A Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (Emag) promove, nos dias 23 e 24 de junho, o I Congresso de Direito Ambiental, Agrário, Minerário e Portuário da Justiça Federal da 3ª Região, para debater temas de interesse dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, como desapropriaçõe…
Arquivos Mensais:junho 2016
União pagará R$ 20 mil por exibir vídeo de policial bêbado em cursos
O policial que aparecia bêbado após um acidente de trânsito em um vídeo exibido nos cursos de formação da Academia Nacional da Polícia Federal será indenizado em R$ 20 mil pela própria União. A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS) condenou o Estado por ter exposto o se…
Casa noturna é condenada a indenizar jovem por estupro coletivo
Vítima de estupro coletivo em uma casa de festas em Santos (SP) quando tinha 17 anos, uma jovem deverá ser indenizada por dano moral pela casa noturna em R$ 180 mil. A sentença é do juiz José Vitor Teixeira de Freitas, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Santos. Inconformados, os quatro sócios do es…
Empresa indenizará em R$ 30 mil terceirizado que sofreu acidente
Empresa que contrata terceirizados responde por acidentes de trabalho deles. Com esse entendimento, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso de uma companhia que foi condenada subsidiariamente a indenizar um trabalhador rural terceirizado vítima de acidente rodoviário. …
Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta quinta-feira
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rebateu nesta quarta-feira (15/6) as acusações feitas contra ele pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em sua delação premiada. “[A delação] cita, mas não prova nada. Com relação a mim, eu nunca autorizei ninguém parar falar em meu nome…
Eduardo Nobre comandará Leite, Tosto e Barros nos próximos anos
Depois de sete anos sob a gestão do sócio Charles Gruemberg, o conselho do escritório Leite, Tosto e Barros escolheu para o cargo de diretor executivo o sócio Eduardo Nobre, que será responsável pela gestão estratégica e administrativa do escritório pelos próximos dois anos.
Nobre tem quase …
STJ avalia se cabe ação individual em caso de expurgo inflacionário
O Superior Tribunal de Justiça avaliará se cabe ação individual para cobrança de expurgo inflacionário. O ministro Raul Araújo, da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, determinou o encaminhamento à 2ª Seção de recurso repetitivo que discute a possibilidade de conversão de ação individual de …
“Estados pagam dívida da União com a vida dos brasileiros”, diz Lamachia
Brasília – O presidente nacional da OAB criticou nesta quinta-feira (16) a maneira com que a União cobra a dívida dos Estados. Segundo Lamachia, é urgente o debate sobre o tema, porque o pagamento tem impedido os entes federados de investir em políticas públicas essenciais para os cidadãos. “Muitos Estados pagam a dívida com a vida dos brasileiros”, asseverou.
A afirmação de Lamachia foi feita durante seminário organizado pela OAB, pela Febrafite (Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais) e pela Auditoria Cidadã da Dívida para debater soluções para as dívidas dos Estados. O evento contou com representantes de dezenas de entidades da sociedade civil.
“Tenho afirmado que muitos Estados pagam a dívida com a vida de cidadãos brasileiros. É forte, mas é a realidade. Quando se paga juros exorbitantes em vez de aplicar na saúde, estamos pagando com a vida de brasileiros. Quando temos falta de recursos para investimento na segurança, com pessoas amedrontadas e morrendo assassinadas, pagamos a dívida com a vida de cidadãos”, explicou.
Para Lamachia, é absurdo, por exemplo, que o BNDES empreste dinheiro a empresas privadas com taxas de juros muito menores do que aqueles que Estados são obrigados a pagar à União. “Se queremos um novo Brasil, temos que discutir e resolver esta questão, encontrando solução real e definitiva que nos permita avançar. É urgente examinar tema com olhar crítico”, afirmou.
O presidente da Febrafite, Roberto Kupski, lamentou que os Estados sangrem há tantos anos, algo que tem “machucado e prejudicado muitas pessoas”. “Defendemos que a dívida deve ser paga sem juros. Não cabe à União cobrar juros exorbitantes de outras entidades federativas. A dívida serve de pano de fundo para tirar autonomia dos entes federativos”, disse.
Representante da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli afirmou que a dívida dos Estados já foi paga várias vezes. “São dívidas que já nasceram infladas com os passivos dos Estados, aplicando-se juros exorbitantes, os empurrando, assim, para a falência, impossibilitados de atender os direitos sociais. Isto tem sido esquema que usa o nome de dívida para amarrar nosso país”, criticou.
Rodrigo Delmasso, deputado distrital, classificou como primordial o debate realizado nesta quinta para entender a crise econômica que o país atravessa nos últimos tempos. “A falta de política de incentivo ao setor produtivo que leve à produção de riquezas dos Estados é um dos pilares da crise, assim como a falta de coragem para uma reforma tributária. União não pode ser banco que empresta dinheiro com objetivo de ter lucro, pois coloca os Estados em situação de dependência”, afirmou.
Origem do problema
João Pedro Casarotto, auditor fiscal da Secretaria da Receita do Rio Grande do Sul, traçou panorama das dívidas dos Estados, que remontam principalmente à mudanças financeiras trazidas pelo Plano Real. Entre os números apresentados, mostrou-se que o refinanciamento das dívidas estaduais em 1999 teve o montante de R$ 122 bilhões. Até 2014 foram pagos R$ 246 bilhões, sendo o que saldo devedor alcançava naquele ano R$ 442 bilhões. Como solução, propôs que Estados devolvem com correção monetária o valor recebido, sendo que os que pagaram a mais têm de ser ressarcidos.
“A insolvência dos Estados decorreu do Plano Real, da Lei Kandir [sobre impostos dos Estados na circulação de mercadorias], a desvalorização cambial, a restrição de créditos e o aumento compulsório. Tudo isso gerou menos receita. Com juros altos, há mais gastos, gerando descontrole nas finanças dos Estados e a imposição de contratos leoninos. O estrangulamento dos Estados foi objetivo políticos”, afirmou.
Maria Lucia Fattorelli explicou que muitas das dívidas nasceram obscuras, pois foram tomadas ainda nas décadas de 70 e 80 por meio de resoluções do Senado que sequer mencionavam a finalidade dos empréstimos ou quem eram os credores. Na década de 90, esse montante sofreu impacto com a política monetária federal. “O Plano Real acabou com a inflação, mas o juro era de 45% na taxa básica, provocando uma distorção brutal nas dívidas”, disse.
“O crescimento exponencial da dívida nos trouxe aos dias atuais. Qual a proposta do governo? Tesouro e Senado têm aprovado contratação de dívidas externas pelos Estados para pagar a União, uma verdadeira aberração. Esquemas sofisticados atuais geram ainda mais obrigações e comprometem as futuras gerações. Este é o cenário para contrarreforma e projetos abusivos, como os que congelam gastos do governo em direitos sociais”, criticou.
DNIT tem competência para aplicar multas por excesso de velocidade
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) possui competência para fiscalizar o trânsito e aplicar multas por excesso de velocidade nas rodovias federais. A decisão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que reformou acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
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Empréstimo feito por holding pode deduzir do lucro de empresa
Empréstimos tomados ou assumidos pela holding e repassados a outras empresas do grupo com juros menores do que os a serem pagos pela controladora podem ser deduzidos do lucro bruto, desde que a responsabilidade pelo pagamento do montante esteja definida por obrigação contratual ou que o aporte se…
OAB-RJ pede ao Cade que proíba a fusão entre Kroton e Estácio
A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil não quer fusão entre a Kroton Educacional e a Estácio Participações. Dizendo-se preocupada com os efeitos no ensino privado, a entidade pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que impeça a operação.
“Ainda que haja um …
Nomeação pela via judicial não gera direito a demais candidatos
O fato de a Justiça determinar a nomeação de um candidato aprovado em concurso público não gera o mesmo direito aos outros candidatos, mesmo aqueles aprovados em melhor posição. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao negar um mandado de segurança de um candidato ap…
Atraso na entrega de imóvel, em regra, não dá direito a dano moral
O atraso na entrega de imóvel comprado na planta, em regra, não dá ao comprador o direito de receber pagamento de dano moral da construtora responsável pela obra. A decisão unânime foi da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao analisar um caso que aconteceu em Brasília.
De acordo com o r…
TJ-SP mostra os marimbondos “Direito” e “moral” se autodevorando
A ConJur noticia que o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, de ofício, ao analisar um Habeas Corpus durante um plantão judicial, decretou a prisão preventiva de um homem que furtou um celular. O suspeito teve sua prisão decretada em primeira instâ…
Interesse público não permite que notícia seja apagada da internet
Apagar notícias da internet é retomar práticas de momentos sombrios da humanidade, quando poderosos queimavam livros e destruíam bibliotecas. O entendimento é da 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou o pedido de “direito ao esquecimento” feito por um homem r…





