O desmembramento da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki. Com a cisão, cada um dos fatos narrados pelo senador passará a ser uma ação independente. No STF, ficarão apenas os casos envolvendo pessoas…
Arquivos Mensais:abril 2016
Posto e distribuidora de combustível respondem por dano ambiental
No caso em que há múltiplos agentes poluidores, a responsabilidade entre eles é solidária pela reparação integral do dano ambiental. Com esse entendimento, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve decisão que condenou um posto e a distribuidora de combustível pelo vazamento de produtos …
Leia a defesa de Dilma apresentada por Cardozo na Câmara
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, apresenta, no final da tarde desta segunda-feira (4/4), a defesa da presidente Dilma Rousseff contra o pedido de impeachment na comissão especial da Câmara dos Deputados. Os argumentos usados pela AGU são a ausência de operações de crédito junto ao…
Morre no Rio o jurista e professor Denis Borges Barbosa
O advogado Denis Borges Barbosa também era instrumentista formado pelo Conservatório Brasileiro de Música.
Reprodução
Morreu no sábado (2/4), no Rio de Janeiro, o advogado e professor Denis Borges Barbosa, conhecido por sua atuação na área de propriedade intelectual.
Nascido em 1948, g…
Marco Aurélio será homenageado pelo TSE nesta terça-feira
STF
O Tribunal Superior Eleitoral vai homenagear o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feria (5/4). Ele é o único ministro a ter presidido o TSE por três vezes. Na última delas, em 2014, a corte investiu em campanhas de conscientização sobre a importância do vo…
Nicolao Dino assume vice-chefia do Ministério Público Eleitoral
O Ministério Público Eleitoral tem um novo representante. O subprocurador da República Nicolao Dino vai assumir o cargo de vice-procurador-geral Eleitoral — antes ocupado por Eugênio Aragão, que deixou o posto para ser ministro da Justiça. Dino integrava a coordenação da Câmara do Ministério Públ…
Direito de visitar filho não é definitivo ou absoluto, define STJ
O direito de visitação concedido à parte que não tem a guarda da criança, apesar de ter natureza afetiva, não tem caráter definitivo ou absoluto. O entendimento foi usado pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao suspender os encontros entre um pai e sua filha menor de idade. As visitas fo…
STJ considera deserto recurso sem guia de recolhimento de custas
Além do comprovante bancário, também é preciso apresentar as guias de recolhimento da União (GRU) para confirmar o pagamento de custas processuais. Esse foi o entendimento da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso declarado deserto.
No caso, a parte alegou que seria …
Deu na Conjur: “A OAB não segue partidos nem ideologias”, diz Lamachia
Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, concedeu entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, na qual afirma que a advocacia está unida pelo impeachment da presidente da República. Também explica por que a decisão tomada pela Ordem é totalmente democrática, tendo o respaldo de 26 das 27 Seccionais da entidade.
Leia abaixo a entrevita na íntegra:
Conjur — Em artigo publicado na Folha de S.Paulo desse sábado (2/3), Hélio schwartsman afirmou que os advogados estão em pé de guerra em razão do pedido de impeachment feito pela OAB, pois parte da categoria não teria sido consultada. A advocacia foi ou não ouvida?
Claudio Lamachia — A advocacia, representada pela OAB, foi quase unânime em apoiar o impeachment. O que existe dentro da OAB é uma situação de unidade, de união. O apoio ao impeachment da presidente da República foi decidido pela advocacia brasileira através de seus legítimos representantes, que são eleitos pelo voto direto dos quase um milhão de advogados e advogadas do país. O Conselho Federal da OAB é formado por 81 conselheiros federais. São três conselheiros de cada estado e do Distrito Federal. Eles foram quase unânimes no entendimento de que a OAB deve apoiar o impeachment. Das 27 unidades da federação, 26 concluíram que a Ordem deve pedir o impeachment. Há opiniões divergentes dentro da OAB e lidamos com isso de forma democrática e respeitosa. Um grupo de quase 20 advogados solicitou que eu não entregasse ao Congresso a petição doimpeachment, por exemplo. Explicamos a eles, e eles compreenderam, que eu não poderia deixar de cumprir uma determinação quase unânime do Conselho Federal e das 27 seccionais, que representam quase um milhão de integrantes da advocacia.
Conjur — A decisão de fazer o pedido de impeachment, então, foi democrática?
Claudio Lamachia — A decisão de pedir o impedimento da presidente foi democrática e seguiu critérios técnicos e jurídicos que passaram pelo crivo de uma ampla consulta à advocacia, por meio dos representantes eleitos diretamente pelos advogados e advogadas do país. A decisão de apoiar oimpeachment foi tomada em uma sessão pública, que foi acompanhada pelos veículos de mídia e também transmitida ao vivo pela própria OAB. Nos meses que antecederam essa reunião, os integrantes do Conselho Federal da OAB e das OABs estaduais estudaram o assunto. A conclusão foi que, das 27 OABs estaduais, 24 tiveram a chance de organizar consultas próprias e todas essas 24 seccionais que organizaram reuniões prévias concluíram pela necessidade do impeachment.
O tema só foi levado ao Conselho Federal depois de ampla consulta aos estados. Na instância nacional, 26 dos 27 estados concluíram pelo apoio aoimpeachment. Esse resultado, obtido de forma transparente e democrática, mostra que a classe está muito unida. Tivemos apenas um estado e um ex-presidente que se manifestaram contrários, o que devemos respeitar. Democracia é exatamente isso. A quase unanimidade manifestou sua posição, com amplo debate nos conselhos estaduais e no Conselho Federal, pelos eleitos democraticamente para representar a advocacia brasileira. Essa foi uma decisão democrática que mostra, também, que a OAB não segue partidos nem ideologias. A Ordem está comprometida com análises jurídicas e cumpre seu papel de guardiã da Constituição.
Conjur — O senhor acha que a maioria dos quase 800 mil advogados é a favor do afastamento da presidente?
Claudio Lamachia — Sim, a quase unanimidade em torno da decisão de apoiar o impeachment mostra, de forma matemática, que a maioria dos advogados e advogadas do país é a favor do impeachment. Temos hoje cerca de 960 mil brasileiros e brasileiras que exercem advocacia profissional, quase um milhão de profissionais representados pela OAB. A decisão de apoiar o impeachment foi obtida em um amplo e transparente processo democrático, envolvendo os representantes legítimos eleitos pelos advogados e advogadas de todo o Brasil. Houve consulta nos estados e, depois, na instância nacional. Todos os interessados puderam apresentar seus argumentos. Esse formato de consulta confere consistência à decisão final, seja ela qual for. A posição da OAB é técnica, é assim que a advocacia se manifesta.
Conjur — Qual é a situação do pedido agora?
Claudio Lamachia — A OAB já protocolou a denúncia e aguarda uma resposta da Câmara dos Deputados sobre os próximos passos.
Conjur — O novo pedido de impeachment apresentado pela OAB pode atrasar o processo já em curso na Câmara?
Claudio Lamachia — A OAB fez uma análise técnico-jurídica dos fatos e concluiu que existem fatos e leis que justificam o impeachment. Decisões sobre o rito da tramitação no Legislativo cabem, neste momento, à Câmara dos Deputados. A OAB quer que esse processo seja conduzido de maneira célere, respeitados todos os princípios constitucionais, notadamente do devido processo legal e da ampla defesa, para que o país consiga as soluções necessárias para a crise que está vivendo, seja qual for o resultado.
Conjur — No que o pedido da OAB difere do atualmente em curso na Câmara?
Claudio Lamachia— A denúncia protocolada pela OAB inclui entre as bases do pedido de impeachment, além das chamadas pedaladas fiscais, as renúncias fiscais para a Fifa em contrariedade à Lei de Responsabilidade Fiscal, a intenção de beneficiar um aliado político conferindo-lhe as prerrogativas de ministro de Estado e a tentativa de obstrução da Justiça. Importante ressaltar que a OAB não fez juízo de valor sobre os pedidos deimpeachment já apresentados. A OAB se manifestou sobre a questão quando avaliou haver elementos suficientes para fazê-lo.
Conjur — O artigo que foi publicado na Folha diz que a entidade tem uma estrutura antidemocrática, com a eleição indireta de seu presidente nacional. Como o senhor vê essa questão?
Claudio Lamachia — A OAB tem 85 anos de história e de relevantes serviços prestados para o Brasil e sua estrutura sempre foi esta, absolutamente democrática. As advogadas e os advogados do Brasil votam diretamente para eleger os conselheiros estaduais, os presidentes estaduais e os conselheiros federais da OAB. Os conselheiros federais, representantes legítimos da advocacia, elegem o presidente nacional da OAB.
Site de reclamações pode expor queixas contra bancas de advocacia
Site que publica reclamações de consumidores sobre serviços advocatícios não desrespeita as prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil. Com esse raciocínio, a juíza federal Renata Coelho Padilha, da 12ª Vara Federal Cível em São Paulo, negou um pedido do Conselho Federal da OAB e da seccional…
Aragão não pode ser ministro da Justiça, diz associação de delegados
José Cruz/Agência Brasil
Para a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), o ministro de Justiça, Eugênio José Guilherme de Aragão (foto), não poderia ter assumido o cargo por não ter escolhido o regime de carreira anterior à Constituição de 1988, proposto aos membros do Minis…
Indiciamento de Gleisi Hoffmann pela PF é abusivo, afirma defesa
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ajuizou nesta segunda-feira (4/4) uma reclamação contra o seu indiciamento pela Polícia Federal por recebimento de dinheiro da Petrobras para sua campanha em 2010. De acordo com a senadora, a PF não poderia indiciá-la sem autorização do Supremo Tribunal Federal,…
Fachin relaxa prisão preventiva de ex-secretários de Mato Grosso
Por não enxergar ameaça à ordem pública e à instrução criminal, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin estendeu a Marcel Souza de Cursi e a Pedro Jamil Nadaf — ex-secretários de Fazenda e de Indústria e Comércio de Mato Grosso, respectivamente —, os efeitos da decisão tomada pela 1ª …
Teori nega ações para anular nomeação de Lula para a Casa Civil
Aqueles que questionam judicialmente a violação de normas constitucionais na nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Justiça não o fazem em virtude de supostas irregularidades no ato da indicação, mas devido às circunstâncias dessa medida e ao fato de o petista estar …
Juiz nega vínculo trabalhista entre pastor e igreja evangélica
A configuração do vínculo de emprego está condicionada à presença dos pressupostos estabelecidos no artigo 3º da CLT, que são a pessoalidade, a onerosidade, a habitualidade e a subordinação jurídica. No entanto, se o trabalho for de cunho religioso, não há como reconhecer o contrato de trabalho.
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