O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira (29/12) decreto que autoriza a prorrogação da participação de tropas das Forças Armadas em ações para garantia da lei e da ordem no estado do Rio de Janeiro até o fim de 2018, segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
Eficácia da atuação…
Arquivos Mensais:dezembro 2017
Temer sanciona lei que dá benefícios fiscais a petrolíferas até 2040
O presidente Michel Temer sancionou nesta quinta-feira (28/12), com três vetos, a chamada Lei do Repetro (Lei 13.586/2017), que institui regime tributário especial para atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo ou de gás natural, com vigência até 2040. A norma foi publicada…
Advocacia-Geral da União nomeia 28 advogados públicos
A Advocacia-Geral da União nomeou 28 advogados públicos. Os nomes dos aprovados em concurso público de 2015 foram publicados no Diário Oficial da União de terça-feira (26/12). A cerimônia de posse será no dia 22 de janeiro de 2018, em Brasília.
Ao todo, foram aprovadas 261 pessoas no concurso …
Ministra Laurita Vaz anula acórdão do TJ-RS com decisão genérica
O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em um caso de homicídio foi anulado pela presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz. Ao determinar que a corte estadual refaça o julgamento, ela afirmou que um recurso não pode ser recusado sem fundamento que …
Grandes Temas: Painel 1 da XXIII Conferência Nacional trouxe direitos humanos e igualdade
Brasília – O Conselho Federal da OAB começa nesta sexta-feira (29) a série “Grandes Temas”, que trará uma retrospectiva dos debates realizados durante a XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira. Realizado em novembro, na cidade de São Paulo, o maior evento jurídico do mundo reuniu milhares de participantes para 40 painéis e mais de 50 eventos especiais. O primeiro capítulo relembra o Painel 1. Leia abaixo:
Painel 1 – Direitos humanos, ativismo judicial e igualdade guiam encontro
O respeito às normas internacionais dos direitos humanos e à divisão de poderes deu o tom do Painel 1 – Dignidade da Pessoa Humana – no primeiro dia da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira. A mesa, que ocorreu ao longo da tarde de segunda-feira (27) com excelente presença de público, foi presidida por Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior e contou com a relatoria de Sílvio Pessoa de Carvalho Júnior e secretaria de Antonio Cândido Barra Monteiro de Britto.
Em sua participação no painel, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, ressaltou a importância do debate sobre o tema na atual quadra da história. “A exploração deste assunto sob todos os seus prismas deve ser intensa e cotidiana. É um tema que se encontra, sem dúvida alguma, no DNA da Ordem dos Advogados do Brasil, firmando-se como um compromisso inarredável da nossa entidade nas lutas passadas, atuais e vindouras”, apontou.
“Cabe a nós cumprir com mais seriedade os pactos e tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário. Com isso, poderemos nos abrir a uma sociedade que não deixe de ter a pluralidade como força motriz e que esteja sempre de portas abertas para a aquição de direitos fudamentais”, afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, cuja conferência deu início aos debates do painel.
A incorporação das normas internacionais dos direitos humanos, ressaltou o magistrado, não são incompatíveis com a soberania do país. Pelo contrário, disse, estão em plena concordância com a Constituição Federal de 1988, sobretudo no art. 5º, que reconhece a proeminência da dignidade humana. “Essas mudanças realizam as promessas constitucionais e fazem com que a Constiuição se torne aquilo que prometeu ser”, explicou.
Fachin pontuou ainda que uma Constituição deve ser como uma catedral em permanente construção – metáfora que permite supor um respeito à estrutura existente, porém com modificações pontuais necessárias para mantê-la em pé e funcional. “Esse processo tem como premissa não desconsiderar a norma posta, mas considerar a atividade interpretativa, por meio da qual se constrói o direito permeando com justiça cada caso em concreto.”
Nesse sentido, a professora de direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Flavia Piovesan atestou que é fudamental intensificar o diálogo entre a ordem interna e internacional dos direitos humanos. “Temos que derrubar os muros”, afirmou. “Temos que considerar a aplicação dos direitos humanos em uma perspectiva multinível, envolvendo as arenas global, regional e local, guiados pelo princípio maior da prevalência da dignidade humana”, opinou.
De acordo com Piovesan, que a partir de janeiro ocupará um assento na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), a questão exige uma interpretação cosmopolita do direito. “Pensar os Direitos Humanos no século 21 é pensar na internacionalização dos direitos humanos” – o que, continua, é essencial no momento histórico que vivemos, marcado pelo ressusrgimento do nacionalismos e de discursos de ódio.
A professora sublinhou a importância do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, a quem reputa papel relevante na desestabilização de ditaduras e na proteção de populações vulneráveis, como indígenas, mulheres e migrantes. “O Sistema Interamericano salvou e salva vidas”, afirmou. Piovesan ponderou, no entanto, que não adianta termos cláusulas e dispositivos jurídicos avançados sem uma interpretação condizente com as potencialidades. “Não podemos ser reféns de mentes cerradas, com interpretações reducionistas.”
Ativismo judicial
O ministro do STF Alexandre de Moraes dedicou a intervenção a discutir o respeito à dignidade humana no contexto de ativismo judicial vivivo pelo país atualmente. “Há uma dificuldade de transformar os princípios de direitos humanos em normas constitucionais”, ressaltou. “O Judiciário confunde o que é interpretação constitucional, o que é ativismo judicial e o que não seria nem interpretação nem ativismo judicial, mas uma excentricidade dos juízes, marcada por grande subjetivismo.”
De juízes de primeira instância aos ministros do Supremo, todo magistrado age, segundo o ministro, com certo grau de ativismo. “Não estou condenando o ativismo nem confundindo ativismo com interpretação, mas precisamos verificar os limites do ativismo, além de identificar as excentricidades judiciais, que extrapolam qualquer contenção jurídica e acabam substituindo – a meu ver, de maneira muito perigosa – a decisão do legislador”, explicou.
Alexandre de Moraes fez menção especial à atuação política do Poder Judiciário, que criticou. “Se o Judiciário quiser se transformar no principal ator político, perde a legitimidade de moderanção perante os demais Poderes da República, entra na guerra do jogo político e passa a perder, com o tempo, a própria legitimidade de dizer a última palavra”, analisou. “Quem está na briga não pode dizer a última palavra. Mas quem tem o papel histórico de moderador pode.”
De maneira didática, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão analisou os prós e contras do ativismo judicial – processo que tem sido chamado de “judicialização da vida” e cujas origens o magistrado detectou cronologicamente no pós-Guerra. “Devido às barbáries que ocorreram na Segunda Guerra, decidiu-se que o Judiciário seria o melhor canal para resolver os problemas e conflitos políticos e sociais”, explicou.
Tal fenômeno, de acordo com Salomão, ganhou força no Brasil com a Constituição de 1988, que reconheceu uma série de direitos sociais, com destaque à dignidade da pessoa humana. “O somatório de direitos enumerados pela Constituição e a ausência de políticas públicas para viabilizá-los resultaram, no país, em um processo de judicialização muito grande”, disse. “O dilema que o juiz enfrenta todos os dias é decidir-se entre uma posição de contenção ou de pró-atividade no julgamento dos casos”, frisou.
O ministro do STJ enumerou elementos que lhe parecem positivos no ativismo judicial, como a defesa de minorias que não encontram representação nas instâncias políticas e a exigência ao cumprimento de políticas públicas. Em contrapartida, Salomão reconhece que os juízes não possuem “legitimidade democrática” ao determinar o cumprimento de certas decisões, uma vez que não foram eleitos e não têm condições de avaliar a vontade do povo. Outro aspecto negativo seria a politização do Judiciário, além da influência da mídia.
A grande margem de interpretação e ativismo dos juízes cria ainda outros problemas, como ressaltou o membro honário vitalício do Conselho Federal da OAB Marcus Vinicius Furtado Coêlho. “O direito não pode ser uma loteria. O momento mais importante do processo judicial não pode ser sua distribuição para a turma A ou B do STF, para o juiz que pensa assim ou pensa assado. Queremos que todos os brasileiros tenham o princípio da isonomia respeitado”, afirmou.
De acordo com Coêlho, o Poder Judiciário deve exercer uma “função pedagógica”, mostrando à sociedade que as decisões são coerentes com o conceito de igualdade dos cidadãos perante a lei. “Isso fará com que aja, inclusive, uma diminuição no número de litígios em nosso país. O fato de termos uma grande ocorrência de reinterpretações fará com que tenhamos no país mais e mais processos”, afirma.
“Hoje, temos 100 milhões de processos tramitando no país”, continuou Coêlho. “Se o cidadão entende que pode haver tratamento desigual para situações iguais e que os precedentes dos tribunais às vezes não são respeitados nem pelos próprios tribunais, ele obviamente vai recorrer à Justiça em busca de direitos”, concluiu.
Igualdade de direitos
O painel sobre dignidade humana encerrou-se com a intervenção de Victoria Ortega, presidente do Conselho Geral da Advocacia Espanhola. Primeira mulher a ocupar a direção da instituição no país em mais de 75 anos de história, Ortega falou sobre a igualdade de direitos entre homens e mulheres não apenas na Espanha, mas no mundo – uma reivindicação que, apesar dos avanços pontuais em algumas áreas e nações, ainda não se fez realidade.
“Vivemos um momento histórico em que se discrimina metade da população mundial: as mulheres”, considerou, insistindo que, ao contrários de outros coletivos vítimas de preconceito, violência e discriminação, as mulheres não são minoria. “Temos que implementar seriamente os direitos femininos. Queremos ocupar postos de liderança, não apenas ser convidadas para inaugurações.”
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Michel Temer pretende privatizar a Eletrobras, estatal de energia elétrica.
Reprodução
A MP retira…





