Não há incidência do tributo quando as mercadorias forem dadas em bonificação, visto que a lei prevê que a base de cálculo é a operação mercantil efetivamente realizada. O entendimento, já pacificado no Superior Tribunal de Justiça, faz parte dos novos temas da Pesquisa Pronta, ferramenta do STJ …
Arquivos Mensais:setembro 2017
Resistência jurídica e atuação estratégica contra o retrocesso
A crise política demanda reflexões mais complexas sobre o cenário macro que a todos envolve e, inexoravelmente, sobre o papel de cada um de nós, agentes jurídicos, como críticos/transformadores ou meros colaboradores/mantenedores do status quo violador de Direitos Humanos.
O sistema de Justiça…
Falta de vaga não justifica prisão em regime mais gravoso
O preso que cumpre pena no regime semiaberto não pode ser mantido no regime fechado por falta de vaga em estabelecimento prisional adequado. Nesses casos, o apenado deve cumprir, excepcionalmente, a pena no regime aberto ou domiciliar, até o surgimento da vaga.
O entendimento, já pacificado no…
O Globo: República de regalias, por Claudio Lamachia
Brasília – O jornal O Globo publicou nesta terça-feira (12) artigo do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, sobre as diversas regalias que usufruem os agentes públicos no Brasil e o debate sobre elas. “O foro privilegiado não é a única afronta à equidade de todos perante a lei. Há também a concessão indiscriminada de carros oficiais, de escoltas armadas, de viagens de avião, de auxílio-moradia, de jantares, de festas pagas com dinheiro público e vários outros exemplos. Nessa lista estão ainda os supersalários de alguns altos servidores do Legislativo, Executivo, Judiciário e do Ministério Público, que não veem problema em receber mais do que o teto definido na lei que deveria valer para todos. O teto se tornou ficção. Não há justificativa para alguns agentes públicos receberem verdadeiras fortunas enquanto os outros — a maioria — têm seus parcos salários atrasados e parcelados.”, diz. Leia abaixo o texto completo:
República de regalias
Por Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB
Toda mudança na Constituição precisa ser precedida de muito debate e reflexão porque representa uma alteração nas regras que regem nossa democracia. É como um implante permanente que se coloca no corpo responsável por movimentar o país e assegurar a democracia. Como tratar esse tipo de situação com banalidade?
No Brasil, infelizmente, as emendas constitucionais não têm sido encaradas com a reserva e a seriedade necessárias. Tanto que, desde 1988, quando foi promulgada nossa atual Constituição, já foram feitas 96 emendas. Nos EUA, cuja Constituição é de 1787, foram feitas só 27 emendas — a última, de 1992, proibiu deputados e senadores de aumentarem o próprio salário.
Tramita no Congresso uma proposta de emenda à Constituição que acaba com o foro privilegiado. Trata-se de uma demanda urgente e necessária. Afinal de contas, já se passaram 127 anos da Proclamação da República e 32 anos do fim da ditadura militar. Não faz mais sentido mantermos no arcabouço legal alguns privilégios típicos de impérios e ditaduras.
Mas, enquanto a tramitação da PEC não chega a suas conclusões, há espaço para ampliar a discussão, aprofundando o debate sobre o tema — o que é raro acontecer no debate legislativo. A questão aqui não deveria ser, pura e simplesmente, colocar abaixo o instrumento do foro.
O uso de uma emenda à Constituição deve servir a um aperfeiçoamento maior do arcabouço jurídico. O alvo da investida deve ser todo o sistema de privilégios.
O foro privilegiado não é a única afronta à equidade de todos perante a lei. Há também a concessão indiscriminada de carros oficiais, de escoltas armadas, de viagens de avião, de auxílio-moradia, de jantares, de festas pagas com dinheiro público e vários outros exemplos. Nessa lista estão ainda os supersalários de alguns altos servidores do Legislativo, Executivo, Judiciário e do Ministério Público, que não veem problema em receber mais do que o teto definido na lei que deveria valer para todos. O teto se tornou ficção. Não há justificativa para alguns agentes públicos receberem verdadeiras fortunas enquanto os outros — a maioria — têm seus parcos salários atrasados e parcelados.
O grande pleito da sociedade, após os protestos de 2013 e dos movimentos pelo impeachment de Dilma e Temer, é o fim do tratamento diferenciado para os grupos que conseguiram se apropriar da lei para se blindar das suscetibilidades a que estão sujeitos todos os cidadãos.
A intenção da Constituinte jamais foi criar um “foro privilegiado” nem castas de agraciados com benefícios contrários à isonomia entre os cidadãos. Para retomar os rumos definidos na Constituição, é preciso banir as regalias e definir quais são as pouquíssimas funções que realmente requerem atenção do Judiciário contra as oscilações de adversários políticos e do mercado. Isso é proteger as instituições, não seus ocupantes. A existência de milhares de detentores de foro e de outros privilégios, como ocorre hoje, é uma distorção cruel da lei.
Advocacia tem papel determinante para cidadania, diz Lamachia em Congresso de procuradores
São Paulo – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, defendeu a advocacia como um dos pilares para a manutenção do Estado Democrático de Direito durante a abertura do 43º Congresso Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, nesta segunda-feira (11), em São Paulo.
Ao parabenizar a ANAPE (Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF) e da APESP (Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo) pela organização do evento, Lamachia afirmou: “Os procuradores dos Estados e do DF e demais membros da advocacia cumprem papéis determinantes em favor das relações jurídicas e da promoção da cidadania. Por essa razão foram acertadamente consagrados na Constituição como essenciais à Justiça”.
O presidente da ANAPE, Telmo Filho, convocou as autoridades presentes e congressistas a construírem um novo momento para que o Brasil possa superar as crises ética, política, social, federativa e econômica enfrentadas atualmente. Para ele, a crise mais grave enfrentada pelo país é a ética, que faz com que os brasileiros convivam com o desvio de recursos públicos das suas finalidades essenciais. “A corrupção é uma chaga que não cicatriza na vida brasileira”, afirmou.
Também estiveram presentes na cerimônia oficial de abertura do Congresso e fizeram o uso da palavra o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; o presidente da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo, Marcos Fábio de Oliveira Nusdeo, e o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti.
Durante sua participação, Geraldo Alckmin fez um alerta para o centralismo exagerado que permeia as relações políticas do país. “Há muito tempo atrás, nos tempos coloniais, a América Espanhola se dividiu em vários países, mas a América Portuguesa se manteve única. Temos que fortalecer a federação se quisermos continuar assim. A nossa cultura é muito centralizadora, mas precisamos mudar isso e fortalecer as regiões e também os governos locais se quisermos avançar nesse aspecto. Convoco a Advocacia Pública a trazer boas propostas sobre o tema, com base na experiência de cada um de vocês, para que possamos resolver essa crise e fortalecer cada vez mais a nossa democracia”, disse.
Encerrando a cerimônia de abertura, o presidente da APESP, Marcos Nusdeo, agradeceu as presenças das autoridades e dos congressistas e se mostrou confiante de que o evento trará resultados positivos para a sociedade, através dos debates e reflexão sobre os temas que serão abordados durante seus quatro dias de atividades. “Enfrentaremos difíceis debates sobre autonomia, litigiosidade, mediação, conciliação, arbitragem, combate à corrupção, previdência e outros tantos assuntos. É o que propomos nesse evento”, comentou.
Também estiveram no Congresso o senador José Serra (PSDB-SP); o presidente do Colégio Nacional de Procuradores Gerais, procurador-geral do Rio Grande do Norte Francisco Wilkie Rebouças Filho; e a procuradora geral do Estado de São Paulo, Elival da Silva Ramos, e outras autoridades e membros do Poder Judiciário e do Ministério Público participaram da cerimônia.
O evento vai até quinta-feira (14) em São Paulo e terá a participação de grandes nomes do direito e personalidades de outras áreas. Neste ano, o tema do Congresso é “Reflexões e Desafios da Advocacia Pública para a Superação da Crise do País e para o Fortalecimento da Democracia”.
Conhecer interlocutor é fundamental para comunicação de escritório
Na coluna desta terça-feira, o especialista Mario Esequiel aborda a importância da comunicação com os diferentes agentes que se relacionam com o escritório de advocacia. Conhecer o interlocutor, escolher o veículo e a forma correta de se comunicar com cada um pode ser a chave de sucesso ou fracas…
STF reconhece “direito a ter o custeio adequado de direitos”
Parafraseando Beto Guedes, quando entrou setembro, a boa nova andou nos campos do financiamento dos direitos fundamentais. Isso porque a concessão da medida cautelar na ADI 5.595 pelo ministro Ricardo Lewandowski, no dia 31 de agosto, trouxe sopro de esperança, a operar como um farol interpretati…
Juízes preveem não aplicar reforma trabalhista como foi aprovada
Maior alteração da Consolidação das Leis do Trabalho desde sua criação, a Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17), que passará a valer no dia 11 de novembro, poderá não ser aplicada exatamente como foi aprovada. Magistrados, procuradores e advogados disseram durante audiência pública nesta segunda-fe…
STF publica acórdão sobre dever do Estado de indenizar preso
O Supremo Tribunal Federal publicou na segunda-feira (11/9) o acórdão em que reconhece o direito de preso submetido a condições degradantes de ser indenizado. A corte concluiu o julgamento em fevereiro deste ano.
Ministro Barroso defendeu a tese de que a indenização deveria ser paga em dias …
Opinião: Liminares sobre auxílio-moradia comemoram três anos
Há três anos, em 15 de setembro de 2014, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, proferiu isoladamente decisões liminares que concederam irrestritamente o famigerado auxílio-moradia a todos os juízes brasileiros no valor mensal de R$ 4.377,73.
Desde então, o referido magistrado tem s…
Réu pagará honorários de terceiro incluído indevidamente pelo MP
A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça determinou que a massa falida do Banco Santos pague os honorários de advogados contratados por uma empresa incluída de ofício no polo passivo de demanda judicial, por sugestão do Ministério Público – e logo depois excluída.
A controvérsia envolve uma …
Joaquim Pedro: O desafio para resgatar o direito de defesa
Há um tempo já se constatou[1] que o Poder Judiciário — especificamente o Supremo Tribunal Federal — atua como uma espécie de pêndulo, ora mais próximo das garantias constitucionais do direito de defesa, ora maximizando o já especialmente fortalecido aparato estatal.
De fato, a Constituição da…
Recurso de Lula ao TRF-4 tenta anular condenação por triplex
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram nesta segunda-feira (11/9) um recurso no Tribunal Regional Federal contra a condenação imposta ao petista em julho. Lula foi condenado no dia 12 de julho pelo juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e…
Associação vai ao STF contra extinção de tribunal de contas do CE
Um tribunal de contas não pode ser subordinado ao Legislativo, pois precisa ser independente e autônomo. Com essa tese, a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) foi ao Supremo Tribunal Federal contra a emenda feita à Constituição do estado do Ceará, aprovada em agosto …
Ali Mazloum: Áudios de Joesley desnudam o projeto de poder do MPF
Existe certo padrão na atuação dos operadores do Direito. Conhecê-lo tem sido crucial para a sobrevivência na carreira do magistrado que vela por sua imparcialidade.
O Ministério Público Federal não convive bem com a oposição de ideias, sendo este um padrão de todos conhecido. Contrariar suas …





