Foi sancionada na última quinta-feira (29/12), a Lei 13.410/2016, que teve sua origem no Projeto de Lei (PL) 4.069, de autoria do senador Humberto Costa, a fim de alterar a Lei 11.903, de 14 de janeiro de 2009, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos.
A ideia é fomentar…
Arquivos Mensais:janeiro 2017
Rodrigo Barbosa: Como a greve se tornou expectativa de direito
Em tempos atuais, precisamos mais do que um direito positivado na Constituição como garantia fundamental. Há uma necessidade de afirmação do que a Escola de Frankfurt chamava de “ênfase na dialética e contradição como propriedades inerentes da realidade”. É que a realidade, hoje, constitui uma …
Estado só responde por terceirização se culpa for comprovada
A responsabilidade subsidiária da administração pública em casos de terceirização não pode ser presumida. Dessa maneira, o estado só responde pelos débitos trabalhistas se comprovada a omissão ou a negligência dos agentes públicos na fiscalização do contrato administrativo. Com base nesse entendi…
OAB-AM presta apoio aos órgãos de segurança pública do AM durante rebelião no Compaj
Amazonas – A Ordem dos Advogados do
Brasil Seccional Amazonas acompanhou o andamento das investigações sobre a
rebelião ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que teve
início na tarde deste domingo (1). Cerca de 60 detentos foram mortos no que já
pode ser considerado um dos maiores massacres do sistema penitenciário do País.
De acordo com informações da
Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a rebelião, que se
estendeu até cerca de 8h30 desta segunda-feira (2), teria começado a partir de
uma guerra interna entre duas facções, Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando
da Capital (PCC), o que resultou em dezenas de mortes na unidade prisional.
da OAB/AM, Marco Aurélio Choy, a Seccional foi chamada pelos órgãos de
segurança pública do Estado para participar das negociações e acompanhou o caso
desde as primeiras horas da noite de domingo por meio da Comissão de Direitos
Humanos da seccional.
por meio do Dr. Epitácio Almeida, que esteve no Compaj durante as últimas 15
horas e atuou na revista e contagem dos presos. Esse é um momento triste para o
Estado, em que podemos ter uma das maiores rebeliões já registradas”, disse.
Direitos Humanos, Epitácio Almeida, também acompanhou, ao lado do juíz Luis
Carlos Valois, as negociações dentro do Compaj. De acordo com o advogado, 9
agentes penitenciários e um técnico de enfermagem foram mantidos reféns durante
a rebelião.
na unidade prisional no momento está estabilizada e os presos já foram
encaminhados de volta às celas. Ele ressaltou o papel da Ordem em situações
extremas como a enfrentada nas últimas horas. “É importante ressaltar que a
função da OAB é estabelecer a ordem pública e a paz social, estaremos presentes
sempre que for necessário”, disse.
Mulher demitida por ter problemas de mobilidade será reintegrada
O direito de dispensar empregados sem justa causa não é absoluto, pois encontra limites na função social da empresa e na dignidade do trabalhador. Com esse fundamento, a 2ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte considerou discriminatória a dispensa sem justa causa de uma empregada com problemas de m…
Rebelião em presídio de Manaus termina com ao menos 60 mortos
Pelo menos 60 presos foram mortos durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, que começou na tarde deste domingo (1º/1) e terminou na manhã desta segunda-feira (2/11). A informação foi divulgada pelo secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes.
F…
Erro na identificação de recurso em guia de depósito gera deserção
O erro na identificação, em guia de recolhimento, sobre a que tipo de recurso o depósito é destinado resulta na deserção do recurso. O entendimento é da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho ao negar embargos do Banco do Brasil.
O problema o…
Folha de S.Paulo: ‘Desafios à Democracia’, por Claudio Lamachia
Brasília – O jornal “Folha de S.Paulo” publicou nesta segunda-feira (2) artigo do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia. No texto intitulado “Desafios à Democracia”, Lamachia afirma que “a sociedade brasileira exige readequação na forma como a classe política interpreta a democracia e conduz a máquina pública”. Leia o texto completo abaixo:
Desafios à democracia
Os rumos e os valores da democracia no Brasil foram debatidos e questionados em 2016 de um modo como não acontecia desde a década de 1980. Naquela época, o motivo era a retomada democrática.
Agora, o desafio é o da continuidade das instituições, das garantias e dos direitos individuais obtidos após o fim da ditadura militar e consolidados na Constituição de 1988.
Desde as manifestações de 2013, ficou evidente que a sociedade brasileira exige readequação na forma como a classe política interpreta a democracia e conduz a máquina pública. Apesar disso, as autoridades da República e os dirigentes partidários agiram, por meses, como se a insatisfação social estivesse novamente reprimida.
Ou seja: não souberam lidar com uma panela de pressão que explodiu em 2016, quando novos protestos tomaram conta das ruas. Parcela substancial da sociedade pediu o afastamento da então presidente da República, Dilma Rousseff, como reação à enxurrada de denúncias contra integrantes de seu governo e contra ela própria.
Havia provas do cometimento de crimes de responsabilidade -o que, de acordo com a Constituição, pune-se com impeachment.
Um dos mais ferrenhos adversários de Dilma, o ex-deputado Eduardo Cunha, protagonizou outras cenas tristes para a democracia. Envolvido em diversos escândalos, ele fragilizou a instituição que presidia, a Câmara dos Deputados.
Além disso, usou o cargo para atrapalhar investigações do Conselho de Ética e até mesmo da Operação Lava Jato. Em maio, foi afastado do mandato e, em outubro, preso. O ano terminou com o Senado em situação semelhante -seu presidente, Renan Calheiros, tornou-se réu em ação criminal.
Não há perspectivas de que 2017 será mais tranquilo do ponto de vista da tensão social. Melhorias na economia do país não revertem o quadro desastroso da política.
Como presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a maior entidade organizada da sociedade civil do país, tenho clareza de que é preciso atuar ativamente em defesa da Constituição. Do contrário, é real o risco de retrocesso nas conquistas democráticas.
Já são expressivas as manifestações contra o governo de Michel Temer -uma administração que não ascendeu ao poder pelas urnas e, por isso, precisa conquistar legitimidade para suas ações.
Ao propor a PEC do teto de gastos, o governo decidiu cortar o investimento em áreas fundamentais como saúde e educação, que já estão sucateadas. Precisará, portanto, apresentar soluções a essas demandas sociais.
Do mesmo modo, será preciso tornar mais justa a proposta da reforma da Previdência. Da forma como está, o texto sugerido pelo governo federal extirpa as conquistas do sistema de seguridade e diminui as chances de os trabalhadores usufruírem do benefício pelo qual pagam ao longo da vida.
A lei deve valer para todos. Por isso, a OAB pediu a cassação de Cunha e o impeachment de Dilma, após constatar, em consulta técnica feita aos legítimos representantes da advocacia, que o crime de responsabilidade havia sido cometido.
Também por isso a Ordem se manifestou em defesa da Polícia Federal e do Ministério Público quando foram especuladas possíveis tentativas de interferência política na Lava Jato.
E a OAB se opõe à concessão de poderes imperiais para grupos de funcionários públicos destruírem a vida de cidadãos valendo-se de instrumentos não previstos no arcabouço legal -como o uso de provas ilegais, quebra de sigilo de jornalistas para expor as fontes e violação da comunicação entre advogados e clientes, protegida constitucionalmente a fim de garantir o direito de defesa e o próprio Estado democrático de Direito.
Um dos principais desafios de 2017 é superar a crise ética que abate o país, mas sem que as conquistas democráticas sejam com isso sacrificadas.
CLAUDIO LAMACHIA é especialista em direito empresarial e presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)
Henrique Ávila é nomeado para o Conselho Nacional de Justiça
O presidente Michel Temer nomeou o advogado Henrique Ávila para integrar o Conselho Nacional de Justiça na vaga de “cidadão de notável saber jurídico” reservada ao Senado. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União. No Senado, ele recebeu 49 votos favoráveis à indicação e 15 contra. Dois…
Tribunais estabelecem metas específicas para cumprir em 2017
Além das metas nacionais, divulgadas durante o 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário, os tribunais da Justiça do Trabalho, Federal, Eleitoral e Militar se comprometeram a cumprir metas específicas de enfrentamento a dificuldades de cada um desses ramos do Judiciário.
A Justiça do Trabalho …
Convenção não pode mudar norma de valores de rescisão trabalhista
As normas que regem valores de rescisão trabalhista são de ordem pública e indisponíveis. Portanto, não podem ser alteradas por negociação coletiva. Com base nesse entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de uma empresa contra auto de infração aplicado p…
TRF-1 reforma decisão que desrespeitou regras ao condenar a União
O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial 1.270.439/SP, em regime dos recursos repetitivos, considerou que os valores resultantes de condenações proferidas contra a Fazenda Pública após a entrada em vigor da Lei 11.960/2009 devem observar os critérios de atualização (corre…
Retrospectiva 2016: Carf se distingue como uma arena democrática
“How can I begin anything new
with all of yesterday in me?”
Leonard Cohen, em Beautiful Losers
2016 foi um ano tão intenso, disse um amigo, que demandaria alguns anos para ser explicado.
O convite que recebi para escrever esta retrospectiva veio com um gentil, porém impossível, pedido de …
Cobradora de ônibus obtém adicional de insalubridade por vibração
Uma norma não pode retroagir para ser aplicada a um contrato de trabalho encerrado antes da sua publicação. Esse foi o entendimento da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao condenar uma empresa de viação a pagar adicional de insalubridade a uma cobradora por causa de vibração nos ônibus.
…
Anistiados têm liminares negadas para receber valores retroativos
Por não enxergar urgência nos casos, a presidente do Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz, negou pedidos de liminar em mandados de segurança impetrados por sete anistiados políticos. Eles pretendiam receber os valores retroativos referentes à reparação econômica estabelecida pela Comissão de…





