Pesquisa, a consistência científica e a relevância social do Projeto, além de falarem da disponibilidade para a dedicação às atividades do Programa de Mestrado.
A banca de professores que analisou os projetos e entrevistou os candidatos na sede da ENA, em Brasília, foi formada pelos professores André Lemos Jorge, Diretor da Uninove, Sérgio Ferreira Victor e Fabiano Silveira, professores permanentes do Mestrado.
“A Uninove se sente honrada com o convênio firmado com o CFOAB/ENA. Certamente, conseguimos selecionar excelentes mestrandos, a partir das provas escrita e oral”, destacou André Lemos Jorge, Diretor da Uninove.
Os cursos de Mestrado terão início ainda no primeiro semestre de 2019 e a expectativa é que o resultado final do processo seletivo seja divulgado até o dia 15 de março.
Fundo da Petrobras será gerenciado pela ‘sociedade civil’, diz MPF
Depois de ser questionado em relação ao acordo assinado entre a Petrobras e os procuradores da “lava jato” no final de janeiro, o Ministério Público Federal declarou que a gestão do dinheiro será feita pela “sociedade civil”.
O fundo, de R$ 2,5 bilhões, será usado para investir em programas …
Acordo de leniência impede bloqueio de bens de empresas Odebrecht
Acordo de leniência firmado entre a Construtora Norberto Odebrecht e a Odebrecht S.A. e a União impede o bloqueio de bens das companhias. Esse foi o entendimento da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região ao negar recurso da Petrobras em uma ação de improbidade administrativa no âmbito…
MPF denuncia executivos com base em delação de Sérgio Machado
O Ministério Público Federal do Paraná apresentou denúncia, na última sexta-feira (1º/3), contra o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e o ex-presidente do Grupo Estre, Wilson Quintella Filho, pelos crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. A acusação faz parte da “lava ja…





