Muito diferente do que se pensa, de que a gestão João Doria Junior estaria revolucionando o modo formal de governar, criando novos métodos administrativos, o que está acontecendo em São Paulo é a implementação do modelo inovador e pós-burocrático de Administração Pública, conhecido como modelo ge…
Arquivos Mensais:maio 2017
TSE permite manifestação pública de Anthony Garotinho
A Constituição Federal é clara em relação aos princípios da liberdade de expressão: é proibido fazer censura prévia e não cabe a nenhum juiz inibir a emissão de opinião ou pensamento de qualquer cidadão. Com esse argumento o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral concedeu, nesta terça-feira (16/…
Liminar do TRF-1 restabelece atividades do Instituto Lula
O desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou a volta imediata das atividades do Instituto Lula. Em liminar da noite desta terça-feira (16/5), o magistrado afirmou que não havia necessidade de se impedir o instituto de funcionar, ainda que a cautelar tenha …
Princípio da insignificância se aplica a furto de celular, diz STF
Caso não esteja caracterizada grave ameaça ou violência, o furto de um telefone celular pode ser enquadrado no princípio da insignificância. O entendimento é da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, que reformou decisão do Superior Tribunal de Justiça e concedeu, nesta terça-feira (16\5), Habeas …
União poderá reter parte dos repasses a SP por dívida da Vasp
A União pode reter parte dos repasses que normalmente faria ao estado de São Paulo, já que a unidade federativa era fiadora da Vasp. Foi o que decidiu o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que julgou procedente em parte pedido do estado para evitar que seja retido repasse de recu…
Supremo julgará se presidente pode ser investigado durante mandato
O Plenário do Supremo Tribunal Federal julgará ação que discute se presidentes da República podem ser investigados enquanto estiverem no comando do Planalto, por atos anteriores ao mandato. O caso foi levado à corte pelo PDT e já teve o rito abreviado aplicado pelo relator, ministro Luiz Fux, mas…
Europa quer punir Facebook por violações a leis de privacidade
A política de privacidade do Facebook vem rendendo uma série de reveses à rede social na Europa. Esta semana, diversas agências de proteção de dados publicaram comunicados de que pretendem punir a empresa por causa da forma com que trata as informações pessoais de seus usuários. Todas as medidas …
Associação de MT defende que PM tenha acesso ao sistema guardião
Apesar de admitir a gravidade dos grampos feitos pela Polícia Militar de Mato Grosso em um caso envolvendo tráfico de drogas, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do estado defendeu o acesso da corporação ao sistema Guardião, responsável pelas escutas. “É por demais temerário i…
Vice-governador do Amazonas pede divisão da chapa cassada
O vice-governador do Amazonas, José Henrique Oliveira, do Solidariedade, foi ao Supremo Tribunal Federal pedir a divisão da chapa cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Na ação protocolada nesta terça-feira (16/5), o político diz não ter nada a ver com a suposta compra de votos nas eleições de…
Falta de lei impede usar convenção da OIT para contestar demissão
Não é possível tentar reverter uma demissão com base na Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho — que proíbe a dispensa sem motivo —, pois a regra não foi regulada por lei complementar no Brasil. Com este entendimento, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou, por unani…
Lamachia critica tramitação “urgente” de reforma trabalhista
Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, criticou o regime de urgência da tramitação da proposta que prevê a reforma trabalhista no Congresso Nacional. Lamachia discursou durante a abertura da Audiência Pública sobre Reforma Trabalhista promovida pelo Conselho Federal da Ordem, na tarde desta terça-feira (16). Ele ponderou que uma reforma que possa implicar em supressão ou precarização de direitos trabalhistas não pode ser aceita, mas que alguns pontos podem ser necessários para o desenvolvimento do Brasil.
“A OAB tem sido muito enfática no que diz respeito a proposição de urgência para votação desta proposta de reforma trabalhista. Não aceitamos esta ideia da urgência como ela está posta no parlamento e pelo próprio governo. Entendemos que o tema que debateremos comporta diversas visões, mas acima de tudo que também tem uma ligação muito direta com lutas históricas nossas. Portanto, a Ordem manifesta sua contrariedade a qualquer tipo de urgência ou medida que suprima o direito da sociedade brasileira de poder efetivamente debater este tema. Debatendo, tenho convicção de que vamos encontrar aquilo que será o melhor para a própria sociedade”, disse Lamachia.
O presidente da OAB lembrou que audiências semelhantes foram realizadas nas 27 seccionais da Ordem para que diversos pontos de vista pudessem ser apreciados. “Exatamente porque a OAB tem de ouvir os dois lados neste processo. O que pensam aqueles que defendem a reforma e aqueles que eventualmente têm críticas à reforma. Estamos exatamente buscando o meio neste processo todo. Entendemos que a ideia do diálogo, uma discussão que seja absolutamente técnica, possa produzir esse resultado que estamos hoje buscando”, afirmou ele.
MP não precisa de denúncia para agir contra agressão doméstica
Em casos de agressão doméstica contra a mulher, o Ministério Público pode iniciar ação penal mesmo que a vítima não faça denúncia. O entendimento foi fixado pela 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que aprovou a revisão da tese fixada em recurso repetitivo.
“A ação penal nos crimes de le…
STF vai discutir de novo demissão imotivada de funcionário de estatal
O Supremo Tribunal Federal vai julgar mais uma vez a necessidade de motivação para demitir funcionários de empresas estatais. O ministro Luís Roberto Barroso suspendeu o andamento de todos os processos sobre o caso em trâmite na Justiça do Trabalho.
A decisão significa que o Plenário do Suprem…
Representantes de comissões alertam para risco de uma reforma trabalhista sem debate
Brasília – Representantes das comissões da OAB responsáveis por analisar a reforma trabalhista defenderam maior debate sobre o texto da proposta que tramita no Congresso Nacional. O debate foi parte da Audiência Pública sobre Reforma Trabalhista, promovido na tarde desta terça-feira (16) na sede do Conselho Federal da Ordem, em Brasília. Discursaram sobre o tema o presidente da Comissão Nacional de Direito Sindical, Bruno Reis, presidente em exercício da Comissão Nacional de Direitos Sociais, Raimar Rodrigues Machado, e o vice-presidente da Comissão de Estudos Constitucionais, Flavio Panciere.
Reis criticou a forma açodada com que a reforma trabalhista vem tramitando no Congresso e disse ver com estranheza a pressa dos parlamentares. “Este projeto passou pela Câmara Federal como um verdadeiro foguete, com o tal regime de urgência. Sem o devido trâmite legal por importantes comissões da Câmara Federal, como a Comissão de Constituição e Justiça, onde se esperava que houvesse uma fiel análise da constitucionalidade dos artigos ali previstos. No mínimo, muito estranho uma lei desta magnitude, que rege toda relação entre capital e trabalho do nosso país com dezenas de milhões de famílias brasileiras que serão diretamente afetadas no seio de seus lares com tão brusca e radical mudança em seus direitos e sem o devido debate. Realmente inconcebível”, disse o presidente da Comissão Nacional de Direito Sindical.
O presidente em exercício da Comissão Nacional de Direitos Sociais chamou a atenção para o aspecto protetivo da legislação. “Estamos com certeza em uma encruzilhada no direito do trabalho. Iremos definir através desse projeto se persistiremos num direito do trabalho protetivo e que mesmo tendo também uma finalidade de coordenação das atividades produtivas dentro de um sistema capitalista de produção não se descuidaria desse aspecto que é a proteção dos mais fracos. A boa lei se destina a proteger o fraco diante do forte e o pobre diante do rico, não é o contrário. Se nos mostrarem que essa legislação nova pode atingir esse objetivo será uma boa lei. Agora, se essa legislação que se apresenta está destinada a enfraquecer ainda mais os fracos e fortalecer os fortes e permitir a indignidade do trabalhador e o aviltamento completo das relações de emprego, então esta lei não nos serve e os advogados brasileiros certamente lutarão contra ela”, afirmou Machado.
Panciere destacou durante sua fala que a urgência do projeto prejudica o devido amadurecimento da proposta. “A reforma trabalhista passa por um salto que mereceria um debate qualificado face a Câmara dos Deputados. E como vem dizendo sistematicamente, não de hoje, mas desde sempre nosso sempre presidente Cezar Britto, infelizmente conquistas históricas dos trabalhadores brasileiros podem ser colocadas de lado”, disse ele. “Temos a responsabilidade de construir uma opinião para levar ao Conselho Federal da OAB aquilo que ouvimos de toda a sociedade brasileira para que possamos construir um consenso”, defendeu o vice-presidente da Comissão de Estudos Constitucionais.
OAB requer preferência no julgamento de ação sobre correção da tabela de IR
Brasília – A OAB Nacional requereu ao STF, nesta terça-feira (16), preferência no julgamento da ação da entidade que pede a correção da tabela de Imposto de Renda. Em ofício ao relator da ADIN n. 5096, ministro Roberto Barroso, a Ordem argumenta que a matéria já se encontra madura para apreciação do Supremo e que a demora acarreta prejuízo a milhões de brasileiros.
A OAB ingressou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade em 2014. Nela, a entidade requer a correção da tabela de Imposto de Renda pelos índices da inflação –a defasagem na correção já passa de 80%, segundo estudo realizado pelo Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal). Em 2014, a defasagem estava em 61,24%.
“A inexistência de correção da referida tabela de acordo com a inflação culminou na redução da faixa de imunidade, fazendo com que um número elevado de contribuintes passasse a estar sujeito à incidência do tributo mesmo sem um aumento de salário”, explica o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia. O ofício também é assinado pelo presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.
Em janeiro deste ano, Lamachia já havia remetido ofício ao presidente da República, Michel Temer. Nele, o presidente da OAB descrevia o reajuste como algo “correto e necessário” e destaca que o tema “continua a merecer a atenção da cidadania brasileira”.
A Ordem lembra no documento que tanto a Advocacia-Geral da União quanto a Procuradoria-Geral da República já se manifestaram nos autos, mostrando que o texto estaria pronto para ser julgado. Para a OAB, mensalmente os brasileiros são tributados indevidamente e, anualmente, têm de prestar a declaração de rendimentos financeiros com base em uma tabela defasada.
“Como dito, a correção da Tabela do imposto de renda da pessoa física inferior à inflação ofende comandos constitucionais: o conceito de renda (artigo 153, III), a capacidade contributiva (artigo 145, § 1º), o não confisco tributário (artigo 150, IV) e a dignidade da pessoa humana (artigo 1º, III), em face da tributação do mínimo existencial”, argumenta.
Ao requerer urgência na apreciação e deferimento da cautelar, a OAB pede a procedência da ADIN de modo que a correção da Tabela para o ano-calendário de 2013 reflita a defasagem de 61,24% ocorrida desde 1996, bem como que, para os anos-calendário de 2014 em diante, na medida em que a regra questionada se reporta a efeitos a partir de 2014, que seja reconhecida a atualização da tabela pelo IPCA.
Caso se entenda que o índice de correção da tabela do IRPF para 2013 não deva refletir a defasagem de todo o período, a OAB requer a modulação dos efeitos da decisão para que se corrija a Tabela de 2013 frente ao ano anterior (2012) – não desde o início -, com base no IPCA de 5,91% em vez de 4,5%, e a recomposição dos prejuízos dos anos anteriores seja aplicada nos próximos 10 anos, no percentual de 10% ano.
Por fim, se o STF entender que o caso em análise encontra-se diante de omissão parcial do legislador, que a se oficie a Câmara dos Deputados e o Senado Federal para adoção das medidas necessárias, fixando prazo para o cumprimento da decisão.





