Nas duas colunas anteriores (aqui e aqui), vimos que os direitos sociais, na condição de direitos fundamentais, integram o elenco dos limites materiais à reforma constitucional no âmbito de nossa CF, fazendo parte assim do que costuma se chamar de identidade (ou núcleo material) da ordem constitu…
Arquivos Mensais:junho 2016
“Caixas de Assistência desempenham papel essencial para a advocacia”, afirma Lamachia
Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, participou nesta sexta-feira (10), da I Feira Nacional das Caixas de Assistência, ocorrida em Porto Alegre (RS).
Na ocasião o presidente destacou a importância da atuação conjunta entre o Conselho Federal e a Concad, que por meio do Clube de Serviços aos Advogados tem realizado parcerias que oferecem uma excelente gama de produtos e serviços a preços sem igual no mercado.
O presidente também ressaltou a importância do trabalho realizado pelas Caixas de Assistência, que segundo ele, “desempenham papel absolutamente essencial no fortalecimento da advocacia brasileira. São responsáveis por fortalecer o lado social que a Ordem faz questão de manter junto aos advogados”, aponta Lamachia.
O evento contou ainda com a presença do presidente nacional da Concad, Ricardo Peres, da presidente da CAA/RS e anfitriã, Rosane Ramos, do presidente da seccional gaúcha da OAB, Ricardo Breier, além de inúmeros dirigentes de Ordens e Caixas de todo o país.
Regra da distribuição do ônus da prova da CLT está em pleno vigor
O Tribunal Pleno do Tribunal Superior do Trabalho aprovou, na segunda-feira (30/5), a Resolução 209/2016, que edita três novas súmulas e altera diversos outros itens de sua jurisprudência. Os novos verbetes tratam de ônus da prova para obtenção de vale-transporte e da regularidade do depósito do …
Garantias do Estatuto da Terra não valem para grandes empresas
As normas protetivas do Estatuto da Terra não valem para os grandes empreendimentos rurais. Foi o que concluiu a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao julgar um recurso em que uma empresa de agropecuária reivindicava a preferência na aquisição da terra que havia arrendado para pastagem de s…
Maurício Campos Jr: Populistas querem acabar com direito de defesa
Artigo originalmente publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10/6) com o título “Ataque ao direito de defesa”.
A advocacia foi, ao longo da história, respeitada como instituição dedicada à defesa da liberdade, do Estado democrático de Direito, da cidadania. Essas prerrogativas …
Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta sexta-feira
Os áudios revelados pelo delator Sérgio Machado, que gravou integrantes do governo de Michel Temer e outros peemedebistas, mostram um “ataque incisivo” à “lava jato” e ao combate à corrupção por “alguns políticos específicos”, diz o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-t…
Escolas não podem cobrar a mais de alunos com deficiência, decide STF em ação que OAB atuou
Brasília – O Supremo Tribunal Federal julgou constitucionais os dispositivos do Estatuto da Pessoa com Deficiência que estabelecem a obrigatoriedade de as escolas privadas promoverem a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular e prover as medidas de adaptação necessárias sem que ônus financeiro seja repassado às mensalidades, anuidades e matrículas. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9), no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.357, na qual a OAB Nacional atuou como “amicus curiae”.
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, classificou como uma grande vitória dos direitos humanos o julgamento. “O STF reconhece que a educação é um direito de todos os brasileiros e que não pode haver discriminação quanto aos alunos com deficiência. Nossa Constituição prevê a igualdade de condições entre os cidadãos, garantia que não deve ser jamais ignorada. Temos, cada vez mais, que promover a inserção das pessoas com deficiência em todos os contextos”, afirmou.
A maioria dos ministros da Suprema Corte seguiram o voto do relator, Edson Fachin. O magistrado salientou que o Estatuto reflete o compromisso ético de acolhimento e pluralidade democrática adotados pela Constituição Federal ao exigir que não apenas as escolas públicas, mas também as particulares, devem pautar sua atuação educacional a partir de todas as facetas e potencialidades do direito fundamental à educação. “O ensino privado não deve privar os estudantes – com e sem deficiência – da construção diária de uma sociedade inclusiva e acolhedora, transmudando-se em verdadeiro local de exclusão, ao arrepio da ordem constitucional vigente”, afirmou.
A ADI nº 5.357 foi ajuizada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) para questionar a constitucionalidade do parágrafo primeiro do artigo 28 e caput do artigo 30 da Lei 13.146/2015. Segundo a entidade, as normas representam violação de diversos dispositivos constitucionais, entre eles o artigo 208, inciso III, que prevê como dever do Estado o atendimento educacional aos deficientes.
A OAB sustentou que no artigo 208, inciso III, a Constituição, ao prever a obrigação de atendimento educacional especializado aos deficientes, utiliza a expressão “rede regular de ensino”, que contempla instituições públicas e privadas. “As escolas particulares não podem se eximir de sua responsabilidade social de proteger e atender as pessoas com deficiência. O dever é da sociedade e a Constituição Federal em nenhum momento definiu que esse atendimento seria obrigação somente do Poder Público”, completou.
O ministro Fachin ressaltou que as escolas não podem se negar a cumprir as determinações legais sobre ensino, nem entenderem que suas obrigações legais limitam-se à geração de empregos e ao atendimento à legislação trabalhista e tributária. Também considera incabível que seja alegado que o cumprimento das normas de inclusão poderia acarretar em eventual sofrimento psíquico dos educadores e usuários que não possuem qualquer necessidade especial. “Em suma: à escola não é dado escolher, segregar, separar, mas é seu dever ensinar, incluir, conviver”, afirmou o relator.
O relator destacou em seu voto que o ensino inclusivo é política pública estável, desenhada, amadurecida e depurada ao longo do tempo e que a inclusão foi incorporada à Constituição da República como regra. Ressaltou que a Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, que tem entre seus pressupostos promover, proteger e assegurar o exercício pleno dos direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, foi ratificada pelo Congresso Nacional, o que lhe confere status de emenda constitucional. Segundo ele, ao transpor a norma para o ordenamento jurídico, o Brasil atendeu ao compromisso constitucional e internacional de proteção e ampliação progressiva dos direitos fundamentais e humanos das pessoas com deficiência.
Votos
Ao acompanhar o relator, o ministro Luís Roberto Barroso destacou a importância da igualdade e sua relevância no mundo contemporâneo, tanto no aspecto formal quanto material, especialmente “a igualdade como reconhecimento aplicável às minorias e a necessidade de inclusão social do deficiente”.
Também seguindo o voto do ministro Fachin, o ministro Teori Zavascki ressaltou a importância para as crianças sem deficiência conviverem com pessoas com deficiência. “Uma escola que se preocupe além da questão econômica, em preparar os alunos para a vida, deve na verdade encarar a presença de crianças com deficiência como uma especial oportunidade de apresentar a todas, principalmente as que não têm deficiências, uma lição fundamental de humanidade, um modo de convivência sem exclusões, sem discriminações em um ambiente de fraternidade”, destacou.
Votando pela improcedência da ação, a ministra Rosa Weber afirmou que, em seu entendimento, muitos dos problemas que a sociedade enfrenta hoje, entre eles a intolerância, o ódio, desrespeito e sentimento de superioridade em relação ao outro talvez tenham como origem o fato de que gerações anteriores não tenham tido a oportunidade de conviver mais com a diferença. “Não tivemos a oportunidade de participar da construção diária de uma sociedade inclusiva e acolhedora, em que valorizada a diversidade, em que as diferenças sejam vistas como inerentes a todos seres humanos”.
Segundo o ministro Luiz Fux, não se pode analisar a legislação infraconstitucional sem passar pelas normas da Constituição, que tem como um dos primeiros preceitos a promoção de uma sociedade justa e solidária. “Não se pode resolver um problema humano desta ordem sem perpassarmos pela promessa constitucional de criar uma sociedade justa e solidária e, ao mesmo tempo, entender que hoje o ser humano é o centro da Constituição; é a sua dignidade que está em jogo”, afirmou, ao votar pela validade das normas questionadas. Ao também seguir o voto do ministro Fachin, a ministra Cármen Lúcia afirmou que “todas as formas de preconceito são doenças que precisam ser curadas”.
O ministro Gilmar Mendes acompanhou o voto do relator, mas apontou a necessidade de se adotar no País uma cláusula de transição, quando se trata de reformas significativas na legislação. Afirmou que muitas das exigências impostas por lei dificilmente podem ser atendidas de imediato, gerando polêmicas nos tribunais. O ministro afirmou ainda que “o Estatuto das Pessoas com Deficiência efetiva direitos de minorias tão fragilizadas e atingidas não só pela realidade, mas também pela discriminação e dificuldades com as quais se deparam”.
Já o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, enfatizou a convicção atual de que a eficácia dos direitos fundamentais também deve ser assegurada nas relações privadas, não apenas constituindo uma obrigação do Estado. Afirmou que o voto do ministro Fachin é mais uma contribuição do Supremo no sentido da inclusão social e da promoção da igualdade.
Com informações do STF
ENA estreia novo portal on-line com diversos recursos
Brasília – A Escola Nacional de Advocacia estreia nesta sexta-feira (10) novo portal on-line. O espaço digital apresenta diversas novidades e conta com desenho inovador e moderno, aproximando advogados de todo o país do braço cultural e educacional da OAB Nacional. Com o novo site, a ENA também agrega informações das escolas superiores dos Estados.
Segundo o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, o fortalecimento da atuação da ENA é uma das bandeiras da atual gestão. “A formação continuada de qualidade dos advogados é missão institucional da Ordem, devendo ela se pautar pela vanguarda de pensamento e de inovação. A construção do novo portal da Escola promoverá a interação cada vez maior da OAB com os advogados do Brasil”, saudou.
Para o diretor-geral da ENA, José Alberto Simonetti, classificou como uma nova era os passos que a ENA dará na atual gestão do Conselho Federal da OAB. “A visão da Ordem e da ENA convergiram e começamos a caminhar juntos com este objetivo. A ENA tem sido atendida em todos os seus pleitos. É uma emoção ver a escola prestigiada”, afirmou.
O novo site da ENA tem desenho semelhante ao do Conselho Federal e apresenta diversas novidades, como atualização on-line dos cursos das ESAs de todos os Estados, espaço próprio para colunas e artigos, assim como notícias relacionadas à ENA e às ESAs. Também há aba específica para vídeos e palestras, além de informações institucionais: histórico, diretoria e relatórios de gestão.
Instituto questiona no Supremo prisão antes do trânsito em julgado
O Instituto Ibero Americano de Direito Público é mais uma entidade que quer a revisão, pelo Supremo Tribunal Federal, da possibilidade de prisão antes do trânsito em julgado. A entidade ajuizou petição no STF na quarta-feira (8/6) para ser amicus curiae nas ações declaratórias de Constitucionalid…
Em épocas de crise, é preciso proteger o trabalhador, diz ministro
A Justiça do Trabalho vive um momento delicado no Brasil. Além do corte das verbas, o que pode paralisar suas atividades antes do fim do ano, a Justiça trabalhista convive com a possibilidade de ver suas regras alteradas. Recentemente, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o gover…
TPI reclama de inércia da ONU perante a crimes cometidos no Sudão
A procuradora-chefe do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, clamou mais uma vez pela ajuda do Conselho de Segurança da ONU para prender o presidente do Sudão, Omar Al Bashir. O TPI tenta julgar Bashir por crimes contra a humanidade há mais de dez anos, mas ele tem ignorado mandado de pri…
Novo chefe da Defensoria quer “relação positiva” com dativos e OAB
O novo defensor público-geral de São Paulo, Davi Eduardo Depiné Filho, assumiu oficialmente a cadeira na noite desta quinta-feira (9/6) e declarou estar disposto a enfrentar desafios para atender moradores de rua, presos, mulheres vítimas de violência, desabrigados e “pixotes remasterizados”.
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TJ-SP admite primeiro incidente de resolução de demanda repetitiva
O primeiro Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) suscitado em São Paulo foi aceito nesta quarta-feira (8/6) pela Turma Especial de Direito Privado 2 do Tribunal de Justiça paulista. A medida foi criada pelo artigo 976 do novo Código de Processo Civil.
O pedido, apresentado por …
Veja indenizará ex-secretário municipal por chamá-lo de corrupto
A revista Veja indenizará em R$ 50 mil o ex-secretário de Dourados (MS) Eleandro Passaia por tê-lo ligado a um esquema de pagamento de propinas pagas a magistrados e promotores de Justiça com dinheiro da prefeitura da cidade e por chamá-lo de “amigo da onça” por causa da delação feita por ele às …
CNJ analisará caso de juiz que cassou decisão de outro em MT
O Conselho Nacional de Justiça decidiu analisar o caso de um juiz que cassou a sentença de outro para proferir decisão em sentido contrário. O Plenário do órgão seguiu voto da corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, para transformar um pedido de providências em revisão disciplin…





