Carta de Foz do Iguaçu prega defesa intransigentemente do Estado Democrático de Direito

Foz do Iguaçu – A Carta de Foz do Iguaçu, produto do Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais, realizado na cidade paranaense, faz uma defesa enérgica do Estado Democrático de Direito, suas instituições e garantias fundamentais. O documento é resultado dos debates que foram realizados pelos presidentes das 27 seccionais da Ordem na cidade de Foz do Iguaçu, nesta sexta-feira (6).

“Na atual conjuntura nacional, de grave e profunda crise institucional, política, ética e econômica, evitando a repetição dos erros do passado, (conclamamos a sociedade brasileira e a advocacia) a defender intransigentemente o Estado Democrático de Direito, as suas instituições e as garantias fundamentais, conquistas consagradas na Constituição de 1988, como único meio legítimo de superação e pacificação do País, para a construção do caminho de avanços reclamados pela cidadania, e condenar toda e qualquer tentativa de intimidação dos Poderes da República”, diz a carta.

O documento enfatiza ainda a importância do fortalecimento do Poder Judiciário no âmbito do combate à corrupção e à impunidade. “A superação das dificuldades deste momento depende do respeito às leis”, afirma a carta, que defende ainda “a necessidade de ampliação da capacidade instalada do Poder Judiciário brasileiro, em prol da rápida e devida prestação jurisdicional”.

Confira abaixo a íntegra da carta de Foz do Iguaçu:

CARTA DE FOZ DO IGUAÇU

O Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, reunido na cidade de Foz do Iguaçu, nos dias 5 e 6 de abril de 2018, após análise e discussão de temas de interesse da advocacia e da sociedade brasileira, decide:

– conclamar a sociedade brasileira e a advocacia, na atual conjuntura nacional, de grave e profunda crise institucional, política, ética e econômica, evitando a repetição dos erros do passado, a defender intransigentemente o Estado Democrático de Direito, as suas instituições e as garantias fundamentais, conquistas consagradas na Constituição de 1988, como único meio legítimo de superação e pacificação do País, para a construção do caminho de avanços reclamados pela cidadania, e condenar toda e qualquer tentativa de intimidação dos Poderes da República;

– enfatizar a importância do fortalecimento do Poder Judiciário no âmbito do combate à corrupção e à impunidade, afirmando que a superação das dificuldades deste momento depende do respeito às leis, e, lembrando Rui Barbosa, reiterar a certeza de que “fora da lei não há salvação”;

– reafirmar a necessidade de ampliação da capacidade instalada do Poder Judiciário brasileiro, em prol da rápida e devida prestação jurisdicional;

– ressaltar a importância da aprovação do projeto de lei que visa criminalizar a violação de prerrogativas da advocacia, por se tratar de verdadeira garantia de defesa da própria cidadania;

– buscar a aprovação do projeto de lei que reconhece a imprescindibilidade da presença dos advogados em todos os meios judiciais e administrativos, de conciliação e mediação, considerando ser essencial a sua contribuição para a regularidade e obediência dos princípios e regras legais;

– propor ao Conselho Federal da OAB a criação de comissão permanente destinada à análise do mercado de trabalho da advocacia, buscando impedir qualquer forma de limitação da atividade profissional e fomentando a sua valorização, segundo o disposto no art. 133 da Constituição da República;

– solicitar ao Conselho Federal da OAB a adoção de providências perante o CNJ ou o Poder Judiciário para a revogação do Provimento n. 67/2018, da Corregedoria Nacional de Justiça, que autoriza a mediação e a conciliação em cartórios extrajudiciais;

– defender o integral atendimento do Estatuto da Advocacia e da OAB, quanto aos termos do seu art. 7º, inciso V, garantindo aos advogados a sala de Estado-Maior com instalações dignas e, na sua falta, a conversão em prisão domiciliar;

– proclamar a inadiável necessidade de que sejam suspensas, imediatamente, e por dez anos, autorizações de abertura de novos cursos de graduação em Direito e de aumento de vagas, pelo Ministério da Educação, ratificando o posicionamento contrário à abertura dos respectivos cursos na modalidade à distância;

– ampliar os procedimentos de controle ético-disciplinar, com a fiscalização da propaganda irregular da profissão, bem como das práticas de aviltamento de honorários advocatícios e do exercício ilegal da profissão por advogados punidos pela Entidade;

– reafirmar a importância da participação da mulher advogada no processo eleitoral da OAB, defendendo o protagonismo da advocacia feminina nos quadros de direção da Entidade como pressuposto de seu fortalecimento democrático;

– identificar dados em todo o território nacional que permitam o estudo apurado da viabilidade da fixação de piso salarial regional dos advogados;

– propor ao Conselho Federal da OAB, em consonância com os ditames de transparência, eficiência e boas práticas de gestão, a edição de provimento com o intuito de padronizar e aperfeiçoar, nacionalmente, o sistema de gerenciamento de recursos da Entidade.

Foz do Iguaçu, 6 de abril de 2018.

Gestão de recursos naturais pela OAB é tema de debate no Colégio de Presidentes

Foz do Iguaçu (PR) – A sustentabilidade hídrica e energética da OAB foi tema de debate no Colégio de Presidentes de Seccionais da entidade, reunido nesta sexta-feira (6) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Foram apresentadas as medidas tomadas pelo Conselho Federal da entidade para tornar mais eficiente a gestão destes recursos em seu edifício-sede, em Brasília, gerando economias e redução de custos. A proposta é que as Seccionais também adotem as mudanças. Pode ser criado um Selo OAB Verde para as ações.

O presidente nacional da Ordem, Claudio Lamachia, classificou como essencial a preocupação com os recursos naturais, frisando a responsabilidade social da entidade em ser exemplo. “Com uma gestão responsável conseguimos reduções significativas no consumo e, consequentemente, no custeio da sede da OAB Nacional. O mesmo pode ser replicado em todo o Brasil”, afirmou.

O diretor tesoureiro da OAB, Antonio Oneildo Ferreira, apresentou o projeto desenvolvido pelo Conselho Federal. Segundo ele, as ações buscam a racionalidade, a economia e a transparência na gestão dos recursos, visando otimizá-los. Para a Ordem, o momento atual exige mais do que eficiência, mas uma gestão ativa na prestação de serviços a baixo custo e uso racional de recursos. “Com adoção de medidas em larga escala, de forma progressiva, podemos ter impacto na sociedade, com projeto de sustentabilidade e, assim, propagar as boas ações”, disse.

Oneildo apresentou dados que mostram uma redução de mais de 12% no custeio de água e luz na sede do Conselho Federal. O patamar foi alcançado por meio de mudanças na estrutura do prédio, como a canalização da água do sistema de refrigeração, reuso de água para limpeza de áreas comuns, adoção de sensores de movimento para luz, luzes de LED, entre outras medidas. Também serão instalados painéis de energia solar na cobertura do prédio.

O presidente da OAB do Rio Grande do Norte, Paulo Coutinho, disse que a Seccional que representa também conta com painéis de energia solar, “ganhando não apenas com economia, mas também no impacto social”. A OAB-RN conta ainda com um selo verde para o escritórios do Estado que tenham boas práticas. Segundo ele, isso é ima exigência de diversas empresas ao contratar os serviços de parceiros.

Felipe Santa Cruz, presidente da OAB do Rio de Janeiro, afirmou que é importante para Ordem ter função de vanguarda, ser instituição com política ecológica. “Temos que dar exemplos para sociedade. Precisamos ter canal ativo entre as Seccionais e debater as soluções, que serão diferentes”, disse. 

José Augusto de Noronha, presidente da OAB do Paraná, afirmou que a Seccional anfitriã do Colégio de Presidentes está no processo de instalação de um parque eólico que tornará a Ordem autossuficiente em energia elétrica. Segundo ele, o valor investido retornará em seis anos. Após esse período, inclusive, a geração de energia será maior que o necessário, ou seja, a Ordem receberá desconto na conta de luz por estar fornecendo ao sistema.

Colégio de Presidentes debate presença necessária da advocacia na conciliação

Foz do Iguaçu – O Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB, reunido nesta sexta-feira (6) em Foz do Iguaçu, no Paraná, debateu a necessária presença da advocacia nos Centros de Soluções de Conflitos e as medidas que a entidade tomará contra provimento do Conselho Nacional de Justiça que, recentemente, autorizou que cartórios realizem conciliações e mediações. O acesso à Justiça, segundo os dirigentes, passa necessariamente pela presença da advocacia.

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, ressaltou a importância do tema para a advocacia. Citando exemplos de iniciativas que envolvem a entidade no tema, destacou que é possível trazer a conciliação e a mediação para dentro da Ordem, mostrando o protagonismo da classe nos meios extrajudiciais de resolução de conflitos.

Os presidentes da OAB do Acre, Marcos Vinicius Jardim Rodrigues, e de Minas Gerais, Antonio Fabrício Gonçalves, analisaram a questão dos CEJUSCs (Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania). Segundo Jardim, faz parte de estratégia do Judiciário para evitar novas demandas não obrigar a participação da advocacia. Para ele, a mudança desse paradigma passa, necessariamente, por um mapeamento para mostrar a essencialidade do advogado.

“A discussão deve passar por um mapeamento e um trabalho no sentido de esclarecer que o advogado não atrapalha, que nem sempre este profissional é beligerante e não busca a pacificação social do processo. Há condições de analisar essas situações. O Judiciário não está preocupado em saber se acordo foi benéfico para as duas partes e se é exeqüível”, exemplificou. Para o presidente da OAB-AC, a presença da advocacia garante acordos mais firmes.

Antonio Fabrício apresentou exemplos de Minas Gerais. A Seccional mineira apresentou petição, juntamente com o Instituto Brasileiro de Direito de Família, ao Tribunal de Justiça para que a conciliação que envolva direito de família exija a presença de advogados, pois há ocorrido diversos problemas, com termos péssimos. “O que seria uma forma de celeridade acaba sendo um retardo, porque o processo acaba voltando”, explicou.

O presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa, criticou duramente provimento recente do CNJ que autoriza a realização de conciliação e mediação por cartórios. Segundo Costa, eles não têm preparo para esta função e a questão toda será agravada. Ele propôs que a OAB entre na Justiça se o texto não for derrubado no plenário do CNJ, pois ele foi elaborado apenas pela Corregedoria do órgão. Também apresentou o programa OAB Concilia, que, em parceria com TJ-SP, leva a mais de 

Os presidentes de Seccionais também foram instados a entrar em contato com os deputados federais de seus Estados para debater a importância de Projeto de Lei recentemente aprovado na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara que prevê a obrigatoriedade de atuação da advocacia nos CEJUSCs. O representante institucional da OAB no CNJ, Ary Raghiant Neto, analisou que a atuação perante o Legislativo é essencial. 

Ainda no tema da mediação, o presidente da OAB da Paraíba, Paulo Maia, afirmou ser importante o envolvimento da advocacia na formação do mediadores, que têm função ativa na solução dos conflitos. Paulo Brincas, presidente da OAB Santa Catarina, disse que é essencial uma campanha para frisar que o advogado não é um empecilho ao acesso à Justiça, mas sim a ponte entre o cidadão e o Judiciário. Também levantou a questão da inteligência artificial que tem sido desenvolvida no direito, que pode interferir no mercado da advocacia.

Confira as principais notícias do período entre 26 de março e 5 de abril

Brasília – Confira a seção OAB em Movimento, que apresenta as principais notícias da advocacia e da cidadania protagonizadas pela Ordem. Em destaque, a cobrança pública da OAB por apuração efetiva e imediata das ameaças contra o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o posicionamento da Ordem ao conclamar o respeito às decisões judiciais para não haver retrocesso social.

Lamachia cobra apuração imediata de ameaças contra o ministro Edson Fachin

No dia 27, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, exigiu a imediata apuração da denúncia feita pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, de que seus familiares estão sendo alvo de ameaças. Lamachia afirmou que a notícia é “extremamente grave” e que o esclarecimento do caso deve ser uma prioridade para as autoridades. Leia mais. 

Em Bagé (RS), presidente nacional da OAB destaca força da instituição

Claudio Lamachia exaltou, durante seu pronunciamento nesta segunda-feira (2), na Subseção gaúcha de Bagé, a força institucional da Ordem em meio ao delicado momento de polarização política que o Brasil atravessa. Ele e o presidente da OAB-RS, Ricardo Breier, estiveram em Bagé para as agendas de comemoração dos 85 anos da Subseção. O ex-presidente da Seccional gaúcha e conselheiro federal pelo Rio Grande do Sul, Renato Figueira, também acompanhou a comitiva. Leia mais. 

Respeito às decisões do STF para não repetir erros do passado

Lamachia afirmou na noite de terça-feira (04) que o respeito às decisões do STF é condição fundamental para a democracia. Em trecho da nota, ele disse que “o Brasil passa por uma forte crise institucional, política e econômica. Não existe solução para o país fora da Constituição e da democracia. Por isso, o respeito às decisões do STF, independentemente dos vencedores e dos vencidos, é condição para a existência do Estado de Direito”. Leia mais.

Congresso Nacional de Comissões do Meio Ambiente da OAB será em Salvador

A seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil sediará no dia 13 de abril o Congresso Nacional de Comissões do Meio Ambiente da OAB. O evento acontecerá durante todo o dia, das 9h às 20h, no Monte Pascoal Praia Hotel, na Barra, e contará com 16 painéis que abordarão temas diversos, como Desastres Ambientais com Barragens de Rejeitos e o Princípio da Prevenção, e Meio Ambiente Sustentável como Direito Fundamental. O congresso é promovido pelas comissões de meio ambiente das 27 seccionais do Brasil. Leia mais.

Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB em Foz do Iguaçu (PR)

Lamachia destacou o compromisso e independência da Ordem nos últimos dois anos ao lidar com sucessivas crises políticas e polarizações de posicionamento políticos. Ele destacou o caráter técnico do conceito de Justiça ao discursar na abertura do Colégio de Presidentes que será realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo Lamachia, a justiça não deve se pautar por disputas ideológicas. Leia mais. 

Prorrogado até 9 de abril o prazo de inscrição nos cursos de pós-graduação da ENA

Brasília – A Escola Nacional da Advocacia (ENA) prorrogou até a próxima segunda-feira, 9 de abril, o prazo para os interessados nos cursos de pós-graduação oferecidos pela Escola efetivarem suas inscrições.

Em parceria com a Unisc, a ENA oferece pós-graduação nas áreas de Advocacia Avançada, Advocacia Criminal, Advocacia Imobiliária, Urbanística, Registral e Notarial, Advocacia Penal Empresarial, Advocacia Trabalhista e Previdenciária, Direito e Processo do Trabalho, Direito Eleitoral e Direito Processual Civil.

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