A pena de 7 anos e 11 meses de prisão imposta ao ex-ministro José Dirceu por sua participação na Ação Penal 470, conhecida como mensalão, foi extinta nesta segunda-feira (17/10) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada com base no indulto natalino, que…
Arquivos Mensais:outubro 2016
Importador pode pedir restituição de valor pago a mais no Siscomex
O reajuste aplicado pelo Ministério da Fazenda aos valores da taxa de utilização do Sistema de Comércio Exterior (Siscomex), previsto na Portaria MF 257, de maio de 2011, não pode ser exigida do importador brasileiro. A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve decisão do Tribunal Regional…
Contrato de arrendamento não pode ser encerrado sem aviso prévio
Contrato de arrendamento não pode ser desfeito sem que o dono da área comunique o usuário da terra com seis meses de antecedência, como determina o Estatuto da Terra. Caso contrário, o acordo é renovado automaticamente.
Assim entendeu, por unanimidade, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiç…
Revisão de benefício do INSS é tema do Jurisprudência em Teses
Questões acerca dos benefícios previdenciários são apresentadas na 67ª edição do Jurisprudência em Teses, do Superior Tribunal de Justiça. Ao todo, são 19 temas elencados, cada um com os precedentes que dão sustentação à tese jurídica. A Secretaria de Jurisprudência do tribunal, responsável pela …
PF prende cinco pessoas acusadas de piratear filmes na internet
Cinco pessoas foram presas temporariamente pela Polícia Federal acusadas de piratear filmes e disponibilizá-los na internet. Além dos detidos, um homem está foragido. As prisões, ocorridas na última quinta-feira (13/10), foram determinadas pela 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP).
Os acusados são…
OAB cobra do Estado retomada do controle nos presídios de todo o país
Brasília – A OAB Nacional participará na terça-feira (18) de reunião para tratar do caos do sistema prisional brasileiro. Segundo o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, “cabe ao Estado fazer com que as prisões voltem a ser destinadas a seu verdadeiro propósito, que é garantir a custódia dos presos e a correta aplicação da pena aos condenados”.
Em comunicado à imprensa, o presidente da Ordem afirmou que “as recentes imagens que mostram a existência de um verdadeiro show de horrores dentro de prisões de Pernambuco e de Roraima são novos capítulos de uma história muito antiga e conhecida. Cabe ao Estado brasileiro cumprir a obrigação de resolver esse problema com a rapidez e a urgência necessárias”. Leia abaixo o comunicado completo.
Neste fim de semana, no Estado de Roraima, uma briga em uma penitenciária deixou 10 mortos. Também houve mortes por conflitos entre facções em Rondônia e Pernambuco.
A reunião de trabalho terá como objetivo a apresentação de soluções para o que ocorre em Roraima e deve contar com a presença do ministro da Justiça, Alexandre Moraes, da governadora do Estado, Suely Campos, e parlamentares da região.
Na semana passada a OAB foi convidada pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, a integrar grupo de trabalho para elaborar plano emergencial para a segurança pública no país. Também integram o grupo a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Lamachia recebeu em audiência nesta segunda-feira (18) o presidente da OAB de Roraima, Rodolpho Morais, e o deputado federal Hiran Gonçalves, também daquele Estado, assim como o diretor tesoureiro da Ordem, Antonio Oneildo Ferreira, e o representante da entidade no Conselho Nacional do Ministério Público, Esdras Dantas. Também estiveram presentes os presidentes da OAB-SP, Marcos da Costa, e do Distrito Federal, Juliano Costa Couto, assim como as advogadas Florany Mota e Renata Viana e o conselheiro federal Bernardino Neto.
Oneildo classificou como dramática a situação em seu Estado, explicando, no entanto, que Roraima não é uma ilha, mas um recorte do que é hoje o Sistema Prisional Brasileiro. “Há uma completa ausência do Estado, com enorme distância da população carcerária da cidadania. Em momentos de tragédia como este precisamos refletir sobre os fundamentos que levaram a esta situação”, afirmou, destacando também o controle do crime organizado nas cadeias e a falta de ressocialização dos presos.
Segundo o deputado Hiran Gonçalves, a situação do sistema prisional do Estado de Roraima é caótico, sendo agravado pelo intenso fluxo de venezuelanos que têm cruzado a fronteira entre os dois países para cometer uma série de crimes, principalmente venda de armas. “A OAB tem um importante histórico na defesa das garantias individuais e da Justiça”, afirmou.
Esdras Dantas, que atua na Comissão do Sistema Prisional e de Controle da Atividade Policial do CNMP, levará as propostas apresentadas pela Ordem para debate no âmbito do Ministério Público. “Precisamos entender o que podemos fazer para que situações como esta não se repitam. OAB é legítima defensora da cidadania e dos direitos humanos, tendo que atuar em prol do cidadão”, explicou.
COMUNICADO
“As recentes imagens que mostram a existência de um verdadeiro show de horrores dentro de prisões de Pernambuco e de Roraima são novos capítulos de uma história muito antiga e conhecida. Cabe ao Estado brasileiro cumprir a obrigação de resolver esse problema com a rapidez e a urgência necessárias.
O Poder Público precisa reassumir o controle das penitenciárias e dos presídios, hoje controlados por facções criminosas. Do contrário, toda a sociedade continuará vulnerável às consequências da não aplicação correta da lei, que exige das autoridades públicas o combate ao crime e a aplicação das penas segundo critérios legais, não de barbárie.
Do jeito que estão, as prisões servem como escolas do crime, com graduação e pós-graduação nas mais diferentes práticas criminosas, violentas e repulsivas. Cabe ao Estado fazer com que as prisões voltem a ser destinadas a seu verdadeiro propósito, que é garantir a custódia dos presos e a correta aplicação da pena aos condenados.
Outro fato que exige do Poder Público medidas urgentes para resolver os problemas do sistema prisional é a recente decisão do STF de permitir a prisão antes do fim dos processos, que deve resultar em aumento da população carcerária. A superlotação inibe o coreto funcionamento do sistema e agrava a situação que já é trágica.
É preciso atuar para que a ressocialização dos detentos, após o cumprimento da pena, seja bem-sucedida. Esses são os fundamentos do sistema prisional, que estão estabelecidos em lei e precisam ser recuperados rapidamente pelo Poder Público, sob pena de perpetuar uma situação que coloca em risco toda a sociedade.”
Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB
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O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral de recurso extraordinário que questiona lei do município de Estrela D’Oeste (SP) que instituiu a Taxa de Fiscalização de Licença para o Funcionamento das Torres e Antenas de Transmissão e Recepção de Dados e Voz. A ação foi apresentada pel…
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