Trabalhador não pode se beneficiar de acordo coletivo de sindicato que não o representa. Com esta tese, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou recurso de um empregado da empresa que opera o bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, contra decisão que negou seu reconhecimento de est…
Arquivos Mensais:setembro 2016
Moraes Pitombo: Sem reforma na lei, não cabe prisão antecipada
Há temas que ressurgem, vez ou outra, na dialética entre prisão e liberdade. Agora se repetem argumentos do passado para justificar a necessidade de conferir pretensa maior eficácia à jurisdição penal, sem o imaginado alongar indevido dos recursos nas cortes superiores.
Como o debate não ocorr…
A ficha caiu: trocando seis por meia dúzia no controle da gestão
Algumas expressões populares permanecem válidas mesmo perdendo o seu sentido original: servem não somente para dar uma pista sobre a idade de quem as invoca, mas também para sugerir significado que ainda faça sentido. É o caso de “cair a ficha”, sentença que ainda possui utilização mesmo entre al…
Advogado é preso na Inglaterra por roubar clientes idosos
A Ordem dos Advogados da Inglaterra anunciou mais um advogado expulso da profissão. Dessa vez, o defensor perdeu o direito de advogar por ter roubado 7,8 mil libras (R$ 33 mil) que seriam usadas por um cliente idoso para pagar casa de repouso e mais 2,4 mil libras (R$ 10 mil) da conta corrente de…
Saeki Advogados ganha mais quatro sócios a partir desta quinta-feira
O escritório Saeki Advogados tem quatro novos sócios: Luiz Renato do Valle de Moura Leite, Michele Restum Haidar, Raul Gazetta Contreras e Thalita De Marco Vani.
Leite está na banca desde 2000. Líder da área fiscal, é associado ao Instituto Brasileiro de Direito Tributário e também atua em Dir…
Folha de S.Paulo: Necessidades do pós-impeachment, por Claudio Lamachia
Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, publicou artigo nesta quinta-feira (1º) no jornal “Folha de S.Paulo” sobre as necessidades do país após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. No texto, o advogado afirma que “a sociedade deve fazer sua parte e cobrar dos políticos, eleitos para defender os interesses do povo e não de um ou outro grupo econômico, que aprovem as leis necessárias para aprimorar a democracia e reprovem os projetos que agridam o Estado democrático de Direito e os direitos individuais”. Leia abaixo o texto completo:
Necessidades do pós-impeachment
Por Claudio Lamachia
A cassação do mandato presidencial de Dilma Rousseff ocupa lugar de destaque na lista dos fatos tristes da história do Brasil.
É lamentável que uma líder eleita para guiar a nação tenha cometido crimes de responsabilidade e, por isso, tenha sido condenada a perder o cargo, de acordo com o que estipula a Constituição.
Neste momento, cabe observar que estão expostas contradições da ainda jovem democracia brasileira. Sob alguns aspectos, existe alto nível de maturidade. Sob outros, ainda há carência de aprimoramentos urgentes.
O fato de a lei ter sido respeitada e aplicada de forma rigorosa é benéfico para a superação da crise moral e ética sem precedentes que abate a nação. A legislação é clara ao afirmar que o impeachment é a punição correta para os crimes de responsabilidade cometidos pela chefe do Executivo.
Todo o processo foi conduzido de forma legal, inclusive sob a égide de regras definidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Não existe, portanto, golpe de Estado no Brasil.
Deficiências e vulnerabilidades escancaradas neste momento lamentável devem ser absorvidas de modo a produzir um futuro melhor e não a reproduzir os erros recorrentes na história recente.
Após o grande avanço introduzido pela Lei da Ficha Limpa e pela proibição da doação empresarial a partidos e candidatos, por exemplo, é preciso aprovar logo uma lei que tipifique o crime de caixa dois. É absurdo que essa prática ainda não seja criminalizada, mesmo após tantos escândalos derivados dela.
A sociedade deve fazer sua parte e cobrar dos políticos, eleitos para defender os interesses do povo e não de um ou outro grupo econômico, que aprovem as leis necessárias para aprimorar a democracia e reprovem os projetos que agridam o Estado democrático de Direito e os direitos individuais.
Os cidadãos, além disso, não podem esquecer de sua grande responsabilidade na construção de um país melhor. Para superar a crise e ajudar a elevar a autoestima nacional, todos precisam exercer ativamente os deveres da cidadania.
As formas mais básicas de cumprir essa obrigação são, antes da eleição, estudar a fundo a vida dos candidatos e, depois, fiscalizar o trabalho dos eleitos de maneira constante, não apenas quando as crises chegam ao auge, como ocorreu nos dois casos que resultaram em impeachment em um período curtíssimo -o de Fernando Collor, em 1992, e o de Dilma Rousseff, agora em 2016.
Os integrantes do novo governo não poderão se eximir da responsabilidade maior que aceitaram ao ascender ao poder. Deve-se abandonar, com urgência, práticas ultrapassadas e já reprovadas pela sociedade, como a nomeação de pessoas sob investigação e a adoção de medidas prejudiciais aos serviços públicos básicos.
A crise não é só econômica -é também ética, moral e política. Por isso, medidas estritamente tecnocráticas não resolverão o problema. Saúde, educação, segurança pública e acesso à Justiça são serviços fundamentais e precisam receber mais investimentos para melhorar radicalmente no curto prazo.
Por outro lado, um bom primeiro passo para o ajuste econômico é cortar privilégios de autoridades e reduzir o número de cargos de confiança na máquina pública.
Esforço de união será necessário para que a oportunidade de melhora seja bem aproveitada. O revanchismo não contribui para atenuar os problemas estruturais, como desigualdade e corrupção, que afligem o país.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estará vigilante para que sejam respeitados a Constituição e direitos e garantias dos cidadãos.
Execução fiscal só abrange sócio que geria empresa no fato gerador
O redirecionamento da execução fiscal contra ex-sócio por dissolução ilegal de empresa só pode ocorrer se o réu geria a companhia na época do fato gerador. O entendimento, já pacificado, foi reafirmado monocraticamente pela ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, em recurso…
Entra em vigor o Novo Código de Ética e Disciplina da OAB
Brasília – Entrou em vigor nesta quinta-feira, 1º de setembro, o Novo Código de Ética e Disciplina da Advocacia, norma que regulamenta as condutas da advocacia brasileira no exercício da profissão.
Os debates foram intensos e amplamente democráticos para a construção do texto final. Com início da vigência anteriormente previsto para maio de 2016, uma decisão do Conselho Pleno da OAB Nacional adiou a entrada em voga da nova norma para que as Seccionais, por meio de consultas públicas à advocacia, sanassem dúvidas residuais acerca do conteúdo.
“O produto final é um texto que reflete ampla participação da advocacia brasileira. É extremamente importante que todos e todas tenhamos conhecimento do texto para que ajam dentro dos limites éticos e disciplinares que a sociedade espera de nós”, entende o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia.
No Plenário da OAB, a relatoria do processo ficou a cargo do ex-conselheiro federal Paulo Roberto de Gouvêa Medina (MG), detentor da Medalha Ruy Barbosa. Dos trabalhos de Medina enquanto relator, surgiu sua obra “Comentários ao Código de Ética e Disciplina da OAB”, lançada no último dia 30 de agosto.
Além disso, o documento contou com a efetiva contribuição da Comissão Especial para Estudo da Atualização do Código de Ética e Disciplina da OAB, atuante na última gestão e composta, além de Medina, por Claudio Stabile Ribeiro (MT), Carlos Roberto de Siqueira Castro (RJ), Elton Sadi Fulber (RO), José Danilo Correia Mota (CE) e José Lúcio Glomb (PR).
O STF se curvará à CF e à lei no caso da presunção da inocência?
Rios de tinta e milhares de caracteres foram gastos para discutir o julgamento do Habeas Corpus 126.292, que autorizou a execução provisória da sentença de segundo grau mesmo que haja recursos interpostos. Não conseguiria colocar aqui as dezenas de links sobre o tema. Como se sabe, em fevereiro d…
OAB vai ao TRF-1 ratificar pedido de habeas corpus a advogada de Roraima
Brasília – Nesta quarta-feira (31), o diretor-tesoureiro nacional da OAB, Oneildo Ferreira, acompanhado do procurador Nacional de Defesa das Prerrogativas, Charles Dias, da coordenadora da Procuradoria, Priscilla Lisboa, e do conselheiro federal Bernardino Neto (RR) reuniram-se com o desembargador federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Na visita, os representantes da Ordem ratificaram o pedido conjunto do Conselho Federal da entidade e da seccional de Roraima pela concessão de habeas corpus a uma advogada do estado presa sob acusação de promover irregularidades em uma licitação a partir da emissão de um parecer. Também foi requerida liminar a fim de sobrestar a ação penal.
Para Oneildo, o caso envolve a inviolabilidade do advogado por suas manifestações no regular exercício profissional. “A Ordem entende que o episódio poderá gerar precedente que refletirá na atuação de todos os advogados brasileiros”, completa.
O procurador Charles Dias, por sua vez, lembrou que a atuação do advogado não pode ser tolhida, “sobremaneira no caso em questão, já que é profissional indispensável à administração da Justiça e inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão”.
A Ordem entende que a advogada não cometeu crime algum, pois no exercício de seu cargo emitiu parecer jurídico em processo de procedimento licitatório, ainda que outras pessoas tenham, supostamente, utilizado indevidamente o referido trabalho técnico para cometer suposto ato ilícito.
Ausência
Por compromissos fora de Brasília, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, não pôde comparecer à audiência, mas reforçou que “prerrogativas são absolutamente sagradas para o advogado, não se podendo delas abrir mão, uma vez que é a cidadania quem perde quando o profissional da advocacia tem afrontas à sua atuação”.
Germano: Efetivar titular em cartório sem concurso é inconstitucional
No dia 24 de agosto de 2016, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o Projeto de Lei 80/2015, da Câmara dos Deputados, que pretende tornar efetivos os ocupantes dos cartórios que neles estão indevidamente.
Desde 1988, há quase 30 anos, a Constituição prevê que os cartórios seja…
Clarissa Yokomizo: CVM cria categorias de Fundos de Private Equity
Após audiência pública, a CVM publicou nesta terça-feira (30/8) a Instrução CVM 578, alterando disposições aplicáveis a Fundos de Investimento em Participações (FIPs). Dentre as alterações mais relevantes estão a criação de diferentes categorias de FIP, conforme a composição de suas carteiras. As…





