Desde meados de 2010, os contribuintes têm tentado obter o reconhecimento da imunidade tributária para os leitores de livros eletrônicos (e-readers). O entendimento decorre da interpretação do artigo 150, inciso VI, alínea “d” da Constituição Federal, que garante a imunidade tributária de imposto…
Arquivos Mensais:setembro 2015
Facebook é condenado a pagar indenização e remover perfis falsos
O argumento de uma rede social de que o gerenciamento de conteúdo é feito em outro país e, por isso, é impossível retirar publicações ofensivas feitas no Brasil é cômodo e inválido. Essa é a análise da 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que confirmou sentença que co…
Advogados pedem que Levy iguale salário de conselheiros do Carf
Ou os conselheiros representantes dos contribuintes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais passam a receber remuneração equivalente àquela dos indicados pela Fazenda, ou o órgão retorna à sistemática anterior ao Decreto 8.441/2015, na qual eles podiam advogar — até mesmo contra a Fazenda …
Daniel Oliveira: Porque o Rio deve vetar a lei que proíbe o Uber
Foi aprovado, recentemente, o Projeto de Lei Complementar 122-A/2015, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, proibindo serviços de motorista particular como os disponibilizados por aplicativos de celular como o Uber.[1] O projeto segue, agora, para sanção ou veto do prefeito. O motivo principal, …
Senado proíbe financiamento de empresas para campanhas eleitorais
O Plenário do Senado aprovou projeto de lei na noite desta quarta-feira (2/9) impedindo que pessoas jurídicas repassem dinheiro a candidatos e partidos políticos. O texto-base aprovado inicialmente fixava limites para doações de empresas, mas passou uma emenda vetando totalmente esse tipo de auxí…
Muitos não se consideram vítimas de tráfico de pessoas, diz deputado
Brasília – O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que presidiu a CPI do Tráfico de Pessoas da Câmara, afirmou nesta quarta-feira (2) que um dos principais problemas da identificação deste tipo de crime está no fato de que muitas pessoas não se reconhecerem como vítimas. Segundo ele, “por muitas vezes, as vítimas recebem 10% dos ganhos com seu próprio corpo e se dão por satisfeitas”. Na visão do parlamentar, os ganhos financeiros vindos da exploração – ainda que pequenos na maioria das vezes – são suficientes para resignar quem sofre este tipo de violência, situando as questões em um horizonte muito cinzento. “Estão envolvidas adoções, propostas irrecusáveis de empregos, contratos esportivos para atuação no exterior. É uma combinação de muitos fatores que atrapalha investigações”, lamentou Arnaldo. As declarações aconteceram na segunda etapa da audiência pública sobre Tráfico de Pessoas e de Órgãos, realizada pela OAB Nacional. Também nesta fase do evento, a representante do Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), Jaqueline Leite, destacou que outro fator que freia o combate é a falta de alinhamento conceitual quanto ao tráfico de pessoas que existe entre as autoridades que cuidam do tema, cenário que, segundo ela, “é fortemente notado no Brasil e muito mais quando se envolve o relacionamento entre outras nações”. O advogado e pesquisador Joelson Dias propôs uma visão crítica dos fatos e das políticas públicas adotadas no cerne do tema. “O desafio é criar um verdadeiro e eficiente sistema de combate ao tráfico de pessoas. Sermos menos discursivos e mais práticos. Não adianta ter ênfase somente na punição, porque é muito claro que a esfera preventiva carece de mais cuidados”, resumiu. Ao final dos trabalhos, Everaldo Patriota classificou como positiva a audiência. “A OAB, a partir de hoje, fortalece seus subsídios para se posicionar com total firmeza sobre o tema. Foi o primeiro passo no sentido de produzir um amparado geral sobre esta mazela que, mesmo disfarçada, assola muitos cidadãos. Nunca houve tanto interesse acadêmico pelos direitos humanos, mas não nos enganemos: muito disso se dá pela crise mundial que esta área vive. É hora de agirmos”, disse. (DG)
Crime organizado é desafio do terceiro milênio, diz Santacroce
A criminalidade organizada representa um verdadeiro desafio do terceiro milênio e uma afronta à estabilidade democrática, na opinião do primeiro presidente da Corte de Cassação da Itália, Giorgio Santacroce.
Segundo ele, que participa do seminário internacional de combate à lavagem de dinhei…
TRF-2 mantém sigilosos julgamentos na Delegacia da Receita Federal
Os contribuintes sofreram uma derrota nesta terça-feira (2/9). A 4ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES) reformou a sentença que havia determinado a abertura dos julgamentos promovidos pela Delegacia da Receita Federal — órgão administrativo de primeira instânci…
Advogados comemoram liminar que suspende efeitos da MP 685
A decisão da Justiça Federal de suspender a exigência de que as empresas informem à Receita seu planejamento fiscal do último ano, como prevê a Medida Provisória 685/2015, foi comemorada por advogados nesta quarta-feira (2/9).
“A Justiça, diferentemente do Fisco federal, já reconhece como legí…
Cláudio Castello: Há saídas para segurado na “quebra” da Unimed
Indiscutivelmente, este 2 de setembro de 2015 certamente representará um grande marco para o mercado de saúde suplementar brasileiro, com o recebimento da notícia de que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou a alienação compulsória da carteira de beneficiários da operadora Unimed…
Advogados atendidos pela Unimed Paulistana serão realocados
Após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinar que a Unimed Paulistana repasse sua cartela de clientes para outros planos de saúde devido aos problemas financeiros constatados, a Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp) informou que os profissionais que eram atendido…
Audiência pública analisa grave quadro do tráfico de pessoas no Brasil
Brasília – Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (2), a OAB Nacional apresentou a grave situação do tráfico de pessoas e órgãos, problema que atinge principalmente populações mais vulneráveis e pobres. O evento reuniu especialistas no assunto para debater as principais dificuldades no enfrentamento deste crime e propor soluções. A primeira etapa da audiência, que lotou o Salão Nobre da entidade, apresentou casos concretos em várias frentes. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Direitos Sociais da OAB, Nilton Correia, este é um tema que agride as pessoas, mas é necessário enfrentá-lo. “O tráfico de pessoas torna o ser humano um produto em mercado sem dignidade, valores éticos e afeto, provocado por sistema que só produz pobreza e fragilidade. Temos que atuar para acabar com isso”, afirmou. O advogado defendeu a necessidade de maior participação social no combate a este tipo de crime e sugeriu até mesmo que o Exame de Ordem passe a abordar o tema em suas questões, engajando futuros profissionais nesta luta já no início de suas carreiras. Depois de Correia, o evento contou com a participação da jornalista Priscila Siqueira, que acompanha o assunto há mais de 20 anos. Ela apresentou dados sobre o tráfico de mulheres e garotas no Brasil. Segundo a pesquisadora, o país, juntamente com a Colômbia, é o maior exportador das Américas de meninas para a indústria do sexo. A maioria das vítimas tem entre 13 e 25 anos, são afrodescendentes e baixa escolaridade. “Nunca houve tantas pessoas no mundo em situação de escravidão. Não há nação inocente: se uma vende, outra compra. A rota do tráfico é a da grana, ou seja, das regiões pobres do planeta para as ricas. O pano de fundo de tudo isso é o processo injusto de concentração de riqueza. Temos que desmanchar tabus se quisermos enfrentar a situação”, alertou. Promotora do Ministério Público de São Paulo, Eliana Vendramini apresentou as dificuldades de reconhecer e de punir o tráfico interno de pessoas, pois o tipo penal pode variar em cada caso, muitas vezes faltando leis específicas para o crime. O traficante de pessoas, de acordo com a especialista, é alguém sedutor, muitas vezes difícil de ser identificado. A operação também é dividida, tornando o diagnóstico complexo. Outro problema é o julgamento social das vítimas, muitas vezes vista como alguém que “merece” o que está passando. “Apesar de não estar previsto na lei penal, é comum presumir que o tráfico tem de ter violência ou grave ameaça. O crime, na verdade, é traficar, sendo essas condições agravantes. Precisamos mudar nosso olhar sobre a situação. Enquanto isso não ocorrer, vamos deixar os traficantes passarem a passos largos”, asseverou. O advogado Barry Michael Wolfe discorreu sobre o problema do tráfico de travestis e transexuais, tanto internamente quanto para o exterior. Segundo o especialista da ONG SOS Dignidade, essa modalidade é diferente das mulheres, pois, geralmente, não existe coação ou outros tipos de ameaça. Há um tipo de “consenso”, apesar de vários outros crimes estarem envolvidos. “Muitas pessoas trans vivem em submundo com violência, sem sonhos e esperanças, apenas ir para a Europa trabalhar com prostituição. São vulneráveis a ofertas mascaradas como oportunidades, se expondo a, por exemplo, servidão por dívida, financiamento a juros altos para transformação do corpo, drogas e ameaças constantes. A solução para o problema é o trabalho de prevenção para que não haja esse ‘consenso’”, explica. Também jornalista, Natália Suzuki fechou a primeira parte da audiência pública. Coordenadora do projeto Escravo Nem Pensar!, a especialista apresentou casos emblemáticos de escravidão moderna no Brasil, diferenciando a prática do tráfico de pessoas. Os casos foram nas indústrias têxtil, pecuária e de construção civil. “Houve melhora no debate público do tema no Brasil. Temos um plano nacional de enfrentamento do problema, o que é uma grande conquista. No entanto, os casos ainda são muito frequentes, com as mesmas características. Nos últimos 20 anos, 49 mil pessoas foram libertadas no país”, esclareceu. De acordo com Natália, os casos de trabalho escravo apresentam em comum as etapas do aliciamento, com adiantamento de valores, fraude e exploração de vulnerabilidade. Depois, há o deslocamento, envolvendo muitas vezes rapto, migração e contrabando. Por fim, a exploração, com dívidas ilegais, coação e a retenção de documentos. (IT)
Leia o voto de Toffoli sobre o corte do ponto de servidor grevista
Dias Toffoli afirma que a greve de servidores prejudica a população.
Carlos Humberto/SCO/STF
Nesta quarta-feira (2/9), o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli votou para que servidores públicos em greve fiquem sem receber seus salários. Antes de o julgamento ser suspenso por p…
Julgamento sobre corte salarial de servidor grevista é suspenso
Depois dos votos do relator, ministro Dias Toffoli, e do ministro Luiz Edson Fachin, o julgamento sobre a constitucionalidade do corte de ponto de servidores públicos que entram em greve foi interrompido por pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso. A discussão está posta em recurso extra…
Regra que impede remoção de juízes por três anos é mantida pelo STF
A norma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que exige que juízes permaneçam pelo menos três anos atuando na mesma vara antes de pedirem remoção para outro local foi mantida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Ele negou seguimento ao Mandado de Segurança 31.463, no qual dez …





