Nenhum trabalhador pode ser impedido de exercer a profissão só porque já foi condenado criminalmente ou se encontra em liberdade provisória, pois tal conduta fere a dignidade da pessoa humana, fundamento do Estado Democrático de Direito, conforme o artigo 1º, inciso III, da Constituição da Repúbl…
Arquivos Mensais:dezembro 2017
Com nova vara de falências, TJ-SP desloca 23 mil volumes de papel
Uma movimentação peculiar tem ocorrido nos corredores do Fórum João Mendes, no centro da capital paulista, durante o maior deslocamento de processos da história do Tribunal de Justiça de São Paulo: diariamente, uma espécie de força-tarefa dedica-se a encaminhar 1.280 processos para o cartório da …
Pai impedido de ver o parto da filha será indenizado em R$ 10 mil
A Lei do Parto Humanizado (11.108/2005) diz que a futura mãe tem o direito de contar com um acompanhante, de sua livre escolha, durante o parto, seja em hospital público ou privado, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, o pai da criança, principalmente, não pode ser impedido de aco…
Judiciário trocou lei por ponderação de princípios, diz Eros Grau
O ministro aposentado Eros Grau demonstra preocupação ao ver a trajetória da magistratura do país. Para ele, juízes, desembargadores e ministros têm fugido de um princípio básico — julgar com base na lei — para aplicar ponderação entre princípios.
Membro ativo do Supremo Tribunal Federal até 2…
Lei do Tombamento completa 80 anos, mas continua atual
O ponto de partida para a efetiva preservação do patrimônio cultural no Brasil, viabilizando o posterior surgimento do Decreto-Lei 25/1937, conhecido como “Lei do Tombamento”, se deu em 1934, com a consagração da proteção ao patrimônio cultural por meio da Constituição Federal promulgada em 16 de…
No Estado Constitucional pluralista, segurança jurídica é dinâmica
Um dos principais dilemas das jurisdições constitucionais contemporâneas diz com a localização teórica e prática da segurança jurídica, corolário inegável do modelo político que ficou conhecido como Estado de Direito, no século XIX, e como Estado Constitucional, no século XX, especialmente após a…
O jurista manipulado é mais feliz, pois um delírio pode ser reconfortante
Na semana passada, escrevi sobre o que se poderia ler durante as férias. Recebi centenas de mails, mensagens no Instagram e no Facebook. Prometi que faria uma coluna apontando algumas dicas de leitura. Sugeri que o desafio seria transcender os limites banais e irrealistas, o que pode se apresenta…
Paciente de clínica particular não tem direito a remédio caro pelo SUS
Por entender que apenas quem se trata integralmente pelo Sistema Único de Saúde tem direito de receber medicamento de alto custo, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (RS, SC e PR) negou pedido de remédio gratuito pelo SUS a uma paciente que faz tratamento e recebe acompanhamento …
Rodrigo Medeiros: Falta de limites do MP põe delações em risco
O instituto da colaboração premiada é algo recente no Direito brasileiro e atualmente ganha grande repercussão com a chamada operação “lava jato”. O Estado brasileiro implementa a adoção de tal instituto por ser signatário de acordos internacionais, como a Convenção das Nações Unidas contra a Cor…
Carro usado por agricultor para ir à lavoura não pode ser penhorado
O atual Código de Processo Civil, no inciso V do artigo 833, diz que são impenhoráveis os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado. A regra não leva em conta o critério da indispensabilida…
Juiz americano aponta diferenças entre delações no Brasil e nos EUA
O juiz federal Peter Messitte, do Distrito de Maryland, nos EUA, afirmou nesta sexta-feira (8/12) que as delações premiadas têm alterado o papel da magistratura norte-americana, pouco a pouco. Ele disse que, no início das plea bargains, os julgadores de seu país se limitavam a homologar os acordo…
Justiça suspende demissão de 1.200 professores da Estácio
Três dias após a universidade Estácio confirmar a intenção de demitir centenas de professores como parte de um processo de “reorganização institucional”, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro acolheu um pedido do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-RJ) e suspendeu provi…
Canal do YouTube é condenado por ensinar acesso ilegal à TV a cabo
A Justiça de São Paulo proferiu a primeira decisão condenando um proprietário de canal no YouTube por ensinar como acessar ilegalmente canais de TV a cabo, por meio de equipamentos e aplicativos.
O juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati, da 22ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, det…
“O sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas”, diz Lamachia sobre dados do Infopen
Brasília – Em entrevista a imprensa, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, afirmou “são alarmantes as informações divulgadas pelo Ministério da Justiça de que o número de presos no Brasil dobrou nos últimos 11 anos”. Segundo ele, é ainda mais preocupante é a informação de que 40% dos detentos ainda não foram julgados. As informações foram reveladas na nova edição do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Ministério da Justiça.
“Acumulados ao longo dos anos e muitas vezes ignorados, os problemas do sistema carcerário constituem um desafio a ser enfrentado imediatamente pelas autoridades. Do contrário, o caos só aumentará, resultando em aumento da violência no país”, disse o presidente nacional da OAB.
Lamachia chamou a atenção ainda para a carência da capacidade instalada do poder judiciário. “É urgente adequar o sistema carcerário à lei e reforçar a estrutura do Poder Judiciário, especialmente na primeira instância, para enfrentar também a morosidade processual. O sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas. Sua administração deve ser feita de maneira eficiente, com recursos condizentes com a demanda. É preciso também estabelecer políticas públicas de ressocialização eficientes e permanentes”, declarou ele.
Confira abaixo a íntegra da manifestação do presidente nacional da OAB:
“São alarmantes as informações divulgadas pelo Ministério da Justiça de que o número de presos no Brasil dobrou nos últimos 11 anos. Ainda mais preocupante é a informação de que 40% dos detentos ainda não foram julgadas. Acumulados ao longo dos anos e muitas vezes ignorados, os problemas do sistema carcerário constituem um desafio a ser enfrentado imediatamente pelas autoridades. Do contrário, o caos só aumentará, resultando em aumento da violência no país.
É urgente adequar o sistema carcerário à lei e reforçar a estrutura do Poder Judiciário, especialmente na primeira instância, para enfrentar também a morosidade processual. O sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas. Sua administração deve ser feita de maneira eficiente, com recursos condizentes com a demanda. É preciso também estabelecer políticas públicas de ressocialização eficientes e permanentes.
O quadro tenebroso de violência urbana coloca o Brasil entre as nações mais violentas do mundo. Uma das principais causas dessa situação é a incapacidade do sistema penitenciário em realizar suas funções primordiais, punir e ressocializar.
Cabe a cada um de nós olhar o tema com mais atenção e compreender que a criminalidade não avança à toa. O poder público vem ao longo dos tempos permitindo que presos de menor potencial sejam mantidos em verdadeiras ‘escolas do crime’, transformando-os em pós-graduados no que há de pior na nossa sociedade. No fim das contas, a sociedade vive com sua liberdade tão limitada quanto os presos, sem qualquer sensação de segurança”.
CLAUDIO LAMACHIA, presidente nacional da OAB
Justiça do Trabalho: PL que suspende prazos de 20/12 a 20/1 vai à sanção
Brasília – Foi encaminhado à sanção presidencial na última quarta-feira (6) o projeto de lei que estabelece a suspensão de prazos processuais na Justiça do Trabalho entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro. A proposta adequa as tramitações da justiça trabalhista ao Novo Código de Processo Civil. A OAB esteve ativamente envolvida no acompanhamento da tramitação da proposta, atuando de perto em cada passo desse percurso legislativo, desde a proposição inicial.
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, ainda no mês de julho, acompanhou a votação do texto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Lamachia percorreu gabinetes e abriu diálogo com parlamentares argumentando a importância da proposta, que ao alterar dispositivos da CLT para se adequar ao novo CPC. Ao falar sobre o tema, o presidente da OAB voltou a salientar a importância da proposta.
“Tenho reforçado isto desde o início de nosso esforço no Congresso Nacional. Esta é uma demanda antiga da advocacia e sua definitiva sanção será uma conquista para as advogadas e os advogados de todo o país. Não só a advocacia trabalhista, mas toda a classe aguarda o capítulo final desse percurso, com a sanção do presidente da República. A medida proporciona uma melhor organização do trabalho dos profissionais, bem como a efetiva prestação jurisdicional ao cidadão, além de uniformizar o sistema processual brasileiro quanto à contagem dos prazos processuais”, disse Lamachia.
A exemplo do que fez no caso dos prazos processuais na Justiça do Trabalho, a OAB atuou em outros casos para assegurar a adequação, por exemplo, nos juizados especiais civis e criminais, com as disposições do novo CPC.





