Brasília – O portal jurídico Espaço Vital repercutiu nesta terça-feira (01), a atuação do Conselho Federal da OAB, em defesa da advogada que foi agredida por policial enquanto atendia um cliente em uma delegacia. Confira: O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, e o presidente da seccional do Tocantins, Walter Ohofugi Junior, estiveram reunidos ontem (29), em Palmas, com o governador daquele Estado, Marcelo Miranda, para requerer celeridade na apuração do caso de agressão praticada no sábado (27) pelo policial civil Márcio Parrião Ribeiro, contra a advogada Iara Maria Alencar, 63 de idade, em uma delegacia de polícia. Na visita, Lamachia e Ohofugi entregaram ao governador e ao subsecretário de segurança, Abizair Antônio Paniago, uma representação requerendo apuração célere dos fatos. O documento é também assinado pela Procuradoria de Prerrogativas da OAB-TO e pela Comissão de Proteção e Defesa da Mulher. A advogada Iara foi à delegacia, em Palmas (TO) atender um cliente menor de idade detido, mas quando conversava com o jovem foi surpreendida pelo agente policial, que além de desrespeitá-la como profissional, a xingou com palavras de baixo calão, a empurrou, a arrastou no chão e lhe apontou uma arma ameaçando dispará-la. A advogada ficou com hematomas no braço direito. A advogada Iara, que atua na área criminal há 40 anos, contou à imprensa local que atendia um cliente menor de idade. Após ela se identificar para o agente de polícia Márcio Parrião, houve um início de tumulto, iniciado pelo adolescente. Naquele momento, a advogada tentou controlar a situação, mas foi ofendida pelo policial, que a agrediu fisicamente e a empurrou duas vezes contra a parede, ainda imobilizando seu braço direito. Diante da situação, uma outra mulher que estava na delegacia para registrar uma ocorrência tentou intervir na ação do agente contra a advogada idosa. Então, Márcio Parrião sacou sua arma e a apontou para as duas mulheres, ordenando que elas se retirassem. Claudio Lamachia classificou o episódio como “uma covardia, por tratar de maneira violenta uma mulher de 63 anos, além de um flagrante desrespeito às prerrogativas da advocacia e ao Estado Democrático de Direito”. Para o presidente nacional da Ordem, não há nada no mundo que justifique o uso de xingamentos, a violência física ou o revólver apontado para a. advogada. “Governador, apure isso por meio do seu gabinete. A situação ultrapassou todas as fronteiras do trabalho da autoridade policial de forma definitiva. Isso é uma situação lamentável e que precisa de contundente resposta. Episódio isolado como esse pode denegrir um governo que seja sério”, frisou Lamachia. A advogada Iara acompanhou as visitas e agradeceu o respaldo da OAB Nacional e da OAB-TO. “Tenho 63 anos de idade e 40 anos de profissão. Nunca fui agredida dessa forma exercendo minha profissão. Para mim, esse profissional não está habilitado a trabalhar na Polícia Civil”, frisou. “Confesso que fiquei perplexo. Com agressões físicas e verbais eu não concordo. Nós vamos solucionar esse caso. O governo não vai deixar em branco esse episódio”, ressaltou o governador Marcelo Miranda, que determinou que o secretário de Segurança trate pessoalmente da questão.
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