O escritório Malta Valle Advogados, sediado em Brasília, expande as áreas de atuação com a entrada de dois novos sócios: Matheus Pimenta, especialista em Direito Eleitoral, e Ana Vogado, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio.
Vindo do Carneiros Advogados, Pimenta é professor assiste…
Arquivos Mensais:agosto 2018
Marco Aurélio nega liminar a procuradores que querem se candidatar
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, negou liminar para permitir que procuradores da República se candidatem nas eleições gerais deste ano. Segundo ele, a restrição aos membros do Ministério Público Federal existe desde 2004, com a Emenda Constitucional 45, e não havia urgência …
STF publica acórdão sobre medidas cautelares contra parlamentares
Foi publicado nesta terça-feira (7/8) o acórdão no qual o Supremo Tribunal Federal definiu que medidas cautelares contra parlamentar exigem aval do Congresso caso comprometam o mandato.
O julgamento ocorreu em outubro do ano passado, tendo sido decidido pelo placar apertado de 6 votos a 5. A A…
Toffoli é eleito presidente do Supremo para o biênio 2018-2020
Toffoli será o presidente do Supremo no biênio 2018-2020.
Nelson Jr./SCO/STF
O Plenário do Supremo Tribunal Federal elegeu, nesta quarta-feira (8/8), o ministro Dias Toffoli para presidente da corte. Ele toma posse em setembro e fica até 2020 no cargo. O ministro Luiz Fux será o vice.
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É inconstitucional cobrar ISSQN no município do tomador de serviço
A cada nova lei, a insegurança tributária em nosso país devasta o ambiente de negócios, deteriora o pacto federativo e agrava injustiças. Exemplo lapidar desse modelo encontra-se no novo inciso XXIII do artigo 3º da Lei Complementar 116/2003, inserido pela Lei Complementar 157/2016, para promover…
OAB instituirá coordenação para identificar causas e combater violência contra a advocacia
Brasília – A OAB Nacional irá instaurar uma Coordenação de atuação nacional para buscar identificar as possíveis causas da crescente onda de violência que assola a advocacia, causando – inclusive – dezenas de assassinatos diretamente ligados ao exercício profissional.
A Coordenação terá a composição de Aurino Bernardo Giacomelli, conselheiro federal (RN) autor da proposição da criação enviada à diretoria; Cassio Telles, presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia; Eduarda Mourão, presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada; e Everaldo Patriota, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos.
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, lembrou que a entidade tem procurado estar em todos os recantos do País para vivenciar as mais diferentes rotinas da advocacia. “As etapas da Caravana Nacional das Prerrogativas nos dão a exata dimensão do que sofre a advocacia e também mostram que nosso intuito é estar em absolutamente todo local onde um advogado ou advogada seja tolhido em sua atuação. A OAB é firme nessa postura e não abre mão da defesa intransigente de condições dignas para o exercício da advocacia”, apontou.
Cassio Telles, presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, falou sobre o levantamento realizado acerca dos casos com emprego de violência. “Temos recebido notícias de assassinatos de advogados nos últimos dias. Não que o tema seja novo; infelizmente é antigo, mas há uma perceptível escalada da violência contra profissionais da advocacia. Diante disso, restou manifesta a necessidade de a Ordem traçar um diagnóstico sobre casos e suas causas, para aí então vislumbrar medidas de proteção”, disse.
“O documento final ficou pronto na última sexta-feira, dia 3 de agosto, e traz as respostas enviadas por 20 Seccionais acerca de aspectos da violência. Os dados mostram que de 2016 para cá, tivemos 72 assassinatos apurados ou comunicados à Ordem. Destes, 45 são apontados como relacionados diretamente ao exercício profissional, dos quais dois tiveram a participação de facções criminosas. Isto é absolutamente espantoso e alarmante”, completou.
A proposta de criação da coordenação foi oficializada à diretoria nacional da OAB pelo conselheiro federal Aurino Bernardo Giacomelli, da bancada do Rio Grande do Norte. “Diante da atual quadra histórica, se constitui a defesa intransigente da integridade física e da própria vida das advogadas e dos advogados brasileiros em tema da maior importância. A advocacia é a voz das garantias fundamentais e das liberdades”, observa.
Gilmar Mendes suspende ação penal contra empresário Jacob Barata
Para não prejudicar o andamento do processo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes determinou, nesta terça-feira (7/8), a suspensão da ação penal contra o empresário do ramo de transportes Jacob Barata Filho que tramita na Justiça Federal no Rio de Janeiro. Barata seria interrogado…
Família poderá importar e plantar maconha para tratar epilepsia
Uma família do Paraná foi autorizada a importar sementes de maconha e cultivar 16 pés da planta para que possa fazer a extração artesanal de óleo medicinal de cannabis, que será utilizado no tratamento de uma criança com epilepsia grave e transtorno do espectro autista. De acordo com a liminar, o…
“Fake news comprometem o voto consciente”, aponta Lamachia
Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, participou nesta quarta-feira (8), no Senado Federal, do Seminário Fake News e as Plataformas Digitais, que abordou o tema ‘A Internet Será o Maior Palanque dos Candidatos nas Eleições de 2018’. Na ocasião, Lamachia afirmou que as fake news impactam diretamente o voto consciente dos cidadãos.
“Esse tema tem um grande impacto no cenário eleitoral. Percebendo isso, a OAB está lançando uma campanha nacional pela consciência na hora de votar. As fake news comprometem e impactam diretamente o voto consciente dos cidadãos. Sabemos que voto não tem preço, ele tem consequências, e a consequência de uma escolha mal feita é a representação exata dessa crise que vivemos”, apontou Lamachia.
Ele ressaltou que a disseminação de dados falsos vai além das eleições. “O alcance das fake news vai muito além do âmbito eleitoral, atingindo áreas como segurança, saúde, educação e a própria Justiça. Precisamos nos conscientizar do mal que isso tem feito. É algo que deve ser combatido diuturnamente. Há um estudo que mostra que há um compartilhamento de notícias falsas até 70% maior do que o das notícias verdadeiras”, alertou.
Lamachia enfatizou que a liberdade de expressão é clausula pétrea e a liberdade de imprensa é essência da própria democracia. “Para os males de uma má informação, o remédio é mais informação. Devemos a cada momento reforçar a necessidade de um jornalismo responsável, comprometido com a credibilidade, com fontes sérias e confiáveis. Temos reclamado muito dessa crise ética e moral que o País atravessa. É munido de informação de qualidade que o cidadão prestará uma contribuição cada vez mais efetiva”, disse.
“É necessário que o Brasil se mobilize na busca por uma nova maioria, que caminhe por mais encontro e menos confronto. E isso passa pelo cumprimento do papel do cidadão de não repassar informações sabidamente falsas, checar sempre que possível a veracidade do que se recebe, conscientizar pessoas ao seu redor. Vamos buscar conhecer propostas, ideias, proposições verdadeiras”, completou.
Por fim, Lamachia refutou a ideia vaga de que votos brancos e nulos fazem bem ao processo eleitoral e à democracia, como sugere uma corrente de fake news compartilhada nas redes sociais nos últimos meses: “Um debate produtivo e real deve ser capaz de acabar com esta linha de intolerância e descrença que temos hoje”.
Elogio à campanha
A senadora Ana Amélia (PP-RS), que preside a Fundação Milton Campos – organizadora no Seminário – pontuou na abertura que o momento é de grandes desafios para o Brasil. Ela destacou a importância das campanhas da OAB pela conscientização do voto, sobretudo a iniciativa Voto Não tem Preço, tem Consequência. “A OAB vem fazendo campanhas não somente em favor do voto consciente, mas do combate vigilante às fake news. São iniciativas que engrandecem e fortalecem, sem dúvida nenhuma, e de modo absolutamente cidadão, o pleito eleitoral e a própria cidadania”, apontou.
Impactos em áreas sensíveis
Gilberto Occhi, ministro da Saúde, apontou que o tema é muito importante para a área da pasta que dirige. “Temos percebido no Brasil uma queda importante nos índices de poliomielite e sarampo devido à disseminação de notícias falsas. Elas trazem dados extremamente danosos ao conhecimento e à informação da nossa sociedade, compartilhados sem qualquer verificação da veracidade. Normalmente apresentam um alerta, uma novidade gritante, e esse é um dos fatores de uma propagação quase automática”, alertou.
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, falou em seguida. “Quanto maior a exposição pública de quem fala desinformado, maior a propagação do erro. Fake news é mais do que mentira: é a intenção dolosa de causar dano. Hoje, o grande problema é que remunera-se cada clique dado numa noticia falsa”, lamentou.
Consequências
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) externou preocupação com a dimensão que o tema ganhou nos últimos meses. “Hoje cerca de 12 milhões de pessoas difundem notícias falsas com frequência, seja por falta de apuração ou por quaisquer motivos. É necessário maturar uma legislação que puna exemplarmente. É importante preservar as informações, mas é crucial preservar a vida”.
Humberto Jacques, vice-procurador do Ministério Público Eleitoral, apontou que a mentira é um problema que acompanha a humanidade. “Fake news estimulam nas pessoas um dever de reação normalmente violenta. São uma afronta ao jornalismo, uma desqualificação à comunicação. O novo arranjo no ecossistema da comunicação social coloca muito mais pessoas na condição de emissoras, ampliando os canais e a velocidade. O amadorismo, a malícia, o dolo e a desinformação reaparecem”, abordou.
Pablo Scotellaro, presidente do Centro de Estudos para o Desenvolvimento das Telecomunicações e Acesso à Informação pela Sociedade da América Latina, alertou para um grande problema – crônico, segundo ele – que é o pouco pensamento acerca da verdade, a conformação com tudo que chega aos ouvidos.
Falta de informação sobre risco de cirurgia justifica indenização
Na relação médico-paciente, a prestação de informações corretas e suficientes sobre o diagnóstico, a proposta de tratamento e os riscos existentes em eventuais procedimentos cirúrgicos constitui direito do paciente e de seus representantes legais, já que tais informações são necessárias para o co…
CNJ atende OAB e suspende regra que obrigava partes a digitalizarem documentos
Brasília – Com o apoio do Conselho Federal da OAB, a Seccional da OAB do Mato Grosso do Sul obteve no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta terça-feira (7), uma importante vitória para toda a advocacia trabalhista brasileira. Após requerimento da Seccional ao Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24), o CNJ decidiu que a advocacia fica desobrigada de digitalizar os autos físicos dos processos.
Para o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, a decisão reforça prerrogativas expressas no Estatuto da Cidadania, além de não transferir aos advogados e partes uma responsabilidade que é própria do Poder Judiciário.
Ao declarar ratificada a liminar concedida à OAB, a presidente do CNJ, ministra Cármen Lúcia, afirmou que não vê como justa a ideia de estabelecer dispêndio financeiro a quem procura a Justiça. “Quando se escolhe que as peças processuais sejam digitalizadas, presume-se que esse ônus seja assumido a princípio pelo Poder Judiciário. Isso realmente foi feito na maioria dos tribunais. No último ano, em que houve um crescimento dos processos já digitalizados, viu-se a expedição de resoluções exigindo que o cidadão arque com o ônus. O jurisdicionado está na condição de recebedor dos bons serviços do Estado”, apontou.
Ary Raghiant Neto, conselheiro federal da OAB pelo Mato Grosso do Sul e representante institucional da OAB no CNJ, comentou a decisão. “O Plenário do CNJ entendeu a importância do pleito levado pela Seccional sul-matogrossense e, por 9 votos a 5 referendou a suspensão da Portaria que, no âmbito do TRT da 24ª Região, transferia ao jurisdicionado uma obrigação que é do poder público”, apontou.
Valdetário Andrade Monteiro, conselheiro do CNJ que relatou o processo, também falou sobre a decisão. “O Plenário do CNJ se debruçou hoje sobre uma questão importante e que vem ocorrendo em vários tribunais pátrios. A transferência da responsabilidade pela digitalização dos processos físicos para as partes e seus advogados nos parece uma exorbitante imposição ao cidadão e seu causídico que prontamente foi rechaçada em liminar da nossa lavra e agora ratificada pelo Pleno do CNJ”, disse.
Pela relevância do pleito, entende-se que a decisão ganhe caráter de repercussão geral, desobrigando advogadas e advogados de arcar com os custos que legalmente são atribuídos à administração pública.
Reintegração de ex-preso político a cargo público é imprescritível
São imprescritíveis as ações de reintegração a cargo público movidas por ex-presos políticos que sofreram perseguição durante o regime militar brasileiro, ficando, contudo, eventuais efeitos retroativos sujeitos à prescrição quinquenal.
Com base nesse entendimento, a 1ª Turma do Superior Tribu…
Mauricio Veiga comandará Comissão de Direito Desportivo do IAB
O advogado Mauricio Corrêa da Veiga tomou posse como presidente da Comissão de Direito Desportivo do Instituto de Advogados Brasileiros nesta terça-feira (7/8).
O especialista aponta que a comissão debaterá assuntos como o pagamento de atletas por bitcoins, a inclusão do Direito Desportivo com…
Presos após 2ª instância já são 1/4 do total da população carcerária
A população carcerária no Brasil chegou a 602 mil presos, sendo que 1/4 está na cadeia por determinação da segunda instância, a chamada execução provisória da pena. Os dados foram divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça, com base na mais recente edição do Banco Nacional de Monitoramento de P…
STJ compila jurisprudência sobre direitos do consumidor na internet
Nas compras pela internet, o fato de o consumidor ser penalizado com multa moratória por atrasos no pagamento de suas faturas de cartão de crédito não autoriza a imposição de cláusula penal ao fornecedor de bens móveis nos casos de atraso na entrega da mercadoria ou na demora de restituição do va…





