Congresso de Direito Médico e da Saúde: Confira as teses selecionadas para o evento

Brasília – Foram divulgadas nesta terça-feira (12) as teses selecionadas para participar do Congresso Brasileiro de Direito Médico e da Saúde, que a OAB Nacional promove nos dias 19 e 20 de junho, em Brasília. Foram escolhidos 23 artigos, que serão apresentados pelos autores durante o evento. A lista final está disponível na página do Congresso.

Clique aqui para conferir as teses escolhidas.

A mesa de abertura contará, entre outras presenças, com o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, e a presidente da Comissão Especial de Direito Médico e da Saúde, a conselheira federal (SC) Sandra Krieger.

No primeiro dia haverá ainda apresentação de trabalhos acerca do tema Direito Médico e da Saúde, com acompanhamento da comissão julgadora, além de duas rodadas de diálogos: uma sobre Direitos Fundamentais e Políticas Públicas e outra sobre Direito, Ética e Medicina.

No segundo dia, três diálogos fecham a programação: Vulnerabilidades e Direitos Existenciais; Temas Emergentes na Saúde Suplementar; e A Responsabilidade Jurídica dos Médicos e das Empresas de Saúde.  

Os participantes presenciais receberão certificados de 20 horas de atividade.

Colégio de Presidentes de Comissões de Direito Desportivo da OAB se reúne pela primeira vez

Brasília (DF) – Nos dias 8 e 9 de junho, Goiânia (GO) sediou o I Colégio de Presidentes das Comissões de Direito Desportivo da OAB. O evento aconteceu na sede da Seccional goiana, onde concomitantemente foi realizado o I Encontro de Integrantes da Justiça Desportiva.

A Comissão Especial de Direito Desportivo da OAB Nacional esteve presente no Colégio, representada por seu presidente, Tullo Cavallazzi Filho; pelo vice, Daniel Cravo; e pelo secretário Maurício Correa da Veiga. Também participaram integrantes do Superior Tribunais de Justiça Desportiva (STJD), além de estudantes e amantes do Direito Desportivo.

“O apoio da OAB Goiás, enquanto anfitriã, foi sensacional. Destaco o empenho do presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB-GO, Victor Amado, e também do presidente Claudio Lamachia, sempre atento aos pleitos. Formalizaremos a solicitação para que a Comissão, no âmbito nacional, passe de Especial para Permanente, e também para que o evento passe a acontecer em edições anuais”, disse Tullo Cavallazzi Filho.

Ele lembrou que, como resultado do Encontro de Integrantes da Justiça Desportiva, foi gerada uma compilação de sugestões de alteração ao CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), “garantindo melhores condições para advogadas e advogados que militam na área, e, sobretudo, a defesa das prerrogativas profissionais”.

Pauta

Ao longo dos dois dias, o Colégio debateu as diretrizes do Direito Desportivo, sob o enfoque de alterações no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, atualmente em discussão no Ministério dos Esportes. Outros assuntos da pauta foram indicações de membros aos Tribunais de Justiça Desportiva e a uniformização dos Regimentos Internos das Comissões de Direito Desportivo.

O evento contou ainda com o lançamento da obra Direito Desportivo, de autoria do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Guilherme Augusto Caputo Bastos, que esteve na solenidade de abertura.

Ao final do Colégio foi elaborado um documento com todas as reivindicações e sugestões para nortear os próximos pleitos no Direito Desportivo. As conclusões irão compor a Carta de Goiânia, que, após análise da Comissão Especial de Direito Desportivo da OAB Nacional, será enviada à Presidência nacional da Ordem.

‘Liberdade de imprensa é pilar da democracia’, diz presidente da OAB em seminário

Brasília – A OAB participou nesta segunda-feira (10) do seminário “30 Anos sem Censura – A Constituição de 1988 e a Liberdade de Imprensa”, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça. O presidente nacional da Ordem, Claudio Lamachia, abordou os desafios da atualidade nas liberdades de expressão e de imprensa, destacando o combate às chamadas ‘fake news’ como de suma importância.

“A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são pilares efetivos da democracia e estão expressos em nossa Constituição. Assim como os advogados, os jornalistas não podem exercer suas atividades sem liberdade. Assim como é fundamental o sigilo das fontes dos jornalistas, também o é o sigilo das conversas entre advogados e seus clientes”, afirmou Lamachia.

O seminário desta segunda foi organizado pelo Conselho Nacional de Justiça, por meio do seu Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa. A abertura foi conduzida pela presidente do STF e do CNJ, ministra Cármen Lúcia, e contou com a presença do presidente da OAB, do deputado federal Miro Teixeira e a escritora Rosiska Darcy de Oliveira. Lamachia também participou do primeiro painel do evento, ao lado dos jornalistas Renata Lo Prete e Fábio Pannunzio.

O presidente da OAB relembrou a atuação da entidade em defesa da liberdade de expressão e de imprensa em casos recentes. A Ordem atuou como ‘amicus curiae’ em ações contra a quebra de sigilo de jornalistas do jornal “O Estado de S. Paulo” e da revista “Época”, assim como na ação do Supremo Tribunal Federal que proibiu a censura prévia de biografias não autorizadas. 

“Muita gente defende a liberdade de imprensa apenas quando lhe é favorável, no entanto, as críticas fazem parte da nossa democracia. Estamos vivendo momentos ruins no Brasil, com a sociedade cada vez mais inquieta. Precisamos ter claro que, para os males da liberdade de imprensa, apenas mais liberdade de imprensa e expressão. A partir daí começamos a depurar o que é fundamental. Isso representa o mais importante da democracia: o direito de ser informada”, explicou Lamachia.

Ao comentar a perigosa ascensão das chamadas ‘fake news’, Lamachia lembrou que o país está a quatro meses de eleições gerais e que isso precisa ser debatido. “Não podemos sucumbir às ‘fake news’, e este é um papel relevante da liberdade de imprensa, porque é nela que teremos a garantia de um bom jornalismo”, afirmou. Lamachia encerrou sua participação com uma frase do ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto: “A liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade e tem uma relação de retroalimentação com a própria democracia”.

A presidente do STF e do CNJ, a ministra Cármen Lúcia, abriu o seminário afirmando que, sem uma imprensa livre, a Justiça e o Estado não funcionam bem. A magistrada também lembrou que a sociedade de hoje é diferente da de 30 anos atrás, quando a Constituição foi promulgada. “A Constituição precisa ser reinterpretada para se manter coerente com a sociedade. Temos respostas velhas para perguntas novas, mas também perguntas inéditas para respostas ainda desconhecidas. A mídia cumpre este papel de ser radar quando às vezes não temos nem uma bússola”, afirmou. “Vivemos uma mudança de tempos, e o que temos que fazer é nos comprometer com o que tiver que ser o melhor para nossos semelhantes. O bem do outro é o bem de cada um de nós e do nosso país. Só a cidadania responsável produzirá um Estado melhor.”

O deputado federal Miro Teixeira traçou em sua fala um histórico da Constituinte e como ela garantiu no texto final da Carta a liberdade de expressão e de imprensa. O parlamentar também cumprimentou o Poder Judiciário como a instância garantidora da liberdade de imprensa. Rosiska Darcy fez uma fala contundente sobre os perigos da modernidade, notadamente o debate virtual, por meio de redes sociais, para a realidade.

Em sua fala, a jornalista Renata Lo Prete apresentou dados sobre a situação atual do Brasil em relação à liberdade de imprensa, com diversos casos de ameaças de morte, intimidação e assédio. Entre 2016 e 2017, segundo estudo recente, foram registrados 73 casos. Segundo a jornalista, a maioria dos casos listados nem chegam a ser investigados, muito menos punidos.

Lo Prete também explicou que grande parte dos casos de censura prévia a jornalistas são amparados pelo art. 20 do Código Civil, que diz que a divulgação de informações pode ser proibida se atingir a honra, boa fama ou respeitabilidade de alguma pessoa. “No dia que este artigo for considerado inconstitucional, será feito muito pelo fim da censura”, afirmou. “Temos que consolidar a ideia de que já temos o direito de resposta e um arcabouço legal que onera quem comete excesso, mas isso é no pós. Temos que acabar com a censura prévia. São 30 anos lutando contra a censura, e é nosso trabalho lutar para que isso seja realidade.”

O jornalista Fábio Pannunzio alertou para o perigo de uma “vocação censória” de parte da sociedade, com agressões de jornalistas em manifestações populares, por exemplo.  O presidente do painel, ministro do TST Aloysio Corrêa da Veiga, destacou o papel do CNJ como fórum de agregação e crescimento, “para que possamos discutir a atuação de atores sociais como o Judiciário, que recebe os questionamentos da sociedade, e o jornalismo, que tem compromisso de ser veículo de transformação social”.