O diretor de Recursos Humanos da Arcos Dourados, dona do McDonald’s no Brasil, será testemunha dos trabalhadores em uma ação movida pelo sindicato contra a empresa. Os funcionários acusam a rede de fast food de pagar salário menor que o devido e acusam Marcelo Nóbrega, o executivo, de ter admitid…
Arquivos Mensais:setembro 2015
Para cidadania ser efetiva, defesa de direitos deve ser intransitiva
O processo inconcluso da cidadania deveria justificar a permanente vigilância de todos atores jurídicos sobre a sua parcela de responsabilidade na efetivação do Estado Constitucional prometido em 5 de outubro de 1988. Aliás, o uso do termo atores do Direito, no que se refere aos mais diversos pro…
Contribuição previdenciária rural volta à pauta do STF
Volta à pauta do Supremo Tribunal Federal a controvérsia sobre a constitucionalidade da contribuição social do empregador rural pessoa física. O tema é objeto do RE 718.874, de relatoria do ministro Edson Fachin, processo-paradigma da repercussão geral, e também da ADI 4.395, de relatoria do mini…
Recuperação judicial não isenta empresa de recolher custas
O fato de uma empresa estar em recuperação judicial não a isenta do recolhimento das custas processuais e fazer o depósito recursal. O entendimento é da 9ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas-SP) ao negar o recurso de uma empresa que, por se encontrar em recuperação ju…
Fábrica terá de pagar por software desenvolvido por empregado
Uma fábrica de papel terá de indenizar em R$ 100 mil um empregado que criou, com recursos próprios, softwares utilizados pela empresa para melhorar a produtividade. Segundo a decisão, mantida pela 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ele desenvolveu os programas de computador de forma compl…
Busca em escritórios de advocacia é aceita na Europa com restrições
Uma das câmaras da Corte Europeia de Direitos Humanos decidiu que, se o advogado é suspeito de cometer um crime, os arquivos físicos e digitais no seu local de trabalho podem ser vasculhados pela polícia — desde que algumas regras sejam obedecidas. A decisão validou a apreensão de e-mails e docum…
Trabalhador não pode ser obrigado a informar doença em atestado
É direito do trabalhador a proteção de dados pessoais relativos à sua saúde e, por isso, ele não precisa informar, no atestado médico entregue ao trabalho, se sofre de alguma doença. Com esse entendimento, o Tribunal Superior do Trabalho não acolheu recurso de um sindicato catarinense que pedia a…
Juíza federal Salise Sanchotene é eleita desembargadora do TRF-4
A juíza federal Salise Monteiro Sanchotene foi eleita, no critério de antiguidade, para ocupar o cargo de desembargadora no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (RS, SC e PR). Em reunião realizada na manhã desta quinta (10/9), o Plenário da corte também definiu os nomes dos juízes federais que …
Por assentamento em mata, políticos têm condenação confirmada
Celso Giglio e Jair Assaf, respectivamente, prefeito e secretário de habitação de Osasco (SP) durante o mandato de 1993 a 1997, tiveram nesta quinta-feira (10/9) confirmada a sentença de primeira instância que os condenou por terem promovido e autorizado assentamento de casas em região com vegeta…
TCU deve respeitar segurança jurídica em análise de contas, diz AGU
Para a Advocacia-Geral da União, em respeito ao princípio da segurança jurídica, o Tribunal de Contas da União não deve alterar a própria jurisprudência para punir retroativamente práticas que eram adotadas há anos e nunca foram questionadas. Segundo a AGU, a abertura de créditos suplementares de…
Agente técnico da antiga Febem é considerado atividade especial
A relação de atividades consideradas insalubres, perigosas ou penosas é meramente exemplificativa, por isso qualquer profissão que atenda aos requisitos pode ser reconhecida como especial. Assim entendeu a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP, MS) ao reconhecer, por unanimidade,…
Pequena e microempresa têm ‘regras light’ para Lei Anticorrupção
Uma norma recém-publicada pelo governo federal detalha as medidas de integridade que devem ser adotadas pelas empresas de pequeno porte e microempresas para seguir a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013). Os parâmetros são necessários para delimitar as penas administrativas das pessoas jurídicas qu…
OAB: Defesa deve se desculpar e PGR responsabilizar autor de atentado
Rio de Janeiro – O presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, encaminhará à Procuradoria-Geral da República o relatório que identifica os autores do atentado que vitimou, em 1980, a secretária da Ordem Lyda Monteiro. O objetivo da ação é buscar a responsabilização dos criminosos. Além disso, ele também irá requerer ao Ministério da Defesa um pedido formal de desculpas à família da vítima e à entidade. "A OAB vai tomar duas medidas. Encaminhar ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, o relatório solicitando providências para a responsabilização. E também requerer do ministro da Defesa, Jaques Wagner, pedido de desculpas à família da vítima e à OAB em nome do Estado brasileiro", disse o presidente da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, que foi ao Rio de Janeiro para a coletiva de imprensa sobre o caso. Os nomes dos autores foram divulgados nesta sexta-feira (11). De acordo com as investigações, agentes do Exército foram responsáveis pelo atentado. As apurações indicam que o então sargento Magno Cantarino Motta, codinome Guarany, teria entregado a dona Lyda uma carta-bomba endereçada ao presidente da Ordem na época, Eduardo Seabra Fagundes. A secretaria, ao avaliar o conteúdo da encomenda acabou por acionar o artefato explosivo. Foram necessários 35 anos para que o caso fosse elucidado. “Esse é um encontro do Brasil com a sua história. Os nossos filhos agora poderão ler por completo esse pesar passado do país, a lembrar que jamais podemos admitir retorno a regimes de ditaduras. Nunca mais a voz única do autoritarismo”, afirmou Marcus Vinicius. Em sua fala, o presidente explicou que a OAB quer o respeito à pluralidade e à diferença, em uma convivência sem ódio e sem rancor. Para a entidade, a intolerância não constrói uma nação justa e fraterna, pois a democracia pressupõe a liberdade. “Para os males da democracia, apenas um remédio: mais democracia”, disse. Segundo Marcus Vinicius, a bomba, mesmo que dirigida ao presidente da OAB, foi lançada contra toda a sociedade brasileira e os valores democráticos, vitimando fisicamente d. Lyda Monteiro. “O triste episódio acabou por fortalecer a sociedade brasileira, que lutou ainda mais duramente para a aprovação de uma Constituição da República. Defender as garantias constitucionais é a melhor forma de homenagear a história de d. Lyda Monteiro e consolidar a democracia”, disse. O caso A Comissão Estadual da Verdade do RJ revelou nesta sexta que os autores do atentado à OAB eram ligados ao CIE (Centro de Inteligência do Exército): o sargento Magno Cantarino Motta, codinome Guarany, entregou a bomba pessoalmente na sede da OAB; o sargento Guilherme Pereira do Rosário confeccionou o artefato; e o coronel Freddie Perdigão Pereira, que coordenou a ação. O deputado federal Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ e da Comissão da Verdade, explicou que a elucidação do caso foi possível graças a informações de uma testemunha ocular, que viu Guarany, o único ainda vivo, entregar a carta na sede da Ordem. O advogado Luiz Felipe Monteiro, filho da vítima do atentado, afirmou que a verdade está devidamente contada e a história, reestabelecida. “Tirei o maior peso que jamais imaginei que conseguisse carregar. Vi meus filhos mais velhos estudarem o atentado da OAB no ensino médio, porém, não havia desfecho nos livros escolares. Agora, os pequenos terão a história completa, com todos os elementos registrados.”
Agente do DOI foi responsável por carta-bomba na OAB
Brasília – O jornal O Globo publicou em seu site, nesta sexta-feira (11), matéria com o resultado das investigações da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, que aponta um agente do antigo DOI (Destacamento de Operações de Informações) como responsável por entregar a carta-bomba na OAB, em 1980. O atentado vitimou Lyda Monteiro da Silva, secretária do então presidente nacional da Ordem, Eduardo Seabra Fagundes. Veja, abaixo, a íntegra da matéria. Agente do DOI foi responsável por carta-bomba na OAB, diz Comissão da Verdade do Rio Outros dois agentes foram apontados como autores pela confecção do artefato e comando da ação que matou funcionária RIO — A Comissão da Verdade do Rio anunciou nesta sexta-feira que o atentado à bomba na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, ocorrido em 27 de agosto de 1980 foi realizado por três agentes da repressão. Conforme O GLOBO antecipou, o sargento “Guarani” (Magno Cantarino Motta), agente do DOI, está entre o grupo e, segundo a investigação da Comissão, foi quem entregou pessoalmente o artefato. No dia do atentado, a carta com explosivos foi aberta pela chefe da secretaria da entidade, Lyda Monteiro da Silva, de 59 anos, que morreu a caminho do hospital. A OAB vai encaminhar à Procuradoria-Geral da República o relatório da comissão, com pedido de responsabilização dos agentes. – Vamos também requerer do ministro da Defesa pedido de desculpas à família da vítima e à OAB, em nome do Estado brasileiro – informou o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Segundo testemunhas ouvidas pela Comissão, a ação foi comandada pelo coronel Freddie Perdigão Pereira, do CIE, e a bomba foi confeccionada pelo sargento “Wagner” (Guilherme Pereira do Rosário, morto no atentado do Riocentro). A investigação da Comissão da Verdade do Rio durou dois anos e chegou a quatro testemunhas que ajudaram a identificar os autores. À época, a autoria do ataque à OAB foi atribuída a grupos de direita contrários à redemocratização. No entanto, O GLOBO mostrou, em 2010, que depoimentos de militares apontavam uma conexão entre os dois ataques terroristas. PUBLICIDADE Os oficiais contaram que o mesmo grupo responsável pelo atentado ao Riocentro teria mandado a carta-bomba para a OAB. Segundo um coronel da reserva que conhecia a fundo os agentes do DOI, “Wagner” e “Guarani” (Magno Cantarino Motta) participaram das duas operações. ENTIDADE DIZ QUE ATENTADO FORTALECEU A SOCIEDADE Logo após a revelação da Comissão da Verdade de que o atentado à bomba na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1980, foi realizado por agentes da repressão, a entidade divulgou nota, assinada pelo presidente Marcus Vinicius Furtado Coêlho, lamentando o episódio, mas destacando que o ocorrido “acabou por fortalecer a sociedade brasileira”. Confira a nota na íntegra: “Um encontro do Brasil com a sua história. Os nossos filhos agora poderão ler por completo esse pesar passado do país, a lembrar que jamais podemos admitir retorno à regimes de ditaduras. Nunca mais a voz única do autoritarismo. Queremos o respeito à pluralidade e a diferença, a convivência sem ódio e sem rancor. A intolerância não constrói uma nação justa e fraterna. A democracia pressupõe a liberdade. Para os males da democracia, apenas um remédio: mais democracia. A bomba, mesmo que dirigida ao presidente da OAB Nacional, foi lançada contra a sociedade brasileira, contra os valores democráticos e acabou por vitimar fisicamente dona Lyda Monteiro. O triste episódio acabou por fortalecer a sociedade brasileira, que lutou ainda mais duramente para a aprovação de uma constituição da República. Defender as garantias constitucionais é a melhor forma de homenagear a história de dona Lyda Monteiro e consolidar a democracia”, afirma, na nota, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.
Por “possível causa lícita” para pagamento, Moro solta executivo
Por haver “possível causa lícita” para transferências de dinheiro, o juiz federal Sergio Fernando Moro mandou substituir a prisão preventiva do ex-gerente da Petrobras Celso Araripe D’Oliveira por medidas cautelares alternativas. Moro afirma que, “apesar das inconsistências” das informações prest…





