A Emenda Constitucional 88, de 7 de maio de 2015, publicada no Diário Oficial da União de 2015, alterou o artigo 40 da Constituição da República Federativa do Brasil, quanto ao limite de idade para a aposentadoria compulsória do servidor público, e acrescentou dispositivo ao Ato das Disposições C…
Arquivos Mensais:maio 2015
Juiz pode arquivar inquérito policial mesmo sem requerimento do MP
Caso o juiz verifique que a instauração de inquérito policial é abusiva, o Poder Judiciário tem o dever de interromper seu prosseguimento. Não sendo necessário, para isso, requerimento do Ministério Público, ainda que este seja o titular da ação penal.
Com esse entendimento a 4ª Câmara de Dire…
José Vigliar: Não há porque aposentar magistrados aos 70 anos
Há dez anos, aproximadamente, um dos mais renomados médicos brasileiros, professor titular (antigo Catedrático) da Faculdade de Medicina da USP, participava de projeto acadêmico que investigava o genoma de sua especialidade. Referido professor foi alcançado pelos 70 anos de idade e aposentado com…
Leonardo Yarochewsky: Trinta anos sem o professor Heleno Fragoso
Nesta segunda-feira (18/5) faz 30 anos que o jurista e professor Heleno Cláudio Fragoso deixou órfão os amantes do direito penal, principalmente os amantes de um direito penal garantista, assentado na intervenção mínima, comprometido com os direitos humanos e os princípios fundamentais que nortei…
OAB reelege Esdras Dantas e Walter Júnior para o CNMP
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil escolheu manter os advogados Esdras Dantas de Souza e Walter de Agra Júnior nos cargos de conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Os dois, que estão no CNMP desde 2013, foram reeleitos neste domingo (17/5) para o período …
Conselho Pleno da OAB reúne-se para votação do Novo Código de Ética
Brasília – O Conselho Pleno da OAB reuniu-se extraordinariamente neste domingo (17) para continuar as deliberações e a votação do Novo Código de Ética e Disciplina. A previsão é que o texto seja aprovado até o fim deste ano, com objetivo de modernizar e atualizar o texto. Em abril, na primeira sessão para deliberação sobre o Novo Código de Ética, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, ressaltou a importância do novo texto em discurso endereçado aos conselheiros federais. Leia abaixo o discurso: A ética é fundamental para a proteção da classe. A independência e o sigilo profissionais, a postura digna, leal e urbana, o respeito aos contratos, são essenciais ao bom conceito do advogado na sociedade. Devemos nos portar com a dignidade das pessoas de bem. Respeitar o cliente para exigir o recíproco respeito. Ética e prerrogativas são indissociáveis da advocacia. Um Código de Ética que surge sob o desígnio da participação. A proposta foi elaborada por uma comissão de notáveis conselheiros federais, sob a relatoria do decano do plenário e medalha Rui Barbosa Paulo Roberto de Gouveia Medina, sendo submetida a uma densa abertura para consulta pública pela Internet e consulta às instituições e entidades, avaliada pelo colégio de presidentes de seccionais e, agora, apreciada pelos representantes da advocacia brasileira, legitimados pelo Estatuto a representar a classe. E assim o fazemos no ano em que a OAB completa 85 anos de sua criação, data que será celebrada ao longo deste ano, culminando com a sessão solene, que será realizada em novembro do ano fluente, tendo o destino me reservado a honraria maior de presidir a entidade neste momento histórico. O novo Código de Ética é o presente desta gestão aos 85 anos da OAB. Presidir a OAB Nacional é a mais bela e alvissareira função que pode ser almejada por um advogado militante. Tanto mais nesta quadra histórica em que iremos dotar a advocacia brasileira de um novo Código de Ética, moderno e atualizado às exigências do momento presente. Décadas de história de uma entidade comprometida com a liberdade, a democracia, o estado de direito, a igualdade, o pluralismo, os postulados de uma sociedade civilizada. Ocupo a cadeira na qual sentou Caio Mário da Silva Pereira, Raymundo Faoro e Marcio Thomáz Bastos, além de tantos que contribuíram com a edificação da história de resistência pela efetivação da ordem jurídica do estado democrático no Brasil. Devo deixar claro, registrando nos anais, nada é mais grandioso e enobrecedor do que presidir esta tradicional instituição. Abdicar de um só dia de mandato seria como tirar uma parte do meu corpo e sufocar a minha alma. Os 870 mil advogados brasileiros saibam que a sua entidade é presidida por um colega que não foge à luta e não cede de seus compromissos com a classe. Estou convicto em permanecer no diálogo de alto nível com os poderes da República, essencial para consolidar e abrir novas conquistas para a advocacia e a cidadania. Nossa ideologia é o estado de direito. Conversação, que em nada afetará a independência da entidade quando tiver de denunciar abusos cometidos pelos poderes, além de qualificar a participação da OAB nos debates da agenda nacional. A dedicação da OAB no enfrentamento das questões necessárias ao fortalecimento da profissão é diuturna e permanente. A inclusão dos advogados no Supersimples, diminuindo a carga tributária para 4,5 %, é o exemplo mais eloquente. No Novo CPC, os honorários passaram a ter natureza alimentar, não mais poderão ser aviltados e pertencem ao advogado. Também está prevista a contagem dos prazos processuais em dias úteis e as férias dos advogados entre 20 de dezembro e 20 de janeiro. Essas conquistas engradecem a advocacia e são marcos desta gestão. O novo CPC é o Estatuto da advocacia parte II, tantas as conquistas lá postas. O advogado valorizado significa o cidadão respeitado. A defesa das prerrogativas da profissão e o respeito às garantias da classe são instrumentos de fortalecimento do ser humano que necessita do respeito a sua liberdade e a seus bens. Tenho compromisso de defender as prerrogativas do advogado, pois quem viola o advogado, agride o cidadão. O advogado é a voz dos direitos legais da sociedade, por ser essencial à justiça e ao estado de direito. A ética fortalece a defesa das prerrogativas. Parafraseando o poeta: Advogar é preciso, viver não é preciso. Permaneceremos Unidos para valorizar a profissão, defender a ética e as prerrogativas, propugnar pela preservação dos princípios e regras constitucionais e defender o cidadão brasileiro. Vamos, de mãos dadas, edificar uma sólida democracia, a pátria dos brasileiros, a nação justa, fraterna e solidária. Somos uma só OAB. Somos a voz constitucional do cidadão. Muito obrigado! Viva a democracia brasileira!
Marcos Villas-Bôas: Sociedade em bancas é armadilha contra direitos
Há muito tempo venho alimentando a vontade de escrever este texto, pois dividir a minha experiência de quase 12 anos como advogado em Salvador e em São Paulo, sem meias palavras, pode ser muito útil àqueles que pensam em seguir a mesma carreira, aos seus familiares e demais pessoas que se preocup…
Conselho Pleno reconduz Walter de Agra Jr. e Esdras Dantas ao CNMP
Brasília – Foram escolhidos neste domingo (17) os dois representantes da OAB no Conselho Nacional do Ministério Público no biênio 2015-2017. Esdras Dantas de Souza e Walter de Agra Júnior foram os escolhidos para representar a advocacia junto ao CNMP. Os cinco candidatos –houve uma desistência- foram sabatinados pelo Conselho Pleno da OAB e responderam questões sobre a atuação do Ministério Público em casos como os sistemas de vigilância, a autonomia para investigar e criminalização da advocacia. Esdras Dantas de Souza é advogado há 35 anos, atuando na OAB há 32. Na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Distrito Federal, foi conselheiro por cinco mandatos consecutivos, diretor-geral da Escola Superior de Advocacia, presidente da Fundação de Assistência Judiciária, diretor 2º Secretário, diretor tesoureiro e presidente da OAB/DF por dois mandatos consecutivos (1991 a 1995). No Conselho Federal da OAB foi conselheiro por quatro mandatos consecutivos, diretor tesoureiro e presidente da Terceira Câmara. Walter de Agra Júnior é graduado em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba (1994), e possui mestrado em Direito Processual pela Universidade Católica de Pernambuco (2007). Foi conselheiro seccional na Paraíba por três triênios, de 1997 a 2006, e é conselheiro federal da OAB, com mandato até 2016, tendo exercido a presidência da Comissão Nacional do Exame de Ordem de 2010 a 2013. Os outros candidatos ao cargo de representante da OAB no CNMP foram os advogados Alan Azevedo Carvalho (MG), Mário José Lacerda Filho (MS) e Petronio Damasceno Castelo Branco (DF). O conselheiro federal Leonardo Accioly (PE) apresentou no plenário carta de desistência de sua candidatura. Os advogados eleitos hoje pela entidade serão ainda sabatinados pelo Senado Federal e deverão ter os nomes aprovados pelo plenário da Casa, para então serem nomeados aos cargos pela presidente da República.
Juiz anula anistia de Carlos Lamarca e pede ressarcimento ao erário
A anistia dos artigos 8º e 9º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988 tem caráter político-institucional e, por essa mesma natureza, sua competência de concessão legislativa é exclusiva do poder constituinte originário. Sendo assim, os estados n…
Conselho Pleno emite moção de apoio à escolha de Fachin para o STF
Brasília – O Conselho Pleno da OAB emitiu moção de apoio à escolha do advogado Luiz Edson Fachin para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Reunido extraordinariamente neste domingo (17), o colegiado elogiou a carreira do indicado e clamou pela aprovação de seu nome pelo plenário do Senado Federal após a sabatina da Comissão de Constituição e Justiça. Segundo o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, o advogado Luiz Edson Fachin reúne todos os requisitos para ocupar o cargo de ministro do STF. “Além de brilhante profissional, com alto conhecimento jurídico e reputação ilibada, tem ótimo diálogo com a Ordem dos Advogados do Brasil. Quanto mais advogados no STF melhor, pois somos a voz constitucional do cidadão”, afirmou. Técio Lins e Silva, presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, afirmou que Fachin tem plena capacidade de ser ministro do STF, reunindo conhecimento jurídico e notável cultura, além de sabedoria e serenidade. O conselheiro federal pelo Paraná José Lúcio Glomb relembrou a atuação equilibrada de Fachin como conselheiro seccional. “O Paraná uniu-se em torno de seu nome, em todos os setores da sociedade.”
Definida lista tríplice para escolha do novo procurador-geral do RS
O Ministério Público do Rio Grande do Sul escolheu neste sábado (16/5) a lista tríplice para Procurador-Geral estadual: Marcelo Lemos Dornelles (438 votos), Ivory Coelho Neto (282 votos) e Fernando Cesar Sgarbossa (134 votos).
A relação com os nomes será entregue nesta segunda-feira (18/5), às…
Cinco livros jurídicos serão lançados nesta segunda em Brasília
Será lançado em Brasília, nesta segunda-feira (18/5) o livro Consultor Tributário — Estudos Tributários. A obra é uma seleção de artigos dos advogados Gustavo Brigagão, Heleno Torres, Igor Mauler Santiago e Roberto Duque Estrada, publicados originalmente na revista eletrônica Consultor Jurídico. …
OAB criará grupo para monitorar crimes na internet
A Ordem dos Advogados do Brasil vai criar um grupo para acompanhar e monitorar crimes na internet. Além disso, o grupo irá discutir formas de aprimorar investigações e garantir a responsabilização de quem pratica tais delitos.
A OAB aponta haver muita dificuldade para se identificar as pessoas…
CNJ apresenta método para colher dados processuais sobre corrupção
O Conselho Nacional de Justiça apresentou proposta de questionário que vai apurar, de forma periódica e contínua entre os tribunais, dados processuais sobre corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. O texto foi divulgado a outras instituições que compõem a Ação 15 da Estratégia…
Maioria dos EUA acha que Suprema Corte toma decisões ideológicas
Embora a população americana, de uma maneira geral, não conheça o funcionamento da Suprema Corte do país e não saiba em que fundamentos os ministros se baseiam para tomar suas decisões, há uma impressão que prevalece: a maioria acredita que, em casos de repercussão nacional, desses que dividem a …





