OAB combate alta de impostos: veja as ações da Ordem contra o aumento da carga tributária

Brasília – O jornal Folha de S.Paulo deu destaque na coluna “Painel”
desta quinta-feira (27) para a decisão da OAB de entrar na briga para derrubar o
aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis. O presidente nacional da Ordem,
Claudio Lamachia, anunciou que a entidade irá à Justiça questionar a
medida que fez o valor dos combustíveis subir mais de cinquenta centavos por
litro em todo o país, o que deverá impactar toda a cadeia produtiva elevando
preços e gerando inflação.

A coluna informa que o Planalto tenta blindar Meirelles de
desgaste e que OAB decide ir à Justiça para barrar aumento de imposto. Segundo
a publicação, “o presidente da OAB, Cláudio Lamachia, decidiu que a entidade
vai entrar na briga para tentar barrar na Justiça o reajuste dos tributos”.  “Lamachia”, diz a Folha de S.Paulo, “pediu
nesta quarta-feira (26) que a área técnica da OAB começasse a montar a peça que
vai contestar judicialmente o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis via
decreto”. Confira
aqui o que a Folha publicou sobre o assunto
.

Atuação
A OAB reforça sua posição contrária ao aumento de impostos. Essa
posição não nasceu agora e nem é recente. Desde o início da gestão do
presidente Lamachia, a OAB marcou posição sólida contra qualquer
possibilidade de aumento da carga tributária. Na ocasião, o governo, então
chefiado pela ex-presidente Dilma Rousseff, cogitava uma alta de impostos,
medida que recebeu resposta imediata e vigorosa da Ordem.

Em seu primeiro discurso como presidente do Conselho Federal
da Ordem dos Advogados do Brasil, Lamachia fez duras críticas ao
governo: da criação da CPMF à corrupção apontada na operação “lava
jato”. “Voto não tem preço, tem consequências, e a consequência de
uma escolha equivocada é o que estamos vendo hoje no nosso país”, disse ao
plenário. Leia
mais aqui
.

No dia 2 de março de 2016, a OAB e mais de 100 entidades
lançam movimento nacional contra CPMF. Agora chega de aumentos na carga
tributária. Foi esta a mensagem transmitida pela OAB Nacional e por mais de 100
outras entidades da sociedade civil, que se reuniram em Brasília. Cobrando do
governo a boa aplicação dos já fartos recursos arrecadados dos cidadãos, os
participantes contam agora com a mobilização de todos os brasileiros nesta luta.
Saiba
mais aqui
.

Em 23 de março de 2016, a campanha “Agora Chega de Carga
Tributária: Não à CPMF!”, formada pela OAB e mais uma centena de entidades
representantes de trabalhadores e empresários, apresentou 10 propostas para que
o Estado cumpra seu papel de gerar saúde, educação, segurança e justiça de
qualidade sem aumentar a já exaustiva carga tributária. A campanha também
lançou o portal oficial. Leia
mais aqui
. Nele, a OAB e as entidades publicaram
um manifesto
.

O movimento “Agora Chega de Carga Tributária: Não à CPMF!”
também levantou a bandeira da reforma tributária que racionalize
a cobrança de impostos no país, permitindo a realização de um novo pacto
federativo, compatível com os anseios da Nação
.

No dia 17 de junho daquele ano, o presidente nacional da OAB
criticou a maneira com que a União cobra a dívida dos Estados. Segundo
Lamachia, é urgente o debate sobre o tema, porque o pagamento tem impedido os
entes federados de investir em políticas públicas essenciais para os cidadãos
apesar da alta carga tributária.“Muitos Estados pagam a dívida com a vida dos
brasileiros”, disse o presidente da Ordem. A afirmação de Lamachia foi feita
durante seminário organizado pela OAB, pela Febrafite (Federação Brasileira de
Associações de Fiscais de Tributos Estaduais) e pela Auditoria Cidadã da Dívida
para debater soluções para as dívidas dos Estados. O evento contou com
representantes de dezenas de entidades da sociedade civil. Veja
mais detalhes aqui
.

O presidente nacional da OAB mobilizou ainda todas as
seccionais da Ordem para buscar uma solução junto aos secretários estaduais de
Fazenda sobre a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) para a compra de veículos por deficientes físicos. Confira
como foi essa ação
.

O papel institucional da OAB na representação dos
contribuintes foi o tema abordado por Lamachia, durante o 5° Seminário
Fecomércio-RS de Tributação, que ocorreu na manhã do dia 14 de setembro de 2016,
no Hotel Plaza São Rafael.  Confira
aqui mais detalhes
.

Em 19 de outubro de 2016, o presidente nacional da OAB
reforçou a necessidade de uma profunda reforma tributária no país, na qual os
impostos pagos pelos cidadãos se revertam em efetivas políticas públicas. A
afirmação foi feita na abertura do seminário 50 Anos do Código Tributário
Nacional, organizado pela Ordem em Brasília
.

2017
Em 2017, a OAB continuou a demonstrar posição firme contra o
aumento da carga tributária. Em março, o presidente nacional da OAB afirmou que
a Ordem está pronta a combater, com todos os meios disponíveis, “quaisquer
iniciativas que tenham como objetivo impor mais prejuízos aos cidadãos, que não
aguentam mais ver a renda corroída pela absurda carga tributária do país”. Lamachia
criticou duramente a declaração dada pelo ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, de que “tudo indica que será inevitável” mexer na carga tributária
para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões no Orçamento

Lamachia teve artigo publicado na edição do dia 17 de abril,
do jornal O Globo, criticando o governo diante da possibilidade de aumento de
impostos. “A
mão pesada do Estado tem colocado, frequentemente, o brasileiro contra a parede
para dissipar ainda mais a renda familiar por meio de aumento ou criação de
impostos.”

A OAB Nacional realizou em 7 de junho o Seminário Reforma
Tributária, que reuniu especialistas de diversas áreas para debater o tema.
Durante todo o dia, foram debatidas questões atuais sobre o sistema tributário
brasileiro e apresentadas propostas para mudanças. O
presidente da Ordem abriu a programação do evento exaltando a reforma
tributária como uma das mais urgentes do país
.

Lamachia
fez uma crítica enfática às vésperas de o governo promover um aumento de
impostos para reforçar seu caixa
. Ele reagiu às notícias divulgadas pela
imprensa de que o presidente da República, Michel Temer, estaria na iminência
de anunciar o aumento da carga tributária. Ao analisar a questão, o presidente
nacional da Ordem fez questão de destacar que a falta de recursos que agora é
usada como justificativa para a alta de impostos não representou obstáculo para
a liberação de verbas por atacado em ritmo frenético quando da apreciação da
denúncia contra o presidente da República na Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara dos Deputados.

Já diante da decisão tomada do governo federal de promover
aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, Lamachia voltou à carga
e chamou a medida de inaceitável. Lamachia
afirmou que o governo transfere para o cidadão a conta de seus erros de gestão
e que a alta terá impactos em todo o sistema produtivo sacrificando toda a
sociedade
.