O Imposto de Renda retido sobre pagamentos envolvendo contratos de fornecimentos de bens ou prestação de serviços não precisa ser informado à Receita Federal nem repartido com a União, porque municípios têm direito a 100% dos valores. Assim entendeu o juiz federal Alexandre Rossato da Silva Ávila…
Arquivos Mensais:fevereiro 2017
Artigo: Escritório do Crime Organizado
Brasília – Confira artigo do presidente nacional da OAB,
Claudio Lamachia, publicado nesta quinta-feira (2), pelo jornal Correio do
Povo, de Porto Alegre:
Escritório do crime organizado
São chocantes, alarmantes e constrangedoras para a sociedade
e principalmente ao Poder Público as imagens dos apenados em Alcaçuz (RN) dando
ordens por meio de celulares de dentro dos presídios brasileiros, como se
fossem – e de fato são – os verdadeiros comandantes das casas prisionais.
As recorrentes rebeliões e as cruéis mortes ordenadas pelas
facções denotam mais do que uma rixa entre rivais. Trata-se da escancarada
falta de comando das forças públicas, que deveriam ter o verdadeiro poder de
mando num ambiente que se destina a punir mas também a reinserir na sociedade
quem foi condenado.
É inaceitável que o
poder público assista a tais rebeliões sem uma atitude firme de combate à
entrada de telefones e de armas. É preciso, urgentemente, que se tome atitudes
que coíbam novas rebeliões, estabelecendo meios de dar fim ao mando das
facções. É fundamental que haja uma efetiva retomada de controle pelo Estado,
bem como a adoção de medidas permanentes que não permitam que as carceragens
voltem a ser o escritório do crime organizado.
A OAB faz sua parte
propondo ao Ministério da Justiça um convênio para a realização de um mutirão
de atendimento a pessoas presas e que não dispõem de advogados.
O sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas. Sua
administração deve ser feita de maneira eficiente, com um volume de recursos
condizente com a demanda. É preciso também que se estabeleçam políticas
públicas eficientes e permanentes de ressocialização.
É extremamente
perigoso que presos de menor potencial sejam colocados no mesmo ambiente de
convivência que condenados de grande periculosidade. Essa é uma medida que
estimula o aumento da violência, servindo como uma pós-graduação criminal ao
apenado.
Essa violência
desmedida que se vê dentro das prisões se reflete instantaneamente do lado de
fora, fazendo cada vez mais vítimas: o Brasil está entre as nações mais
violentas do mundo.
O poder público vem
ao longo dos tempos permitindo que presos de menor potencial sejam mantidos em
verdadeiras “escolas do crime”. Faltam condições mínimas estruturais
para que as vagas existentes auxiliem o Estado no cumprimento pleno da sua
função, que é garantir à sociedade que apenados realmente saiam de maneira
definitiva do mundo do crime.
Sem que isso ocorra,
não mudaremos o cenário atual, no qual as pessoas estão cada dia mais tolhidas
do seu direito de ir e vir, sendo alvo fácil da violência que é comandada
justamente por aqueles que fazem dos presídios os seus escritórios do crime.
Empresas terão de pagar indenização por prática anticoncorrencial
Duas empresas brasileiras deverão indenizar a Omega Laboratories, dos Estados Unidos, por práticas anticoncorrenciais, determinou o juiz Redivaldo Dias Barbosa, da 23ª Vara Cível de Brasília. Ele entendeu que a Psychemedics e a Omega Brasil impediram o acesso do laboratório estrangeiro ao mercado…
No Brasil, de onde menos se espera… dali mesmo é que não sai nada
A coluna tem um subtítulo que ajuda a resumir o conteúdo, esclarecendo a frase do título (que vem de uma máxima do Barão do Itararé): O ensino jurídico, as práticas jurídico-judiciárias, a fantasia de herói e os fanqueiros literários de Machado de Assis.
Pois lendo uma porção de livros nestes …
Regulamentação da Lei das Estatais coloca em xeque posição da CVM
A Lei 13.303/2016 estabeleceu o estatuto jurídico das empresas estatais e suas subsidiárias, em cumprimento ao que determina o artigo 173, §1º da Constituição, prevendo, entre tantas regras, aquelas atinentes à escolha dos integrantes dos seus Conselhos de Administração, Diretorias (artigo 16 e 1…
No mundo atual, nenhum Estado pode ser uma ilha
Desde cerca de 1500, convivemos com a figura do Estado soberano, que embora tenha tido sua soberania desgastada e relativizada, continua sendo a maneira com que o mundo se subdivide. Seu surgimento fez com que um novo ramo jurídico aparecesse — o direito internacional público —, justamente para r…
A carreira do advogado público da administração indireta dos estados
Há quase três anos temos assistido às ações da chamada operação “lava jato” no combate à corrupção em setores da administração pública. Entre os muitos agentes públicos que atuam nessa verdadeira “cruzada moral”, há uma carreira ainda quase desconhecida do grande público, mas de atuação fundament…
Tratamento diferenciado entre cônjuges e companheiros na sucessão
A Constituição de 1988 é um marco no que tange as relações de família, uma vez que, diferentemente de todas as Constituições brasileiras anteriores, que dispunham que a família legitima se constituía apenas pelo casamento entre homem e mulher, a Constituição de 1988 privilegiou um conceito de fam…
Prefeito e vice podem receber 13º salário e férias, decide Supremo
Se todos os trabalhadores têm direito a um terço de férias e a 13º salário, não faz sentido que os benefícios sejam retirados de quem detém mandato eletivo. Assim entendeu o Plenário do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (1º/2), ao declarar constitucional uma norma do município de Alecr…
OAB e Ministério da Justiça promoverão mutirão carcerário
Brasília – Acolhendo sugestão feita pela OAB, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi recebido pelo presidente nacional da Ordem, Claudio Lamachia, na sede do Conselho Federal na tarde desta terça-feira (31) para tratar dos detalhes de um convênio para realização de um mutirão carcerário. Em janeiro, Lamachia propôs ao ministro da Justiça o firmamento de um convênio para realizar um mutirão de atendimento a pessoas presas e que não dispõem de advogado. O presidente da OAB pondera que o foco de atuação serão os presos que já cumpriram pena, mas que continuam encarcerados por erro, os que já deveriam ter tido audiência de custódia para avaliar se precisam mesmo ficar detidos e os detidos provisoriamente com situação indefinida.
Também participaram da reunião o secretário-geral da OAB Nacional, Felipe Sarmento; a presidente da OAB Alagoas, Fernanda Marinela; o presidente da OAB Goiás, Lúcio Flávio; e o conselheiro federal Marcelo Terto e Silva (GO).
“Desde que propusemos a realização do mutirão, tenho reforçado que o sistema prisional não pode ser um depósito de pessoas. Sua administração deve ser feita de maneira eficiente. O Poder Público vem permitindo que presos de menor potencial sejam mantidos em verdadeiras escolas do crime”, disse Lamachia. “Existem situações de injustiça motivadas por erros do sistema que precisam ser corrigidas. Além disso, a atuação concentrada da advocacia neste momento em que o sistema prisional entrou em colapso deve ajudar na busca por soluções”, afirmou Lamachia.
O ministro elogiou o encontro. “É muito importante que não só façamos mutirões de audiência de custódia, da questão da execução da pena, como já estamos fazendo com as defensorias públicas, mas que possamos fazer isso de forma permanente. Essa permanência exige uma capilaridade e um número de advogados que só a Ordem dos Advogados do Brasil pode complementar. Vamos atuar em conjunto: Ministério da Justiça, Defensorias Públicas e a OAB”, disse Moraes.
O ministro afirmou que o objetivo do convênio é trabalhar a questão dos presos provisórios. “A ideia que sempre defendo é deixar preso quem realmente precisa ficar preso. Crimes graves, com violência, grave ameaça. Em relação aos 42% de presos brasileiros ainda provisórios, fazer uma análise de quem realmente precisa continuar e quem não precisa. Não que essas pessoas não precisem ser responsabilizadas, mas não necessariamente precisam estar presas. Podemos, e aí o poder Judiciário vai analisar, conceder uma liberdade provisória com tornozeleira, com uma fiscalização. E para que isso seja feito de uma maneira permanente, a OAB nesse convênio, pela sua capilaridade em todos os estados, em todas as comarcas, vai ser essencial”, acrescentou o ministro.
Celso de Mello libera candidatura de Rodrigo Maia na Câmara
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, liberou a candidatura do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a Presidência da Câmara dos Deputados. A eleição para o cargo será nesta quinta-feira. O ministro indeferiu nesta quarta-feira (1/2) liminar no mandado de segurança que buscava vet…
Em abertura do ano no TJ-SP, OAB-SP reclama de discriminação
O Tribunal de Justiça de São Paulo abriu oficialmente o ano judiciário nesta quarta-feira (1º/2) com uma reclamação sobre revistas a objetos pessoais de advogados na entrada de fóruns no estado. Em meio a diversas autoridades, o presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, M…
Gilmar Mendes homenageia Teori na primeira sessão de 2017 do TSE
Na abertura do ano eleitoral de 2017 nesta quarta-feira (1º/2), o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, pediu a palavra para “registrar o profundo desconsolo pela imponderável e prematura perda de um dos mais estimados membros deste colegiado”. Foi uma homenagem ao mi…
No STF, WhatsApp alega que bloqueios ferem lei e livre iniciativa
Para convencer o Supremo Tribunal Federal de que os bloqueios judiciais contra o WhatsApp ferem a Constituição, a empresa foi além do argumento de que a interrupção de seu serviço fere a liberdade de expressão e comunicação. Na defesa que enviou ao STF, a companhia alega que o bloqueio fere o pri…
Justiça bloqueia bens de sete acusados de improbidade no Carf
Com o objetivo de assegurar futuro ressarcimento de dano causado ao erário em decorrência de ato de improbidade, a Justiça Federal do Distrito Federal determinou o bloqueio de bens de sete acusados de improbidade por terem praticado atos que tinham o objetivo de manipular julgamentos do Conselho …





