Lamachia critica possível alta de impostos: “Estado não se cansa de colocar os brasileiros contra a parede”

Brasília – O presidente nacional
da OAB, Claudio Lamachia, fez uma crítica enfática à possibilidade de o governo
promover um aumento de impostos para reforçar seu caixa. Lamachia reagiu às
notícias divulgadas pela imprensa de que o presidente da República, Michel
Temer, estaria na iminência de anunciar o aumento da carga tributária. Ao
analisar a questão, o presidente nacional da Ordem fez questão de destacar que
a falta de recursos que agora é usada como justificativa para a alta de
impostos não representou obstáculo para a liberação de verbas por atacado em
ritmo frenético quando da apreciação da denúncia contra o presidente da
República na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

“Os recursos que agora parecem
faltar, não foram problema para a farta distribuição de verbas para atender às
emendas parlamentares dos deputados”, disse Lamachia, que lembrou não ser esta
a primeira vez que o governo ensaia uma alta de impostos. “Mais uma vez o
governo acena com a possibilidade de aumento de impostos, onerando ainda mais o
já combalido bolso dos cidadãos. A mão pesada do Estado não se cansa de colocar
os brasileiros contra a parede, mesmo que isso signifique dissipar ainda mais a
renda familiar por meio de aumento ou criação de impostos”, afirmou ele.

Segundo o presidente da Ordem,
governo deve pensar “em gastar melhor a enorme quantidade de tributos que já
arrecadada”. Ele destacou que um aumento de impostos se torna ainda mais
revoltante quando o cidadão repara a baixa qualidade ou inexistência das
contrapartidas oferecidas pelo governo. “A sociedade brasileira é onerada com
uma das mais altas cargas tributárias do mundo sem ter, em contrapartida,
acesso a serviços públicos de qualidade, como saúde, segurança e educação. Em
vez de tirar mais recursos dos cidadãos, o governo deveria pensar em gastar
melhor a enorme quantidade de tributos que já arrecadada, combatendo males como
a corrupção e a ineficiência do Estado”, declarou o presidente nacional da OAB.