Um esquema de conluio envolvendo um empresário, um advogado, uma juíza e um delegado de Polícia Civil com o objetivo de enriquecer os envolvidos e obter informações sigilosas será analisado pela Justiça. Na trama, que parece saída de um romance policial, todos utilizam de suas funções e relações …
Arquivos Mensais:julho 2015
OAB é citada em matéria do especial de 90 anos de O Globo
Brasília – O jornal “O Globo” publicou reportagem neste domingo sobre a Lei do Divórcio, aprovada em 1977, e que teve várias mudanças ao longo das décadas seguintes. A OAB participou do texto com dados sobre como a lei mudou a vida dos brasileiros e as dificuldades para aprová-la. O texto é parte das comemorações dos 90 anos do diário. O Globo, 90 anos: a lei que permitiu o divórcio no Brasil e mudou a cara das famílias A virada do ano de 1977 para 78 mudou a vida de muitos casais brasileiros e influenciou a cultura e o comportamento das gerações seguintes. Teorias astrológicas à parte, aquele ano novo foi marcado pelo surgimento da lei do divórcio no Brasil. A ruptura histórica foi manchete da edição do GLOBO daquele 27 de dezembro: “Lei do divórcio é sancionada e entra hoje em vigor”. O texto dizia que o então presidente Ernesto Geisel havia sancionado a lei no dia anterior, sem vetos, embora o militar tivesse cogitado a possibilidade de vetar o trecho que determinava o limite de um divórcio por pessoa. Somente mais de dez anos depois, com a Constituição de 1988, homens e mulheres passaram a poder pedir divórcio por um número indeterminado de vezes. Dois dias após a lei começar a vigorar, ainda no finalzinho de 1977, a juíza de paz niteroiense Arethuza de Aguiar, na época com 38 anos, virou destaque no GLOBO por ser a primeira pessoa no Brasil a conseguir a homologação de seu pedido de divórcio. Havia pelo menos cinco anos que ela estava desquitada — termo usado, antes da lei, para definir quem não vivia mais junto com o parceiro. Hoje aos 76 anos, e ainda trabalhando como juíza de paz, Arethuza lembra com carinho seu pioneirismo. — Eu fui protagonista sem querer. Foi difícil para mim porque eu nasci numa família católica muito conservadora, e a moral e os costumes da época eram muito severos, mas eu nunca me arrependi. Foi o melhor que eu poderia ter feito — diz ela, que manteve um relacionamento amigável com o ex-marido, pai de suas duas filhas. — Eu acompanhei todas as matérias que saíram sobre mim na época e tenho aquele período muito vívido na minha memória. É um marco que eu vou carregar para o resto da vida. Como juíza de paz, ela teve a oportunidade de observar de perto os efeitos da lei sobre a vida de niteroienses e cariocas — há 34 anos, ela vive e trabalha em Copacabana, no Rio. — Já divorciei e casei muita gente. E me emociono sempre com a história de cada um. Eu pude casar pessoas que antes simplesmente não tinham sua família reconhecida. Eles eram como parias. Os filhos que não nasciam do primeiro casamento eram chamados de “adulterinos”, não eram considerados legítimos. Isso me partia o coração. E essa diferenciação nem era velada, mas sim feita abertamente — recorda Arethuza. BATALHA COM SETORES DA IGREJA Antes de sua aprovação, a lei do divórcio foi tema de debates que se estenderam por meses no Congresso Nacional. De um lado, os “divorcistas”, e do outro, os conservadores, a maioria deles religiosos. Em abril daquele ano, o então senador Nelson Carneiro (MDB-RJ) apresentou um projeto de lei que previa a possibilidade de divórcio para os casais que já estivessem separados por, no mínimo, três anos. “O divórcio não é um problema político, nem partidário, e nem religioso. É apenas um problema social (…) que, finalmente, encontrará a solução parlamentar”, ressaltou o senador em uma reportagem do GLOBO de 21 de abril de 1977. Esse projeto foi promulgado como emenda constitucional em junho e, seis meses depois, alcançou status de lei. O presidente nacional da Ordem do Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, destaca o intenso diálogo travado entre Estado, sociedade civil e Igreja. — A lei manteve a exigência do intervalo temporal entre a separação [que deveria ser de três anos] e o divórcio como uma concessão feita à Igreja para conquistar, finalmente, a possibilidade jurídica da dissolução matrimonial — explica Coêlho. Muitos membros do clero, no entanto, fizeram questão de expressar sua contrariedade assim que a emenda constitucional foi aprovada. O Mosteiro de São Bento da Bahia, por exemplo, parou de celebrar casamentos civis. “A decisão, anunciada ontem por D. Mariano Costa Régio, já é válida para os próximos dias e ele avisou a vários noivos, com casamentos marcados, que a cerimônia terá o sentido apenas religioso”, informava O GLOBO em junho. A CONQUISTA DA GUARDA COMPARTILHADA DOS FILHOS Trinta anos depois, uma nova lei sobre o tema simplificou os processos de divórcio, inventários e partilhas de bens: os interessados poderiam registrar os pedidos em cartórios sem a necessidade de processos judiciais, desde que as ações não envolvessem interesses de menores incapazes. Também em 2007, foi aprovado um projeto que criou a guarda compartilhada. Desde 2009, o divórcio pode ser pedido pela Internet. E, no ano passado, a guarda compartilhada dos filhos se tornou obrigatória. O assunto estampou a primeira página da editoria Sociedade do GLOBO em novembro de 2014. A reportagem destacou que a aprovação dessa lei “confirma uma prática que já vem aumentando no país. Segundo o IBGE, a divisão da custódia aumentou de 2,7%, em 2001, para 5,5% em 2012”. — O conceito de família mudou profundamente nestas últimas três décadas, passando de um regime fortemente patriarcal, que refletia muito mais a sociedade do início do século 20, para um regime de família plural, fundado no amor e no afeto. Na base de tudo, a Constituição de 1988 e todas as alterações na lei do divórcio reforçaram o princípio da dignidade da pessoa humana como a base de toda e qualquer relação — ressalta o presidente nacional da OAB.
Alteração não autorizada em processo eletrônico invalida documento
Dos 74 milhões de processos que tramitam no país somente na esfera estadual, mais de 60% são geridos eletronicamente pelo Sistema de Automação da Justiça (SAJ). Além de ter certificação digital emitida pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), obrigatória por lei, o sistema …
Vendedor não é obrigado a comprar roupa da marca para trabalhar
Funcionários que são obrigados a usar as roupas e acessórios da loja durante o horário de trabalho devem receber os produtos de graça. Caso contrário, o empregador deverá ressarcir o empregado pelos gastos indevidos. O entendimento é da 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao julgar ação mov…
Imprensa repercute ofício da OAB contra convocação de advogada à CPI
Brasília – A imprensa brasileira deu destaque neste fim de semana ao ofício encaminhado pela OAB Nacional à CPI da Petrobras. No documento, a entidade pede a dispensa da convocação de uma das advogadas da Operação Lava-Jato para depor aos parlamentares ou, no caso de mantida a convocação, que a advogada não seja pressionada a responder perguntas cobertas por sigilo profissional. No ofício, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, afirma que “o estatuto da OAB (prevê) o dever de sigilo e a confidencialidade na relação cliente/advogado e autoriza o profissional a não depor como testemunha sobre o fato que constitua sigilo profissional". A Ordem também lembra que origem dos honorários não é matéria sindicável. “Não é possível inspecioná-la, sob pena de ferir o direito do cidadão a uma defesa independente e altiva”, alerta. Leia abaixo a notícia nos veículos de comunicação. Folha de S.Paulo – A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) enviou um ofício à CPI da Petrobras para tentar reverter a convocação da advogada Beatriz Catta Preta, responsável pela defesa do ex-gerente da estatal Pedro Barusco, entre outros investigados na Operação Lava Jato. O Estado de S. Paulo – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou um ofício ao presidente da CPI da Petrobras na Câmara, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), pedindo a dispensa da convocação da advogada Beatriz Catta Preta como testemunha na Comissão. O Globo – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu que a CPI da Petrobras reconsidere a decisão tomada nesta semana pela convocação da advogada Beatriz Catta Preta. A profissional notabilizou-se pela celebração de acordos de delação premiada na Operação Lava-Jato e foi chamada após conseguir um habeas corpus para que um de seus clientes, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, fosse dispensado de prestar depoimento à comissão. G1 – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, manifestou "preocupação" com a convocação da advogada Beatriz Catta Preta aprovada na CPI da Petrobras e pediu que a decisão seja reconsiderada. Catta Preta é especializada em delações premiadas e atuou em acordos de diversos acusados da Lava Jato, entre eles ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. Conjur – É ilegal, antijurídica e inconstitucional a quebra do sigilo profissional entre cliente e advogado, e não se pode tratar quem atua na advocacia como informante para o combate de delitos. Isso é o que afirma o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil em ofício enviado na última sexta-feira (10/7) ao presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), no qual questiona investigações sobre pagamentos feitos aos defensores de acusados na operação “lava jato”. UOL – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou um ofício ao presidente da CPI da Petrobras na Câmara, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), pedindo a dispensa da convocação da advogada Beatriz Catta Preta como testemunha na Comissão. Correio Braziliense – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou um ofício ao presidente da CPI da Petrobras na Câmara, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), pedindo a dispensa da convocação da advogada Beatriz Catta Preta como testemunha na Comissão.
Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta segunda-feira
O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, instaurou o sigilo absoluto sobre as informações contidas no inquérito da operação “lava jato”. O ministro do STF havia cobrado da equipe da CGU que analisa o caso o respeito…
Pedido genérico de contas não pode ser emendado após a contestação
Pedido genérico em ações de prestação de contas não pode ser emendado depois de apresentada a contestação pelo réu. A decisão é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.
A jurisprudência do STJ admite a emenda da inicial após o oferecimento da contestação desde que isso não implique alteraç…
STF julgará se ex-governadores da Bahia têm direito a motoristas
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.346, com pedido de liminar, para questionar norma que prevê a concessão vitalícia de serviços de motorista e segurança, a serem prestados por servidores livremente escolhid…
Má condução da operação “lava jato” pode custar R$ 200 bi do PIB
Artigo publicado na edição desta segunda-feira (13/7) do jornal Folha de S.Paulo.
A investigação de irregularidades em contratos da Petrobras é fundamental para o aperfeiçoamento de nossas instituições. A apuração dos fatos e a eventual condenação dos responsáveis são necessárias.
Até agora…
Frederico Straube é o novo presidente do Clube Espanhol de Arbitragem
O advogado Frederico Straube, sócio-fundador do Straube Advogados, foi nomeado presidente do Capítulo Brasileiro do Clube Espanhol de Arbitragem. Straube diz que pretende ampliar as oportunidades de contato com a comunidade arbitral brasileira e internacional: “Meu objetivo será consolidar a pres…
Advogado não pode ser condenado com cliente por mentira nos autos
Quando há litigância de má-fé, a responsabilidade de advogados só pode ser reconhecida se comprovada em ação específica, e por isso o profissional da área não deve ser multado junto com as partes. Assim entendeu a desembargadora Marilene Bonzanini, do 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ri…
Mulher que devolveu menina adotada deve indenizá-la em R$ 100 mil
Quem adota gera na criança a expectativa de pertencimento a uma família, bem como de que receberá cuidados de seus novos pais. Assim, se o adotante devolve o menor ao abrigo onde morava, causa sérios danos morais. Com esse entendimento, a Justiça de Brasília condenou uma mulher a pagar R$ 100 mil…
Aval para casamento gay abre debate sobre Direito Civil infralegal
A Suprema Corte dos Estados Unidos julgou no dia 26 de junho a inconstitucionalidade de leis estaduais que proíbem o casamento de pessoas do mesmo sexo naquele país. Reconheceu-se não ser possível essa restrição, porque a instituição jurídica do casamento deve ser permitida a todas as pessoas, in…
Tânia Siqueira: Lei anticorrupção redireciona sanções legais a sócios
A desconsideração da personalidade jurídica, como todos sabem, consiste em mecanismo que, visando reprimir o uso indevido da pessoa jurídica, gera a suspensão, em caráter excepcional, dos efeitos da separação patrimonial. Portanto, relativizam-se os efeitos da autonomia patrimonial, princípio atr…
Manifesto critica secretário da Justiça por manter inscrição na OAB
O secretário da Justiça de São Paulo, Aloísio de Toledo César, virou alvo de críticas por manter seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil mesmo depois de ter assumido o cargo, em janeiro deste ano. Um grupo que se intitula “amigos da secretaria” registrou representação no Ministério Público …





