Foi lançado em Brasília nesta terça-feira (13/9) o livro Manual Esquemático das Eleições 2016, escrito pelo ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil Marcus Vinicius Furtado Coêlho e pelo advogado Erick Wilson Pereira. A obra explica a atual legislação eleitoral, as mudan…
Arquivos Mensais:setembro 2016
CNJ atualiza resolução sobre recesso forense para adequá-la ao CPC
Por maioria de votos, o Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução que esclarece sobre o recesso forense e a suspensão dos prazos processuais no período natalino, revogando, dessa forma, a Resolução CNJ 8/2005, que tratava do assunto.
A alteração foi necessária para adaptação ao artigo 220…
Equipamento de segurança não certificado gera insalubridade
O equipamento de segurança utilizado pelo trabalhador deve ter o certificado do Ministério do Trabalho e Emprego. Caso contrário, o funcionário tem direito a adicional por insalubridade. O entendimento é da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que não acolheu recurso de uma multinacional co…
Afastamento de gestor empresarial para eleição depende de monopólio
O administrador de empresa que se candidata a cargo eletivo no Executivo não precisa deixar o controle do empreendimento se a companhia não monopolizar a atividade comercial onde atua. Assim entendeu o juiz eleitoral Sidney da Silva Braga ao negar liminar para que impugnar a chapa de João Doria, …
“Reforma política é fundamental para o futuro do país”, afirma Lamachia
Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, afirmou nesta terça-feira (13) que o Brasil precisa ter a coragem de adentrar em temas áridos para uma reforma política efetiva, clamando ainda os cidadãos para que tenham consciência na hora de escolher seus representantes. A fala ocorreu durante a abertura do III Fórum de Direito Eleitoral organizado pela Ordem.
“Estamos em um importante momento da democracia brasileira e precisamos discutir o que queremos para o futuro de nosso país. Em especial, temos que trabalhar com uma reforma política efetiva, pois temas importantes têm escapado de um necessário debate. Assuntos áridos, como fundo partidário e a criação de partidos de aluguel”, sugeriu.
Segundo Lamachia, a OAB não tem se furtado ao seu papel institucional de lutar por melhorias nas instituições republicanas, tendo sido protagonista em conquistas como a proibição do financiamento empresarial em partidos e candidatos políticos. Para as eleições deste ano, a entidade montou comitês de fiscalização do caixa 2 em todas as 27 Seccionais.
“Temos que pensar também na responsabilidade que cada eleitor tem. A Constituição Federal é clara ao afirmar que o poder emana do povo. Grande parte da crise ética e moral que atravessamos vem por força da omissão de cada cidadão, todos nós, ao longo do processo eleitoral. Precisamos ter visão exata do poder e do significado do voto, o exercício pleno da cidadania. Voto não tem preço, voto tem consequências”, finalizou.
Presidente da Comissão Especial de Direito Eleitoral, Erick Pereira destacou o papel do advogado nas mudanças da sociedade, principalmente na questão do direito eleitoral. “Isso só pode ser feito com militância e com a proposição de ideias, que serão disseminadas através de debates como este que organizamos”, explicou.
José Alberto Simonetti, diretor-geral da Escola Nacional de Advocacia, organizadora do evento, elogiou medidas tomadas para as próximas eleições, como a diminuição do tempo de campanha. “É o impacto social que se fomenta por meio do direito. Eleitorialistas se tornam porta-vozes da democracia. Tudo o que vier pelo futuro depende do que fazemos agora. Portanto, façamos nossa parte”, disse.
O III Fórum de Direito Eleitoral, cujo tema são as mudanças nas eleições de 2016, reúne especialistas no tema para debater a minirreforma eleitoral trazida pela Lei nº 13.165/2015.
Conferência de abertura
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, proferiu a conferência magna de abertura do fórum, discorrendo em sua fala sobre os desafios do sistema eleitoral brasileiro e a atual crise de representatividade por que passa o país atualmente.
“Todos sabemos que passamos agora por uma profunda crise político-institucional. Muito do que se está vivendo tem a ver com o sistema político eleitoral. Produzimos sistema que ao longo do tempo revelou suas distorções, e responsabilidade do eleitor não pode ser esquecida: temos parte grande nisso, no processo de escolha”, afirmou Gilmar Mendes na abertura de sua palestra.
Em seguida, o ministro listou algumas das distorções de nosso sistema, como o sistema de lista aberta com quociente eleitoral. Também elencou a questão das coligações e uma tentativa frustrada de se estabelecer uma cláusula de barreira, além do excesso de partidos com pouca representatividade no Congresso. “O sistema tornou-se artificial”, criticou.
“É difícil fazer a reforma política, pois estaremos realizando o conserto do avião em pleno voo. Participantes estão decidindo o próprio futuro, então é preciso sempre que se dê prazo. Não se faz revolução, é preciso haver cuidado. Sabemos, também, que não temos mais alternativa, pois p sistema está exaurido. Pelo menos não chegamos a crise institucional sem controle, vivendo maior período de normalidade republicana de nossa história. O cidadão está virando as costas para o sistema, porque a dignidade dele caiu demais. Não podemos ter descrença na democracia”, continuou.
“Com tanto pessimismo, como fazer a reforma? Com a Operação Lava Jato, os participantes desta cena sabem que há risco para políticos e doadores. Esse pode ser o grande estimulo para mudar cultura. Vamos fazer dessas eleições um laboratório, para que possamos, OAB e Judiciário, saber quais propostas de reforma podem ser consistentes”, sugeriu.
“Temos tido vitalidade e criatividade institucional para superar desafios. Poderíamos ter chegado a essa era em estágio melhor, se tivéssemos sabido ler os sinais de exaustão anteriores. Mas não o fizemos, acreditamos na ideia do milagre, com certo populismo, nos deixando anestesiar. Não lamento o desfecho que nós tivemos, mas lamento que tivéssemos que chegar ao ponto que chegamos para perceber o problema”, finalizou.
Painéis
O membro honorário vitalício Marcus Vinicius Furtado Coêlho foi o palestrante do primeiro painel do III Fórum de Direito Eleitoral, abordando em sua aula os princípios do direito constitucional. Também saudou o papel da OAB e da ENA no processo de melhoria do país, lutando sempre pelo aprimoramento das instituições republicanas.
Entre os pontos apresentados pelo ex-presidente da OAB estão a normalidade e a legitimidade das eleições, ou seja, não basta que os cidadãos compareçam às urnas e votem, é necessário que o processo seja legítimo, sem abusos de poder econômico e com paridade de armas e igualdade de chances.
“Com a urna eletrônica temos autenticidade garantida, mas é preciso dar salto na legitimidade: como a vontade do eleitor está sendo construída? Eleitor põe o voto na urna de forma livre ou está sendo proferido através de práticas que firam a igualdade entre candidatos?”, exemplificou.
“Há de um lado o princípio do respeito ao mandato outorgado pelo povo e de outro a legitimidade. Princípios basilares do direito eleitoral. Sempre que o julgador cassar um mandato, tem que avaliar esses dois princípios. Não vulgarizar a cassação de mandato, mas também não ser leniente com abuso e práticas que ferem igualdade de chances”, continuou.
Marcus Vinicius abordou em sua aula os princípios da celeridade e da indisponibilidade das ações eleitorais. O primeiro, explicou, garante a tramitação mais acelerada dos processos, pois os mandatos têm prazos fixos. O segundo é sobre a predominância do interesse público e da normalidade, ou seja, não pode haver desistência das ações.
Confira neste link a apresentação elaborada por Marcus Vinicius Furtado Coêlho sobre os princípios do direito eleitoral.
O III Fórum de Direito Eleitoral teve continuação no período da tarde. Assessor chefe do TSE e consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Carlos Eduardo Frazão abordou questões relativas ao combate ao caixa 2 e o modelo de “compliance” para a advocacia. O debate teve o juiz do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba Marcos Souto Maior Filho como presidente e os advogados Fabrício Medeiros e Marilda Silveira como moderadores.
Em seguida, a ministra do TSE Luciana Lóssio ministrou palestra sobre o desafio da igualdade de gênero no âmbito do direito eleitoral e das eleições. Diana Câmara, secretária da Comissão Especial de Direito Eleitoral da OAB, também expôs sobre o tema. Leonardo Roberto Vasconcelos, presidente da Comissão Eleitoral da OAB-CE, presidiu a mesa, tendo como moderadores Luciana Diniz Nepomuceno e Solano Damacena, membros da Comissão Especial.
Atualização do Código e da Legislação Eleitoral foi o tema da mesa seguinte, que teve como expositores o presidente da OAB do Amazonas, Marco Aurélio Choy, e o presidente da Comissão Especial de Direito Eleitoral, Erick Pereira. Gabriela Rollemberg, vice da Comissão Especial, moderou o encontro.
Na mesma mesa foram debatidos os próximos desafios da Justiça Eleitoral e o aprimoramento dos sistemas eleitorais. Admar Gonzaga, ministro do TSE, foi o palestrante convidado. Delmiro Dantas Neto, da comissão da OAB, moderou a mesa, que teve presidência de Carolina Louzada Petrarca, conselheira federal da OAB e membro do Conselho Consultivo da ENA.
O advogado Gustavo Severo foi o palestrante do último painel, falando sobre o abuso do poder nas eleições e os mecanismos de controle. Marisa Almeida, vice-presidente da OAB-RN, presidiu a mesa, tendo como moderador Joelson Dias, vice-presidente da Comissão Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
O evento, que contou com mais de 1.200 inscritos, teve transmissão ao vivo pelo portal da OAB. Posteriormente, os vídeos dos painéis serão disponibilizados nos canais da Ordem e da ENA.
Ministro não pode ser responsabilizado por fatiamento, diz Senado
O presidente do Supremo Tribunal Federal tem papel restrito quando comanda o Senado no processo de impeachment do presidente da República. A ele cabe apenas o controle da legalidade de aspectos regimentais e procedimentais. Por isso, não pode ser responsabilizado pelo mérito das decisões tomadas …
USP abre vagas para docentes de Direito Financeiro e Direito Penal
A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo está com vagas abertas para professores titulares de Direito Financeiro (uma) e Direito Penal (duas). Os cargos têm salário inicial de R$ 6.979,53.
Os postos de docente foram abertos devido às aposentadorias de Regis Fernandes de Oliveira (Di…
Empresa deve enviar trabalhador para perícia antes de cortar salário
Caso o empregador ache que o trabalhador não tem condições de desempenhar sua função, ele deve encaminhá-lo para perícia do INSS, e não simplesmente vetar sua volta ao trabalho. Com esse entendimento, a 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão que condenou uma empresa do ramo ali…
Justiça deve priorizar previdência e combate à corrupção, diz estudo
A Justiça Federal deve priorizar os processos relacionados à concessão de benefícios previdenciários e de combate à corrupção. Foi o que membros das carreiras jurídicas da Advocacia-Geral da União e órgãos vinculados apontaram na pesquisa Governança Participativa, feita pelo Conselho da Justiça F…
Após dois anos, MPF faz denúncia com tese principal da “lava jato”
Depois de dois anos, a força-tarefa da “lava jato” apresentou, nessa segunda-feira (12/9), a primeira denúncia pela tese principal da operação: a de que empreiteiras formaram um cartel para fraudar licitações de obras da Petrobras e superfaturá-las. Para garantir o funcionamento desse esquema, el…
Renato de Moraes: Trânsito em julgado não permite interpretação
Em 22 de setembro de 2008, esta revista fez publicar texto de minha autoria[1], em que comentava o julgamento do HC 84.078-MG, interrompido pelo pedido de vista do ministro Menezes Direito, hoje falecido.
Rememorando, tratava-se de julgamento significativo para assegurar efetividade ao princíp…
Servidora prorroga licença-maternidade por ter tido filho prematuro
A importância dada à maternidade pela Constituição Federal (artigos 201, II; 203, I; 10, II, “b”, ADCT e 7º, XVIII) garante a prorrogação da licença-maternidade às mães que precisam cuidar de seus filhos nascidos com algum problema de saúde. O entendimento foi aplicado liminarmente pelo juiz Rodi…
Ação Penal é último recurso a ser usado em causa fiscal, decide juiz
As ações questionando dívidas tributárias de contribuintes devem permanecer na área fiscal até que todas as possibilidades sejam esgotadas, para então ser aberta Ação Penal contra o devedor, pois esse dispositivo deve ser usado como último recurso pare obter o montante devido. O entendimento foi …
PEC que cria cláusula de barreira e outras regras avança no Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (13/9) Proposta de Emenda Constitucional que, entre outras medidas, estabelece cláusula de barreira para os partidos, acaba com as coligações em eleições proporcionais a partir de 2020 e ainda cria a federação de parti…
Ex-prefeito de Taubaté e mais 7 são condenados por desvio de verba
A 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo condenou, em dois processos distintos, o ex-prefeito de Taubaté (SP) Roberto Pereira Peixoto por lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e crimes contra as licitações. Somadas, as penas ultrapassam 38 anos de prisão, além de ter sido fixado o pagamen…





