A Lei Maria da Penha representa um marco de atuação do Poder Legislativo, uma vez que, ao criar mecanismos eficazes para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, tornou-se uma das leis mais efetivas dentro do vasto ordenamento jurídico brasileiro. Como se diz no antigo jargão, é u…
Arquivos Mensais:agosto 2017
STF sinaliza mudança de posição sobre execução antecipada da pena
No julgamento de um Habeas Corpus na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal na tarde desta terça-feira (8/8), o ministro Gilmar Mendes voltou a sinalizar que pode mudar de posição em relação à possibilidade de a execução penal se dar após condenação em segunda instância, antes do fim do processo.
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Em defesa da dignidade da advocacia, por Jarbas Vasconcelos e Diogo Tebet
Brasília – A revista eletrônica Conjur publicou, nesta terça-feira (8), artigo de autoria conjunta do presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas e Valorização da Advocacia da OAB, Jarbas Vasconcelos, com Diogo Tebet, integrante da Comissão.
Leia a íntegra do artigo abaixo (ou clique aqui para ver no site da Conjur).
Em defesa da dignidade da advocacia
Por Jarbas Vasconcelos do Carmo e Diogo Tebet
Nos últimos anos, não há mais destacado assunto na mídia do que a operação “lava jato”, alçada quase a uma verdadeira instituição com personalidade jurídica própria. Atos inerentes ao processo penal, como prisões (muitas delas ilegais), conduções coercitivas e até interrogatórios são repassados à imprensa como se fossem episódios de série televisiva.
Nesse contexto, uma perigosa e infeliz polarização vem se estabelecendo entre personagens do cenário nacional, invadindo o ordenamento jurídico e contaminando alguns operadores do Direito, que aparentam ostentar o monopólio da moralidade e correção em detrimento de outros.
Tal fenômeno vem criando disfunções na conduta de determinados agentes da persecução penal que, se arvorando em analistas da conjuntura nacional, extrapolam sem pudor o papel institucional que lhes é destinado.
Exemplo dessa deformação são as declarações concedidas pelo procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima em recente entrevista à Folha de S.Paulo. Questionado sobre a impossibilidade de condenar alguém com base somente em indícios, o procurador afirmou que “sempre vai ter o jurista de plantão, o advogado criminalista defendendo as teses”. Em outra passagem, o membro do Ministério Público aduz que a briga institucional entre órgãos da persecução penal “só serve para a defesa” e que, “na nossa tradição, advogado não lida com o mérito, sempre luta pela nulidade”.
Afirmações depreciativas como essas demonstram ignorância acerca do papel do advogado e são inadmissíveis ante o ordenamento constitucional brasileiro, que reconhece o advogado como função essencial à Justiça (no artigo 133 da Constituição Federal). Chama atenção também a revelação, pelo procurador, de que ele deseja exercer a advocacia no futuro. Trata-se de uma declaração pública inapropriada para as funções que ele atualmente exerce.
A função do advogado é ser a voz dos direitos legais do cidadão. E essa voz pode (e deve) se levantar tanto na resistência ao mérito das imputações e/ou às suspeitas lançadas, às prisões decretadas sem fundamentação legal — que buscam servir como antecipação de pena —, à possível ausência de imparcialidade do julgador, como na arguição, sempre que possível, de questões preliminares processuais de relevância no interesse de seu cliente (defesas indiretas), independentemente das eventuais dificuldades e obstáculos que se apresentem.
Em verdade, a própria entrevista do referido procurador regional da República — que obtém espaço na mídia unicamente por ocupar cargo público — ignora os deveres de reserva, cautela e discrição, ínsitos aos membros do Ministério Público, além de aparentemente revelar intuito de autopromoção com foco no setor privado.
Como de conhecimento elementar, é dever do Ministério Público, enquanto fiscal da lei, ser o primeiro a exigir do Estado o respeito às garantias constitucionais do processo penal, entre essas, a do acusado/investigado ser assistido por um advogado livre e independente, que desempenhe sua função de maneira técnica, observando a lei, os preceitos éticos e o interesse do jurisdicionado.
Juízes, delegados e promotores cumprem papéis distintos e devem ser autônomos e independentes entre si como garantia do cidadão contra abusos de poder. A ideia de integrá-los como um polo de acusação, como na prática se tem feito, é tirania, ditadura e totalitarismo estatal.
Declarações como as citadas são atentatórias à dignidade da advocacia e às próprias bases do Estado de Direito e merecerão, sempre, o contundente e adequado repúdio dos advogados e advogadas do Brasil.
Lei tenta encerrar guerra fiscal até 2033, com perdão de créditos
O conflito entre estados envolvendo incentivos e benefícios fiscais tem data de validade: o fim será gradual, mas todos devem ser encerrados 15 anos após acerto entre entes federados, o que na prática deve ocorrer até 2033. Assim determina a Lei Complementar 160/2017, sancionada pelo presidente M…
OAB Nacional presente à abertura da Semana da Advocacia da OAB-ES
Brasília (DF) e Vitória (ES) – O vice-presidente nacional da OAB, Luis Cláudio Chaves, representou o presidente Claudio Lamachia e toda a diretoria na cerimônia de abertura do Ciclo de Palestras da Semana da Advocacia da OAB-ES, no Centro de Convenções de Vitória. Ele compôs a mesa de cerimônia ao lado do presidente da OAB-ES, Homero Mafra, da diretoria da Seccional, e das demais autoridades.
Luis Cláudio enfatizou em seu pronunciamento a importância da advocacia para a sociedade. “O advogado não é apenas imprescindível à administração da justiça, razão pela qual ele tem que discutir as metas e atuações do Poder Judiciário para eficaz prestação jurisdicional, mas é indispensável à pacificação social de conflitos em uma sociedade democrática de direito. Devemos valorizar a advocacia e, dessa forma, o cidadão brasileiro, que espera muito de nós. A advocacia não é apenas nosso meio de vida, mas sim a razão da nossa vida”, discursou.
O vice-presidente aproveitou a oportunidade para convidar os advogados e advogadas capixabas para a grande Marcha da Defesa das Prerrogativas, no próximo dia 22 de agosto, em Brasília, às 14h.
Em seguida, Homero Mafra fez o uso da palavra. Ele se dirigiu ao desembargador Fábio Clem de Oliveira, presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), cobrando a adoção de medidas que garantam eficiência e celeridade ao Poder Judiciário estadual.
Mafra também aproveitou para homenagear sua diretoria e destacou seu contentamento com a presença do professor Sérgio Ferraz. “Ele disse certa vez, a mim e ao presidente Lamachia, que tem uma segunda pele: a Ordem dos Advogados do Brasil. Esse é o espírito que norteia os homens da Ordem”, citou.
Além deles, compuseram a mesa de abertura do evento a vice-presidente da OAB-ES, Simone Silveira; o diretor tesoureiro Giulio Imbroisi; a secretária-geral adjunta Érica Neves; o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da OAB-ES (CAAES), Carlos Augusto Alledi de Carvalho; o conselheiro federal Luciano Rodrigues Machado; o desembargador, presidente em exercício do TJES, Fábio Cleim de Oliveira; e o professor Sérgio Ferraz.
Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-ES
Lamachia diz que aumento do Imposto de Renda é inaceitável
Brasília – O presidente nacional
da OAB, Claudio Lamachia, questionou a legitimidade de um governo sob a mira de pedidos de impeachment em
promover mais uma rodada de aumento de impostos dias depois de promover a alta
dos tributos que incidem sobre os combustíveis. O Planalto estuda aumentar o
tamanho da mordida do leão por meio de uma alta da alíquota do Imposto de Renda
para algo em torno de 35%. Ao criticar a proposta, Lamachia afirmou que tal
proposta é inaceitável.
“A inaceitável nova proposta do
governo federal só mostra que, quanto mais demora há na apreciação dos pedidos
de impeachment parados na Câmara, mais prejuízo tem a sociedade, obrigada a
arcar com os custos dos projetos de um governo sem legitimidade. É preciso que
a Câmara aprecie com agilidade os pedidos de impeachment”, cobrou Lamachia.
O presidente a Ordem acrescentou
ainda que o governo é ágil em imaginar mudanças no Imposto de Renda enquanto
abusa da morosidade ao tratar da correção da tabela. “O governo que
pretende aumentar a alíquota do Imposto de Renda no mais grave momento
econômico já enfrentado pelo país é o mesmo que se nega a corrigir a enorme
defasagem da tabela, punindo reiteradamente o contribuinte. A OAB já requereu
preferência para o julgamento da ação que apresentou ao Supremo Tribunal Federal
para defender a correção da tabela do Imposto de Renda. Trata-se da Adin 5086”,
afirmou ele.
Lamachia destacou que, embora use
como justificativa a necessidade de equilíbrio em suas contas para mais um
aumento de impostos, o governo esbanjou liberações do dinheiro público para se
livrar da denúncia de corrupção em pauta no Congresso. “Não há nenhum
constrangimento moral por parte de quem é rápido ao liberar emendas com o
intuito de escapar de denúncias de corrupção, mas muito lento em devolver à
sociedade os benefícios inerentes a uma das mais altas cargas tributárias do
mundo”, criticou ele.
“No momento em que enfrentamos um
altíssimo índice de desemprego, apresentar aumento de tributos da forma que vem
sendo feito pelo governo é impor mais prejuízos aos cidadãos que já sofrem na
conjuntura atual. Há poucos dias, já foi aumentado o imposto que incide nos
combustíveis, comprometendo ainda mais o poder de compra do cidadão e prejudicando
toda a cadeia produtiva”, disse o presidente da Ordem.
Lamachia afirmou também que numa
conjuntura de dinheiro escasso, é um deboche que o Congresso cogite a criação
de um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais para os partidos com
recursos públicos. “O deboche para com a sociedade é reforçado pela proposta de
reservar R$ 3,6 bilhões do dinheiro público em um fundo destinado a pagar as
campanhas eleitorais dos partidos que nada ou muito pouco tem feito pelo país. A
OAB está pronta para usar todos os meios de que dispõe para representar os
interesses da sociedade na Justiça e nos demais espaços em que lhe cabe atuar”,
declarou ele.
No aniversário da Carta aos Brasileiros, advogados pedem reforma
No dia 8 de agosto de 1977, o professor Goffredo da Silva Telles Júnior lia a famosa Carta aos Brasileiros. No texto, ele denunciava os abusos praticados pela Ditadura Militar, que acabaria oito anos depois, e pedia por democracia.
Participantes reiteraram a necessidade de reformas no modelo…
Furtado Coêlho será membro da Academia Brasiliense de Letras
O ex-presidente do Conselho Federal da OAB Marcus Vinicius Furtado Coêlho (foto) será membro da Academia Brasiliense de Letras. Ele vai suceder Fontes de Alencar na cadeira 35, cujo patrono é Coelho Neto. A posse será no dia 22 de agosto, às 19h, na sede da OAB em Brasília. O ex-presidente da Rep…
Marco Aurélio quer saber como a PF fecha acordos de delação
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, quer saber qual é o procedimento adotado pela Polícia Federal para fechar acordos de delação premiada com criminosos confessos. Ele pediu recentemente a Leandro Daiello, diretor-geral da PF, informações quanto ao procedimento adotado pela ins…
Investigado aponta erros da PF em quebra de sigilo sobre Angra 3
O inquérito da Polícia Federal que concluiu ter havido compra de votos no Tribunal de Contas da União para liberação de obras da usina nuclear Angra 3 se baseou em “erro crasso” da Polícia Federal. É o que diz o advogado Tiago Cedraz, acusado de pedir dinheiro à construtora UTC para comprar votos…
Alegando parcialidade, defesa de Temer pede suspeição de Janot
A defesa do presidente Michel Temer pediu a suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em investigação relacionada ao peemedebista que tramita no Supremo Tribunal Federal. Na peça entregue nesta terça-feira (8/8) ao STF, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira alega que o che…
STF absolve deputado denunciado por desvio de dinheiro público
Nomear síndicos de conjuntos habitacionais em cargos de comissão não é motivo suficiente para condenar um prefeito por peculato. Assim entendeu a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (8/8), ao absolver o deputado federal Roberto Góes (PDT-AP), denunciado pelo Ministério Público…
Maioria dos tribunais não terá expediente no Dia do Advogado
O Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho, além de outras 43 cortes brasileiras, não terão expediente no Dia do Advogado, comemorado nesta sexta-feira (11/8). Os dados foram levantados pela LegalCloud, criadora da calculadora de prazos.
Já o T…
Trabalhador demitido acusado de fumar maconha reverte justa causa
O empregado de uma loja dispensado por justa causa pela acusação de fumar maconha no shopping onde o comércio está instalado teve a demissão convertida para dispensa imotivada.
De acordo com o juiz Osvani Soares Dias, em exercício na 3ª Vara do Trabalho de Taguatinga (DF), que assinou a senten…
Delegado pode presidir inquérito policial também de forma remota
Não há dúvidas que a Polícia Judiciária é a instituição constitucionalmente vocacionada à investigação criminal, exercendo função essencial à Justiça.[1] Responsável pela apuração de infrações penais, é dirigida por delegado de polícia de carreira, segundo lição extraída da Constituição Federal (…





