Para brevemente tratar do que se viu no mercado imobiliário em 2017, parece importante dar um passo atrás e voltar, ao menos, até o ano de 2014, quando a economia nacional passou a sentir com certa angústia as dificuldades do mercado. Nessa época, aos olhos dos afetos aos estudos econômicos, teri…
Arquivos Mensais:janeiro 2018
Luiz Valladão: Características e nuances da sustentação oral
Apesar de extremamente interessante, o tema sustentação oral ainda é pouco estudado, até porque muitos o consideram de índole extremamente prática, o que dispensaria um estudo metódico a seu respeito.
Todavia, é preciso romper com esta visão pragmática sobre o instituto da sustentação oral. Is…
Defesa de Maluf questiona atendimento médico da Papuda após mortes
Em menos de três dias, dois detentos morreram por parada cardíaca dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP), do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Os ocorridos fizeram com que a defesa de Paulo Maluf, que está preso no presídio, questionasse a capacidade de atendimento médico no l…
Cármen manda TJ-GO inspecionar presídio onde houve rebelião
O Tribunal de Justiça de Goiás tem 48 horas para enviar informações ao Supremo Tribunal Federal sobre a situação do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde ocorreu uma rebelião nesta segunda-feira (1º/1). A determinação partiu da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em ofício encami…
TJ-RN valida grampo de conversa entre político e seu advogado
Se a Justiça autorizou a interceptação do telefone de um investigado e foi captada, assim, uma conversa dele com seu advogado, essa prova não é automaticamente nula. Com esse entendimento, o Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte negou pedido da seccional potiguar da Ordem dos Advoga…
Juizado do Torcedor expulsou 500 brigões de estádios do Rio em 2017
Em 2017, mais de 500 torcedores de Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Macaé e Corinthians foram afastados dos estádios de futebol por decisões judiciais em processos por práticas de violência, associação criminosa, injúria racial e descumprimentos de medidas judiciais, entre outras penalidade…
Confira o calendário previsto do Exame de Ordem para 2018
Brasília – A Coordenação Nacional do Exame de Ordem, através de seu titular Felipe Sarmento, secretário-geral da OAB, divulga o calendário previsto para os próximos Exames no decorrer de 2018.
A previsão de datas está assim:
XXV EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 23/01/2018
Período de Inscrição 23/01/2018 a 02/02/2018
Prova Objetiva – 1.ª fase 08/04/2018
Prova prático-profissional – 2.ª fase 27/05/2018
XXVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 29/05/2018
Período de Inscrição 29/05/2018 a 08/06/2018
Prova Objetiva – 1.ª fase 29/07/2018
Prova prático-profissional – 2.ª fase 16/09/2018
XXVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 18/09/2018
Período de Inscrição 18/09/2018 a 28/09/2018
Prova Objetiva – 1.ª fase 18/11/2018
Prova prático-profissional – 2.ª fase 20/01/2019
Previsão de autonomia da PF é mantida em atualização do regimento
O Regimento Interno da Polícia Federal foi atualizado nesta terça-feira (2/1) com a publicação da Portaria 1.252/2017 no Diário Oficial da União. O texto traz o detalhamento da estrutura da PF e define quais são as atribuições do diretor-geral da instituição, do corregedor-geral e de outros cargo…
Suspensa liminar que permitia pagar salários com verba da saúde
A Justiça Federal do Rio Grande do Norte suspendeu liminar da Justiça estadual que havia permitido o uso de recursos da saúde, repassados pela União, para o pagamento de salários atrasados de servidores do estado.
A liminar, concedida no último sábado (30/12) pelo desembargador Cornélio Lopes,…
Deficiente não pode ser considerado inapto sem estágio probatório
A pessoa com deficiência aprovada em concurso público não pode ser declarada incompatível com o cargo antes de fazer o estágio probatório. A decisão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao garantir a reinserção de uma candidata com deficiência em concurso para escrevente do Tribunal de J…
Correio do Povo (RS): OAB cumpre a missão de defesa da sociedade
Brasília (DF) e Porto Alegre (RS) – Em artigo publicado no Correio do Povo (RS) desta terça-feira (2), o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, destaca o papel da OAB no cumprimento de uma de suas missões essenciais: a defesa da sociedade, da qual é voz constitucional. Veja abaixo a íntegra do texto.
OAB cumpre a missão de defesa da sociedade
Segundo Lamachia, obrigação é imposta pela Constituição, que coloca a entidade como a voz do cidadão
Ao longo dos últimos dois anos, o advogado gaúcho Claudio Lamachia conduz o Conselho Federal da OAB. Faltando pouco mais de um ano para o final de sua gestão, Lamachia afirma que a missão institucional da OAB vem sendo cumprida à risca, e que apenas o voto consciente será capaz de levar o Brasil a um novo patamar ético e moral.
“Estamos vendo um triste momento do país, e a OAB tem sido chamada como nunca a intervir em diversos casos. A atuação da OAB em defesa da sociedade é uma obrigação imposta pela Constituição Federal, que coloca a entidade como voz do cidadão”, afirmou. “Fizemos uma ampla campanha e ingressamos judicialmente contra a absurda cobrança de bagagens que a Anac promoveu.
Também reunimos entidades da sociedade civil contra o aumento da carga tributária que o governo pretendeu com o retorno da CPMF, e defendemos de maneira firme a correção da tabela de Imposto de Renda, requerendo ao STF que garanta o uso da inflação a cada ano para determinar as novas faixas”, relatou.
“Também nos engajamos na defesa do consumidor, com a campanha contra as decisões que classificam danos como mero aborrecimento, reduzindo o valor das indenizações aos que buscam na Justiça reparação. Na saúde e na educação, defendemos que não se aplique o teto de gastos imposto pelo governo, que diminuirão os recursos para duas das áreas mais críticas em nosso país. Não pode haver retrocesso em direitos do cidadão. Isso é inadmissível”, resumiu.
Conforme Lamachia, o combate à corrupção é bandeira histórica da OAB. “Nosso primeiro ato à frente da OAB Nacional, em fevereiro de 2016, foi pedir formalmente a cassação do então presidente da Câmara, o então deputado Eduardo Cunha, hoje preso. No mês seguinte ingressamos com o pedido de impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Pouco mais de um ano depois ingressamos com um pedido de impeachment do presidente Michel Temer. A proibição das doações de empresas nas eleições também foi proposta da OAB, bem como o fim das doações ocultas para políticos. E ainda defendemos a criminalização do caixa 2 eleitoral”, especificou. “E vamos além: a OAB foi protagonista na cobrança de maior transparência nos dados de financiamentos externos, operações internas e parceria com instituições estrangeiras com o BNDES.
A Lei da Ficha Limpa nasceu dentro da OAB”, reforçou o dirigente do Conselho Federal. Em relação ao processo eleitoral de 2018, Lamachia ressalta a importância da escolha. “É diante de cenários tão ruins como o que enfrentamos que devemos estar ainda mais atentos aos acontecimentos e àqueles que se apresentarem como solução aos problemas.
Cabe a cada cidadão brasileiro exercitar a memória e não reeleger quem não honrou o posto de representante da sociedade. Nunca é demais repetir: voto não tem preço, tem consequência.”
Jornal do Comércio (RS): Defesa de direitos dos advogados é defesa da sociedade, diz Lamachia
Brasília (DF) e Porto Alegre (RS) – Em entrevista concedida ao Jornal do Comércio (RS) e publicada nesta terça-feira (2), o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, fala sobre um dos principais temas de sua gestão: a defesa das prerrogativas profissionais. Leia a íntegra abaixo ou acesse o site do jornal.
O Projeto de Lei (PL) nº 8.347/2017, que altera o Estatuto da Advocacia para tipificar penalmente a violação de direitos ou de prerrogativas do advogado e o exercício ilegal da advocacia, estabelece novas infrações disciplinares e dispõe sobre a notificação para atos processuais no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados no começo de dezembro. Para concluir os trâmites de aprovação, falta apenas a sanção presidencial.
A aprovação do PL foi amplamente comemorada pela OAB. Para entender a importância da defesa dos direitos e das prerrogativas do advogado, o Jornal da Lei conversou com o presidente da OAB nacional, Claudio Lamachia. Para ele, a aprovação dessa lei transformará a prática da profissão, como nenhuma lei o fez desde a aprovação do Estatuto da Advocacia, em julho de 1994.
Jornal da Lei – Qual a inovação deste projeto de lei?
Claudio Lamachia – Consiste justamente em determinar penas para um crime que já existe, para algo que a lei já diz que é errado. Sem as penalidades definidas, prevalece a impunidade para quem está acostumado a desrespeitar a legislação. Sem penalidades claras e bem definidas, a lei se torna letra morta, que é o que vemos hoje. Profissionais da advocacia sendo desrespeitados, ameaçados, constrangidos e até vítimas de violência, porque a ausência de penalidade funciona como estímulo para o descumprimento desta e de qualquer outra lei. A aprovação definitiva dessa proposta transformará a advocacia como nenhuma outra lei o fez desde a aprovação do próprio Estatuto da Advocacia. E quem mais ganha com isso é a sociedade.
JL – Para que servem essas prerrogativas?
Lamachia – As prerrogativas profissionais da advocacia não são privilégios classistas, são garantias asseguradas pelo Estado brasileiro para que cada cidadão tenha uma representação adequada perante as instâncias e os Poderes. Quando a OAB luta pela preservação das prerrogativas, evidentemente que, em uma ponta, busca melhorar as condições de trabalho dos profissionais. E não há nenhum problema nisso. Na outra ponta, estamos defendendo a própria democracia brasileira. Quando o cidadão clama por justiça, encontra, na advocacia, seu representante, o instrumento legal para alcançar o que pretende. Ou seja, as prerrogativas constantes da lei protegem a advocacia e a sociedade. Imagine que o cidadão procure um profissional para defendê-lo em determinada causa e seja informado de que este profissional não terá acesso ao processo, não poderá despachar com o juiz nem ter conhecimento das acusações, não poderá se pronunciar durante uma audiência, será constrangido ou cerceado. Quando colocamos em perspectiva, fica absolutamente claro a quem as prerrogativas protegem, em última análise. Não há possibilidade de justiça sem respeito às prerrogativas.
JL – Quais são as violações de prerrogativas mais frequentes registradas pela OAB?
Lamachia – Advogadas que são constrangidas por causa de sua vestimenta, profissionais agredidos por policiais, escutas ilegais, buscas em escritórios sem qualquer justificativa plausível, além de diversos direitos tolhidos das mais variadas formas por autoridades judiciárias e o descumprimento puro e simples da lei. Também temos tido notícias de violência física e até do assassinato de profissionais durante o exercício profissional. E isso tudo ocorre porque não temos um mecanismo de punição dessas ocorrências. Desde 2016, temos realizado a Caravana Nacional de Prerrogativas. Percorremos o Brasil realizando reuniões, audiências, visitas, inspeções e palestras, com o intuito de preservar a dignidade profissional, garantindo a inviolabilidade dos escritórios, o sigilo das comunicações, a valorização da advocacia e a garantia de honorários justos. A ideia é levar o peso da OAB para os mais remotos rincões do País, para que todo profissional saiba que não está sozinho e para que as autoridades tenham ciência de que estamos vigilantes. Quando esses desrespeitos ocorrem, não é somente a advogada ou o advogado que são desrespeitados, é o próprio cidadão, representado pela advocacia, que tem o seu direito agredido. Outra ocorrência frequente é a inaceitável violação do sigilo da comunicação entre advogados e clientes. A lei garante a inviolabilidade do escritório ou local de trabalho, de nossos instrumentos de trabalho, das correspondências escrita, eletrônica, telefônica e telemática relativas ao exercício da advocacia. Quem acompanha meu trabalho sabe que fui e continuo sendo contra a corrupção e a impunidade em nosso país. Isso não quer dizer que, em nome do combate ao crime de corrupção, cometamos outros crimes.
JL – Qual o papel da OAB na garantia dos direitos dos profissionais por ela representados?
Lamachia – A aprovação do PL é um bom exemplo. Também posso citar a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que atendeu a OAB e mudou o regimento interno para compatibilizá-lo com o novo Código de Processo Civil (CPC), corrigindo uma ilegalidade e permitindo que as inscrições para sustentação oral possam ser feitas até horário de início da sessão. Antes dessa mudança, havia interpretações desencontradas entre o regimento e o CPC, o que ocasionava transtornos aos profissionais e aos clientes. Outra vitória foi a decisão do STJ que garantiu que o Ministério Público não possa intervir em contratos advocatícios. No Tribunal Superior do Trabalho, foi garantido à advocacia o levantamento de alvarás, sem qualquer ressalva. Também ingressamos junto ao Supremo Tribunal Federal com uma arguição de descumprimento de preceito fundamental com o intuito de extinguir a eficácia do crime de desacato. No âmbito do Conselho Nacional de Justiça, continuamos na luta contra restrições de acesso de advogados aos fóruns, e agora as revistas devem ser feitas de maneira igual a todos que ingressam, inclusive procuradores e magistrados. Cito também a aprovação do PL que obriga presença da advocacia na conciliação, fortalecendo e dando mais segurança aos métodos extrajudiciais de resolução de conflitos. Outra vitória foi a regulamentação, pelo Conselho Nacional do Ministério Público, do acesso aos autos de inquérito e investigações.
Juiz pode destacar maus antecedentes de réu na pronúncia
Não comete excesso de linguagem o juiz que cita os maus antecedentes do réu ao fundamentar a sentença de pronúncia — decisão que leva o acusado a júri popular. Esse foi o entendimento aplicado pela presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, ao negar liminar em Habeas Corpus…
PCdoB questiona mudanças em lei sobre venda de ativos de estatais
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) ajuizou ação direta de inconstitucionalidade pedindo que o Supremo Tribunal Federal dê interpretação conforme a Constituição a dispositivos do Estatuto Jurídico das Estatais e do decreto presidencial que dispõe sobre a venda de ativos das companhias de econom…
Mulher de vice-prefeito pode ser nomeada secretária de governo
A Súmula Vinculante 13, que proíbe nepotismo na Administração Pública, não se aplica a cargos de natureza política. Com esse entendimento, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento a reclamação ajuizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra ato do prefeito…





