Brasília – O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, afirmou nesta quinta-feira (13), que "o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, possui todos os requisitos constitucionais para sua recondução. O equilíbrio, a sensatez e o cumprimento da Constituição vem norteando a sua conduta à frente do Ministério Público Federal." Nesta semana, a presidente, Dilma Rousseff formalizou a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República.
Arquivos Mensais:agosto 2015
“Lava jato” prende advogado e faz buscas em escritórios
Três escritórios de advocacia passaram por busca e apreensão nesta quinta-feira (13/8) devido a indícios de que tenham assinado notas frias para serviços não prestados — em São Paulo, em Curitiba e em Porto Alegre. Alexandre Romano, sócio de uma dessas bancas e ex-vereador do PT em Americana (SP)…
Juliano Couto: Fim do Exame de Ordem prejudicará todos os cidadãos
Fosse uma piada de mau gosto, já seria um ato de desrespeito à profissão. Mas o parecer de um deputado federal favorável a projetos de lei que extinguem a necessidade do Exame de Ordem para a prática da advocacia, divulgado no dia 11 de agosto, Dia do Advogado, é muito mais do que isso: trata-se …
CJF mantém regras sobre ressarcimento a oficiais de Justiça
A atual regulamentação sobre ressarcimento de despesas tidas por oficiais de Justiça no cumprimento de mandados já é completa, não sendo necessária uma revisão. Essa é a opinião do Conselho da Justiça Federal (CJF), emitida em resposta a uma consulta formulada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª…
Pedido de vista suspende análise de impugnação de mandato de Dilma
Coligação de Dilma Rousseff é acusada de abuso de poder econômico e fraude.
Pedido de vista do ministro Luiz Fux, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu, na sessão desta quinta-feira (13/8), o julgamento de uma ação na qual o PSDB pede a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff …
INSS é condenado a pagar honorários contratuais da parte contrária
Para o juiz federal Tiago Bitencourt de David, a parte vencedora de um processo não pode receber menos do que lhe é devido, e o derrotado no litígio deve pagar exatamente o que deve. Com esse entendimento, o julgador obrigou o Instituto Nacional do Seguro Social a pagar os honorários contratuais,…
Câmara aprova doação de empresas apenas para partidos políticos
O Plenário da Câmara sancionou nesta quarta-feira (12/8) o dispositivo que permite às empresas fazer doações de campanhas aos partidos políticos. A regra prevê que as companhias só poderão doar diretamente aos partidos, enquanto os candidatos só poderão receber doações de seus partidos e de pesso…
Em parecer, Ives Gandra ressalta importância do Exame de Ordem
Brasília – “A liberdade de opção profissional pressupõe, à evidência, qualificação, razão pela qual deve ser compatível com a habilidade profissional. Saúde e direitos dos cidadãos são questões tão relevantes, que não podem ser cuidadas por profissionais inabilitados”. O argumento é de autoria do advogado Ives Gandra da Silva Martins, um dos mais respeitados juristas brasileiros, em parecer remetido à OAB Nacional, em que ressalta o caráter fundamental do Exame de Ordem para a sociedade. O documento, endereçado ao presidente nacional da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, ainda relata surpresa em ter seu nome citado de maneira descontextualizada pelo deputado Ricardo Barros, relator na CCJ da Câmara do PL 5.054/05, que pretende dar fim à necessidade do Exame de Ordem para o exercício da advocacia. A OAB Nacional emitiu nota nesta quarta-feira (12), onde reafirma seu empenho na defesa do Exame aponta o amplo apoio da população brasileira e dos estudantes de direito pela sua manutenção. Uma pesquisa nacional Datafolha divulgada em julho mostrou que 89% dos brasileiros são favoráveis ao Exame. O modelo garante tamanha segurança para a sociedade que outros 94% desejam que médicos e engenheiros sejam submetidos a um teste nos moldes do da OAB antes de exercerem sua profissão. O parecer foi concebido a partir de pedido formulado pelo presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro. Confira abaixo a íntegra do parecer de Ives Gandra da Silva Martins: São Paulo, 12 de agosto de 2015. Prezados Colegas José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro e Marcus Vinicius Furtado Coêlho: Recebi, com surpresa, o voto do eminente Deputado Ricardo Barros, em que o conclui com citação minha e de Celso Bastos, em nossos "Comentários à Constituição Federal" (15 volumes pela Saraiva), fora do contexto daquelas anotações à lei suprema. Está assim redigido: "Como nos advertem os juristas Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins: "uma forma muito sútil pela qual o Estado por vezes acaba com a liberdade de opção profissional é a excessiva regulamentação". E nosso dever, como representantes do povo, garantir que não haja privilégios, para quem quer que seja". À luz desta observação, afirmou que o exame da OAB é desnecessário: "Por todo o exposto, votamos pela constitucionalidade, juridicidade, e boa técnica legislativa de todas as proposições. No mérito, pela aprovação dos PL 2.154/2011, 5801/2005, 7.553/2006, 2.195/2007, 2426/2007 e 2154/2011, todos pela extinção do exame da Ordem dos Advogados do Brasil, e rejeição de todos os demais, nos termos do Substitutivo que ora oferecemos, apenas para consolidar a redação de todos os PLs aprovados" (PL de Lei 5054 de 2005). Nosso pensamento, todavia, é distinto. A liberdade de opção profissional pressupõe, à evidência, qualificação, razão pela qual deve ser compatível com a habilidade profissional. Saúde e direitos dos cidadãos são questões tão relevantes, que não podem ser cuidadas por profissionais inabilitados. Sou catedrático da Universidade do Minho (Cátedra Lloyd Braga), uma das quatro Universidades públicas de Portugal (Lisboa, Coimbra, Porto e Braga). Tem aquele país 11 Faculdades de Direito para uma população pouco maior de 10 milhões de habitantes. O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Se multiplicarmos por 20 o número de Faculdades portuguesas, por ser sua população 20 vezes menor que a brasileira, chegaríamos a 220 Faculdades. O Brasil tem em torno de 1.300!!! Sem o exame de Ordem, teríamos profissionais mal habilitados, pois muitas Faculdades sediadas em pontos remotos do país, não têm sequer condições de manter um quadro de professores com a qualificação necessária para atendimento dos alunos. Exatamente para preservar a qualidade de profissional habilitado é que o exame da Ordem é fundamental, não violando de forma alguma o exercício de profissão. Ou estão habilitados ou não passam no exame. O "lobby" de Faculdades sem grandes quadros de professores, para que se extinga o exame de ordem, objetiva garantir a profissão a bacharéis sem condições reais para exercerem-na, pois não passariam nos exames da entidade de classe. Como se percebe, sou francamente favorável ao exame de Ordem, desde a sua criação, que, todavia, é, a meu ver, ainda insuficiente para garantir a qualidade da advocacia para quem dela tenha necessidade. Nosso texto, à evidência, que está no contexto do inciso XIII do art. 5o e do art. 170, § único, assim redigidos: "Art. 5o………….. XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; "Art. 170………… Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei" (grifos meus), não se dirigiu ao exame de Ordem. Nitidamente, ambos os dispositivos preveem qualificação técnica para as profissões superiores, que exigem grau universitário e controle das entidades de classe para garantia da sociedade. Minha posição pessoal, portanto, assim como seria de meu saudoso colega dos Comentários, Celso Bastos, é de que o exame de Ordem é necessário para que não tenhamos fragilizado o direito de defesa no país, por força de profissionais não suficientemente preparados. O texto citado, portanto, não tem a finalidade para qual foi utilizado pelo eminente Deputado.
Sigilo empresarial justifica segredo em ação de honorários
A publicidade dos atos processuais pode ser restringida quando isso for necessário para a preservação de interesses fundamentais, como, por exemplo, no caso de sigilo indispensável ao exercício profissional. Seguindo esse entendimento, apresentado pelo ministro Raul Araújo, a 4ª Turma do Superior…
CCJ quer proibir advogado de atuar em tribunal onde há parentes
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12/8) a vedação para que advogados atuem em tribunais onde houver magistrados ou promotores que sejam seus parentes de até segundo grau. A emenda ao Projeto de Lei 3.881/2000, do ex-deputado Wilson Santos (PS…
Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta quinta-feira
O julgamento sobre a descriminalização das drogas para consumo próprio está previsto para hoje no Plenário do Supremo Tribunal Federal. Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, a decisão da corte afetará a política de drogas. “Não é um debate juridicamente fácil nem moralmente barato, mas precisa…
Itália cria regras para advogado se chamar de especialista
Na Itália, não basta mais o advogado ter experiência em determinada área para exibir o título de especialista. O profissional que quiser vender seus serviços ao cliente como expert em determinado assunto terá de frequentar um curso específico e conseguir o aval da Ordem dos Advogados. É o que pre…
No dissenso no caso Bush e Gore venceu a visão voluntarista
A eleição entre Bush e Gore[1] estava muito apertada, naquele 8 de novembro de 2000, e o candidato que ganhasse as eleições, no voto popular e direto, no Estado da Flórida, estaria eleito. A Lei Eleitoral da Flórida, após os resultados divulgados, exigia que se realizasse uma recontagem de votos,…
Complementação de aposentadoria pode ter valores descontados
Os valores pagos como complementação de aposentadoria podem ser posteriormente descontados se for constatada remuneração acima do devido. Com esse entendimento, a 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou o recurso de um aposentado da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (S…
“Minério verde” será parte do futuro da mineração no Brasil
Quando se fala em recuperar a economia, uma palavra de ordem é incrementar o comércio exterior. Na atual conjuntura pela qual passa o Brasil, nada mais urgente e necessário, especialmente tendo-se em vista a escorchante carga tributária que nos vitimiza. Será tanto melhor, se por meio da inovação…





