TJ-BA atende OAB-TO e extingue ação penal contra advogado tocantinense

Em decisão unânime da 2ª Turma Criminal, o Tribunal
de Justiça da Bahia (TJ-BA) extinguiu ação penal contra o advogado tocantinense Airton
Aloisio Schultz. A decisão do trancamento da ação atendeu pedido da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO), via Procuradoria de Defesa das
Prerrogativas e Valorização da Advocacia. No processo, a OAB-TO contou com o
apoio da OAB-BA, inclusive com a sustentação oral feita por procurador de
Prerrogativas da Bahia.

Na ação penal trancada, o advogado tocantinense estava sendo
processado por ter apresentado uma representação na Corregedoria da Polícia
Civil da Bahia contra uma delegada. No pedido, Airton Schultz pedia para apurar
a suposta participação da delegada em fatos envolvendo pistoleiros em uma
fazenda de cliente.

O TJ-BA acolheu os argumentos da OAB-TO de que o advogado
estava no exercício de sua profissão e a representação na Corregedoria não
constitui crimes de injúria ou difamação. Além disso, seria necessário o dolo
específico para o crime de desacato, o que não ocorre quando o advogado reporta
conduta que entende ser ilícita.

Membro da Procuradoria de Defesa de Prerrogativas da OAB-TO
e responsável pela revisão da ação, Maurício Haffner destacou que a eficaz ação
da OAB-TO foi de suma importância para resguardo do próprio Estado Democrático
de Direito. “O advogado, por expressa previsão legal, deve ser livre para
exercer a profissão e, por outro lado, só assim conseguirá atingir sua
importância constitucional de indispensável à administração da Justiça”,
frisou.

Para ele, situações como a vivenciada pelo colega
lamentavelmente abalam essa liberdade de atuação e tentam, em certo grau,
inviabilizar ou minimizar o trabalho da defesa. “Claro que há certos limites,
como para tudo há, mas esse limite não é ultrapassado, em absoluto, com
manifestações do advogado dentro dos autos de um processo, com argumentos,
críticas ou questionamentos, mesmo contra atos de autoridades, pois essa é a
essência da própria defesa. Ademais, atos de autoridade também estão adstritos
a limites legais e, eventualmente, sua extrapolação se torna arbítrio e,
importa observar que todo o arbítrio é ilegal e, como tal, será combatido,
principalmente por advogados representando pessoas lesadas. A advocacia merece
respeito e esse reconhecimento”, ressaltou Haffner.

Advogado atendido pela Procuradoria de Defesa de
Prerrogativas, Airton Schultz disse ser muito grato à OAB-TO, que se mostrou
muito eficiente no caso. Ele também agradeceu a atuação da OAB-BA. “Quero
salientar a competência da Procuradoria de Defesa de Prerrogativas. O caso
realmente exigia um cuidado maior, já que eram as prerrogativas do profissional
que estavam em jogo. Também houve uma agressão ao Estado Democrático de
Direito, já que solicitar uma apuração da Corregedoria é um procedimento
normal, dentro dos direitos do meu cliente. Fui pautado naquilo que é o
correto”, destacou Schultz.

Confira as principais notícias do período entre 1º e 10 de setembro

Brasília – Confira a seção OAB em Movimento desta semana, que apresenta as principais notícias da advocacia e da cidadania protagonizadas pela Ordem. Na pauta, OAB cobra dos órgãos de controle financeiro apuração rigorosa dos escândalos recentes, Ordem requer e Ministério da Justiça muda visitação da advocacia a presos federais, a manifestação do presidente Claudio Lamachia sobre o Dia da Independência, OAB requer garantia de sustentações orais da advocacia no STJ e o requerimento da Ordem ao STF para o levantamento do sigilo de áudios apresentados por delatores da JBS, entre outros assuntos.

Apuração rigorosa
A sucessão de escândalos, que há três anos incorporou-se dramaticamente à
rotina do país, indica, mais que um quadro de degradação moral e institucional,
a inoperância dos órgãos de controle do Estado. Trata-se de um escândalo dentro
do escândalo. Leia
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Independência
Se estivéssemos hoje passando por dias normais, certamente
estaríamos celebrando a Independência do Brasil. No entanto, infelizmente, o
que vemos é que mais do que nunca é preciso lutar para libertar o país das
garras da corrupção desenfreada, que agravou um quadro que já não era bom para
a sociedade. Leia
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Artigo
O jornal “Zero Hora” publicou nesta terça-feira (5) artigo do presidente
nacional da OAB, Claudio Lamachia, sobre a crise política e ética que assola o
Brasil. “O descompasso entre os anseios e necessidades da sociedade e as ações
de alguns dos nossos congressistas acentua-se cada vez mais”, escreve Lamachia
no texto. Leia abaixo o artigo completo. Leia
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Fatos são gravíssimos
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, afirmou na noite desta
segunda-feira (04), que os fatos relatados pelo procurador-geral da República,
envolvendo as delações da JBS, são gravíssimos. Leia
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Presos federais
Após ofício remetido ao Ministério da Justiça pelo presidente nacional da OAB,
Claudio Lamachia, o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional
(Depen), Marco Antônio Severo Silva, decidiu que visitas de profissionais da
advocacia a presos custodiados em penitenciárias federais não necessitarão mais
de acompanhamento de agentes. O Depen é o órgão responsável pelas
penitenciárias federais, vinculado ao Ministério da Justiça. Leia
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Sustentações orais
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, remeteu nesta segunda-feira (4)
um ofício à ministra presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita
Vaz, solicitando providências quanto à realização de sustentação oral por
profissionais da advocacia que não tenham efetuado inscrição nas 48 horas após
publicação da pauta do tribunal. Leia
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Delatores da JBS
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, encaminhou na tarde desta
terça-feira (5) ofício ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato
no Supremo Tribunal Federal, pedindo que seja levantado o sigilo e
disponibilizada a íntegra dos novos áudios e informações apresentados por
integrantes do Grupo JBS. No início da noite, Fachin determinou o levantamento
do sigilo. Leia
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XI Encontro Nacional do Poder Judiciário
O vice-presidente nacional da OAB, Luís Cláudio Chaves,
representou a entidade e a advocacia brasileira nesta segunda-feira (4), quando
foi realizada, no auditório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a reunião
preparatória do XI Encontro Nacional do Poder Judiciário. Leia
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Lamachia participa de abertura do Congresso Nacional dos Procuradores

Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, participará na noite desta segunda-feira (11) da cerimônia de abertura do 43º Congresso Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal. O evento será realizado na Sala São Paulo, região central da capital paulista. O congresso vai até quinta-feira e terá a participação de grandes nomes do direito e personalidades de outras áreas. Neste ano, o tema é “Reflexões e Desafios da Advocacia Pública para a Superação da Crise do País e para o Fortalecimento da Democracia”.

“A advocacia e o Ministério Público podem caminhar juntos pelo fortalecimento do Estado Democrático de Direito. Vivemos um momento muito difícil no Brasil, em que as entidades têm obrigação de estar juntas, se posicionarem”, disse o presidente nacional da OAB.

Além de Lamachia, participam também da cerimônia o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. São organizadoras do 43º Congresso Nacional a Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape) e a Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo (Apesp). Também apoiam o ato o governo de São Paulo e a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo.

O presidente da Anape, Telmo Filho, destacou a importância do debate no contexto de crise. “O Brasil precisa que os seus agentes públicos, destacadamente os Procuradores de Estado, debatam e construam a superação deste período de crise por que passamos”, disse ele.

XXIII Conferência: Painel 1 abordará a dignidade da pessoa humana

Brasília – A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira abre a programação de painéis com um debate sobre a dignidade da pessoa humana. O primeiro painel trará diversos especialistas para debater o tema, entre ministros de cortes superiores e advogados. O painel é parte do Eixo 1 do evento, denominado “Direitos e garantias constitucionais: cidadania e transparência”.

Acesse o portal da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, abre o painel, com palestra sobre as garantias processuais do cidadão. Em seguida, seu colega de Corte, ministro Edson Fachin, abordará “Jurisdição Constitucional, Dignidade e Direitos Fundamentais”. O painel continua com o membro honorário vitalício da OAB Marcus Vinicius Furtado Coêlho, com palestra sobre segurança jurídica e dignidade. 

O primeiro painel continua com palestra “O papel do STF na inviolabilidade da dignidade da pessoa humana”, com o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Na sequência, Luis Felipe Salomão, do STJ, falará sobre “Ativismo judicial: para quem e por quê?”. Seu colega Ricardo Villas Bôas Cueva apresenta então “Vigilância do Estado e direito à independência”. Fechando o painel, Flávia Piovesan, secretária especial de Direitos Humanos, apresenta palestra sobre “Dignidade humana e a emergência de um novo paradigma jurídico”.

O painel 1 será realizado no dia 27 de novembro, a partir das 14h30, dentro da programação oficial da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira.

XXIII CONFERÊNCIA NACIONAL

A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira será realizada entre os dias 27 e 30 de novembro de 2017, na cidade de São Paulo. O tema deste ano é “Em defesa dos direitos fundamentais: pilares da democracia, conquistas da cidadania”. A Conferência é realizada em parceria entre o Conselho Federal da OAB e a Seccional de São Paulo.

O maior evento jurídico da América Latina reúne a cada três anos dezenas de milhares de advogados de todo o país para debater temas ligados à classe e à sociedade brasileira. Nesta edição, serão realizados 40 painéis, com mais de 230 palestrantes, além de dezenas de eventos paralelos.

As inscrições para a edição deste ano já estão abertas e podem ser realizadas no portal da XXIII Conferência Nacional. Os valores são os seguintes: estudantes, R$ 200; advogados, R$ 350; jovem advocacia e advogados acima de 70 anos, R$ 300; outros profissionais, R$ 400. Há descontos para grupos acima de 10 pessoas.

A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira será realizada no Pavilhão de Exposições Anhembi, em área de 60 mil metros quadrados. A cidade conta com diversos atrativos, como 4 aeroportos e 3 terminais rodoviários, facilitando o acesso dos advogados a São Paulo, assim como a intensa vida cultural, com museus, parques, teatros e gastronomia.

As conferências são um espaço de reflexão sobre questões que envolvem a profissão, proporcionando o acompanhamento da evolução do direito brasileiro e sua relação com temáticas que se destacam no cenário político-social do país. A primeira aconteceu em 1958 e, ao longo de 59 anos, a Ordem promoveu 22 Conferências Nacionais da Advocacia.

Acompanhe o evento nas redes sociais utilizando a hashtag #ConferênciaOAB e acessando os perfis oficiais do Conselho (@CFOAB). Também confirme presença no evento oficial no Facebook.

Em 1960, II Conferência Nacional debateu a missão do advogado e mercantilização da profissão

Brasília – Nos preparativos para a XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, entre os dias 27 e 30 de novembro, em São Paulo, o Conselho Federal da OAB traça uma retrospectiva das outras edições do maior encontro jurídico da América Latina. Dois anos após a bem-sucedida estreia, no Rio, a Conferência Nacional dos Advogados desembarcou em São Paulo para sua segunda edição, entre 5 e 11 de agosto 1960. 

Acesse o portal da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira

A II Conferência Nacional dos Advogados focou suas discussões na missão do advogado no mundo contemporâneo. Uma das principais conclusões do encontro foi que o profissional deveria manter o cunho humanista e liberal da advocacia, tendo o advogado que se manter vigilante na feitura das leis. Isso para que o desenvolvimento econômico e científico da época não se sobrepusesse às liberdades individuais dos cidadãos.

Outra preocupação dos advogados em 1960 era a exploração comercial da advocacia. No discurso de abertura da II Conferência Nacional dos Advogados, o conselheiro Ruy de Azevedo Sodré salientou o caráter sócio-cultural da profissão. “O nosso objetivo não é negociar com a Justiça, visando lucro. O nosso trabalho deve ser remunerado, mas não pode ser inspirado por um espírito de mercantilismo”, afirmou.

Também foi notória a preocupação dos conferencistas com a prática ilegal da advocacia. Decidiu-se que ela deveria tornar-se crime contra a administração da Justiça, não apenas uma contravenção. 

XXIII CONFERÊNCIA NACIONAL

A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira será realizada entre os dias 27 e 30 de novembro de 2017, na cidade de São Paulo. O tema deste ano é “Em defesa dos direitos fundamentais: pilares da democracia, conquistas da cidadania”. A Conferência é realizada em parceria entre o Conselho Federal da OAB e a Seccional de São Paulo.

O maior evento jurídico da América Latina reúne a cada três anos dezenas de milhares de advogados de todo o país para debater temas ligados à classe e à sociedade brasileira. Nesta edição, serão realizados 40 painéis, com mais de 230 palestrantes, além de dezenas de eventos paralelos.

As inscrições para a edição deste ano já estão abertas e podem ser realizadas no portal da XXIII Conferência Nacional. Os valores são os seguintes: estudantes, R$ 200; advogados, R$ 350; jovem advocacia e advogados acima de 70 anos, R$ 300; outros profissionais, R$ 400. Há descontos para grupos acima de 10 pessoas.

A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira será realizada no Pavilhão de Exposições Anhembi, em área de 60 mil metros quadrados. A cidade conta com diversos atrativos, como 4 aeroportos e 3 terminais rodoviários, facilitando o acesso dos advogados a São Paulo, assim como a intensa vida cultural, com museus, parques, teatros e gastronomia.

As conferências são um espaço de reflexão sobre questões que envolvem a profissão, proporcionando o acompanhamento da evolução do direito brasileiro e sua relação com temáticas que se destacam no cenário político-social do país. A primeira aconteceu em 1958 e, ao longo de 59 anos, a Ordem promoveu 22 Conferências Nacionais da Advocacia.

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