O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta segunda-feira (9/5) declarar constitucional a lei estadual que alterou as regras para a nomeação dos chefes dos cartórios judiciais — o antigo cargo de escrivão.
Até a edição da Lei 6.471, em junho de 2013, valia a regra p…
Arquivos Mensais:maio 2016
TST admite depósito de astreinte antes do trânsito em julgado de ACP
O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que é admissível a exigibilidade do pagamento de multa em ação civil pública antes do trânsito em julgado da decisão condenatória, mediante depósito em juízo. O levantamento pelo beneficiário, porém, somente ocorrerá após o trânsito em julgado.
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Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta terça-feira
O Tribunal Superior Eleitoral está sem recursos suficientes para organizar as eleições municipais de outubro. De R$ 750 milhões que estavam previstos no orçamento, 35% foram cortados pelo Congresso Nacional, num total de R$ 256,6 milhões. De acordo com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribuna…
O pré-jogo criminal para além das fantasias dogmáticas tradicionais
A investigação preliminar não é lugar para amadores. Independente da posição ocupada pelo sujeito (investigador, investigado, defensor, fiscal etc), necessário que tenha plena ciência do espaço ocupado e das peculiaridades desta fase instrutória prévia, uma vez que seus efeitos serão determinante…
Representantes da OAB debatem novas normas disciplinares
Representantes de todas as seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil estão reunidos para debater maneiras de uniformizar procedimentos conforme o novo Código de Ética da Advocacia, aprovado em 2015 e que entra em vigor em setembro deste ano. O tema está em pauta no X Encontro de Presidentes de …
Inércia de administrador não justifica extinção de insolvência
Inércia de administrador não justifica extinção de processo de insolvência. Com esse entendimento, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reformou decisão que determinou a extinção de processo após pedido de arquivamento solicitado pelo administrador do feito. A sentença, confirmada no acórdã…
Lamachia defende novo pacto federativo com mais recursos para municípios
Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, cobrou a definição de um novo pacto federativo no Brasil, no qual municípios e Estados recebam mais do bolo tributário, extremamente concentrado na União. A afirmação foi feita durante a abertura da XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada na manhã desta terça-feira (10), em Brasília.
“Todos sabem o quanto sou crítico quanto ao dito pacto federativo que temos no Brasil. Ser um gestor municipal neste país é muito difícil. Há uma concentração absurda de arrecadação na União, em detrimento da valorização dos municípios. Isso tem que mudar. As políticas públicas básicas se dão nos municípios, que sofrem e são cobrados todos os dias por saúde, educação e segurança”, afirmou Lamachia.
O presidente reafirmou o compromisso da OAB com a defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição Federal, valorizando o evento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios.
“Entendemos que precisamos ter uma nova e permanente discussão sobre o atual pacto federativo. É inadmissível que os municípios passem pelas dificuldades que vemos. Muito difícil ser hoje um gestor municipal com a forma que estamos vendo a distribuição do bolo tributário. Contem com a OAB para termos debate franco e responsável”, conclamou.
Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, afirmou que a situação nunca esteve tão dilapidada, em função do que vem se construindo no Brasil. Ele criticou a falta de repasse de recursos do Fundo de Participação, não compartilhadas com as cidades. “Não houve a regulação completa do pacto até hoje. Arrecadação vem caindo a cada ano, não tem como fechar a conta. O pacto andou para trás, as responsabilidades estão excessivamente altas”, explicou.
A senadora Ana Amélia, do Rio Grande do Sul, disse ser urgente implementar um verdadeiro e justo pacto federativo. “Não é possível o desequilíbrio na arrecadação entre os entes. Ser prefeito é um ato de coragem. A pauta federativa é justa institucionalmente, socialmente e politicamente. A vida acontece no município, e é nele que temos que mudar”, saudou.
Representando a Câmara, o deputado Paulo Cajado explicou que a atual crise econômica e política tem consequências graves para os gestores municipais, alertando que prefeitos em fim de mandato poderão ter problemas no fechamento das contas. “Municípios estão em situação de penúria. Qualquer governo que não tenha o respaldo dos municípios não se sustenta. Pacto federativo não pode ser excludente das demandas dos prefeitos, que não precisam ter de vir a Brasília com o pires na mão”, disse.
Ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes afirmou que a Lei de Responsabilidade Fiscal tem que valer para todos os entes da federação, mas que a Corte tem trabalhado em cooperação preventiva com os municípios, inclusive criando índices de governança. “Precisamos de estratégia e controle para percorrer caminho a longo prazo. Fazer polícia sacrificando o município não é pato federativo, precisamos de um novo momento para a nação”, declarou.
A abertura da XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios contou ainda com a participação de representantes do governo federal, associações de prefeitos, bancos públicos, organizações internacionais e prefeitos de todo o Brasil. O evento debaterá, até quinta-feira (12), os desafios de final do mandato das prefeituras.
Mulher chamada de “chata” por empresa de telefonia será indenizada
Não é razoável que alguém seja ofendido por reclamar dos seus direitos. Assim, o juiz Clovis Ricardo de Toledo Junior, da 9ª Vara Cível de São Paulo, condenou uma empresa de telefonia a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a uma cliente que teve o nome alterado para “chata” nos cadastr…
Dilma nomeia quatro advogados como titulares em tribunais eleitorais
A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta terça-feira (10/5) quatro advogados para tribunais regionais eleitorais. Eles serão titulares nas vagas destinadas a advogados nas cortes. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça.
Foram nomeados Everardo Gueiros para o TRE d…
Cooperativa em liquidação não está sujeita à Lei de Falências
Cooperativas em liquidação não estão sujeitas à Lei de Falências (Lei 11.101/2005). O entendimento foi pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça.
Em um dos casos, no Recurso Especial 1.109.103, a 1ª Turma concluiu que, em razão da natureza civil das cooperativas, a liquidação deve ser feita…
Prazo para inscrever ação em semana de conciliação acaba nesta sexta
Termina nesta sexta-feira (13/5) o prazo para apresentar os processos de ações trabalhistas que serão alvo de acordos ao longo da Semana Nacional da Conciliação Trabalhista. As empresas que desejarem participar do evento, que acontece de 13 a 17 de junho em todo o país, devem entrar em contato co…
IRPF de verbas trabalhistas segue alíquotas da época do benefício
O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente, por causa de ação trabalhista, deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido repassados. Assim entendeu a 4ª Turma Especializada do Tribunal Regional da 2ª Região …
Juridicamente, possibilidade de impeachment de Temer é incógnita
O vice-presidente Michel Temer (PMDB) é alvo de um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados, que teve seu andamento ordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio em abril. No entanto, advogados ouvidos pela ConJur divergem se tal processo teria continuidade caso a presiden…
Ademar Gomes: Novo artigo do Código de Trânsito fere a Constituição
A Lei 13.281/16, que altera dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), publicada na edição do último dia 5 no Diário Oficial da União, após sansão presidencial, fere frontalmente a Constituição brasileira. A norma fere o princípio do “nemo tenetur se detegere”, pois obriga o mo…
Mera alegação de negócio semelhante não justifica fechar fast food
Argumentos genéricos sobre semelhanças em conceito de negócio não podem impedir o funcionamento de um estabelecimento comercial, pois esse tipo de decisão gera risco de demissões e reflexos fiscais. Assim entendeu a desembargadora Ivanise Tratz Martins, da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça …





