“A ação, na verdade, é aventura jurídica de péssimo gosto, que jamais deveria ter sido encampada pelo ilustre procurador que representou a autora”. Com essas palavras, o desembargador Ruy Coppola, da 32ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou provimento ao recurso de…
Arquivos Mensais:fevereiro 2015
Controle de constitucionalidade em ações coletivas desafia lógica
Ao se estudar controle judicial de constitucionalidade, logo se aprende que convivem, no Brasil, dois modelos: o difuso (e concreto), que deriva da tradição norte-americana, e o concentrado (e abstrato), que se inspira na proposta kelseniana. No controle difuso e concreto de constitucionalidade, …
Advogado é condenado por imputar falso crime a policial
Imputar falso crime de abuso de autoridade, movimentando as máquinas administrativas e judiciárias do estado para apurar fato inexistente, é incorrer no crime de denunciação caluniosa, previsto no artigo 339, caput, do Código Penal. Por isso, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Gra…
O giro econômico da hermenêutica do Supremo já chegou
Quando se indaga pelo Direito do Futuro ou mesmo o Futuro do Direito, duas noções precisam ser marcadas. A primeira é que há sintomática desvalorização do futuro, de todas as formas que não sejam imediatas, a curto prazo, hic et nunc. A supremacia do presente talvez seja a demonstração de que o l…
Prova incoerente reverte demissão por justa causa
Por ter sido baseada em provas incoerentes, a demissão por justa causa de uma trabalhadora foi revertida. A decisão é da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), ao manter decisão de primeiro grau, que condenou a empresa ao pagamento das verbas rescisórias devidas na dispensa …
Bitcoins podem ser alvo de regulamentação específica de BC ou CVM
A esta altura resta pouca dúvida de que os bitcoins ganham cada vez mais espaço na mídia mundial por sua atratividade como meio de pagamento e investimento. Inicialmente limitado ao mundo da tecnologia, o assunto vem se tornando objeto de discussão entre pessoas dos mais diversos perfis, desafian…
José Domingues: Falsidade orçamentária mostra falta de planejamento
Trava-se no país uma verdadeira guerra contra o direito financeiro, em detrimento das finanças públicas nacionais. Basta lembrar que a Lei federal de Diretrizes Orçamentárias, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2015, foi sancionada e publicada em 2 …
Cobrador acusado de furtar passagem consegue reverter justa causa
Um cobrador de ônibus acusado de se apropriar do dinheiro das passagens conseguiu reverter a demissão por justa causa. A decisão foi da 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que entendeu que a empresa não tinha provas da ocorrência do delito.
O colegiado julgou o recurso proposto pela por…
Presidente do TJ-SP cobra atitudes de todos para melhorar Justiça
O Tribunal de Justiça de São Paulo deu início, nesta sexta-feira (6/2), ao ano jurídico com duas grandes novidades: a primeira é a instalação do projeto de Audiência de Custódia, que prevê a apresentação dos presos em flagrante em até 48 horas perante o juiz para que determine a necessidade ou nã…
Supremo suspende pagamento acima do teto a fiscal aposentado de SP
Por visualizar grave lesão à ordem e à economia pública, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, suspendeu decisão provisória da Justiça paulista que permitia a um agente fiscal aposentado receber valores acima do teto constitucional.
O homem valeu-se de uma lei…
Lewandowski suspende lei que reduz autonomia da Defensoria do PR
O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, suspendeu liminarmente a eficácia da Lei Complementar 180/2014, do estado do Paraná, que permitia ao governador reduzir o orçamento da Defensoria Pública estadual, limitando a autonomia funcional e administrativa do órgão, ga…
Deixar de informar doença afasta direito a seguro por incapacidade
Não informar a seguradora sobre a existência de uma doença incapacitante afasta o direito ao recebimento de previdência privada. Foi o que decidiu a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal ao julgar um pedido de indenização feito por um segurado. O colegiado negou o pagamento, …
Nova unidade do Cejusc é instalada em Suzano (SP)
Foi inaugurada em Suzano (Grande São Paulo), nessa quinta-feira (5/2), uma nova unidade do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), do Tribunal de Justiça de São Paulo. O órgão oferece atendimento gratuito e busca dar solução rápida a um conflito antes que ele se torne ação…
Comissão da Verdade da Escravidão Negra toma posse na OAB Nacional
Brasília – O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, definiu como histórica a posse, nesta sexta-feira (6), da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil. “Como sempre fizemos em nossa história, a Ordem dos Advogados do Brasil busca promover o Estado Democrático de Direito e a justiça social. E foi atenta a essa realidade de desigualdade e discriminação que, provocados pela sociedade civil organizada, decidimos instituir a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil”, afirmou. Marcus Vinicius lembrou que a OAB foi ao Supremo Tribunal Federal defender a constitucionalidade das cotas raciais nas universidades e, agora, dá mais um passo no sentido de resgatar a história do país. “Essa comissão que hoje é empossada tem a nobre função de promover o resgate histórico desse período, buscando a aferição de responsabilidades e a demonstração da importância das ações de afirmação como meio de reparação à população negra”, declarou. “Reafirmamos, assim, nosso compromisso com a promoção da igualdade, da justiça e da inclusão social de todos os cidadãos brasileiros, independentemente da cor de sua pele.” O presidente da OAB Nacional reconheceu que essa será uma tarefa difícil e cheia de obstáculo, pois a população negra no Brasil, mais de dois séculos após a abolição da escravatura, ainda é a que mais sofre com a violência, com as mortes violentas e prematuras, com o alto encarceramento, e com menos acesso aos serviços de saúde e de educação. “Hoje, passados mais de dois séculos da abolição da escravatura no Brasil, essa história ainda não foi contada sob o viés daqueles que foram explorados, desumanizados e violentados pelo colonialismo europeu. Não conhecemos os detalhes dos tempos da escravidão em nosso país. Não sabemos quantos negros vieram traficados da África para o Brasil e transformados em coisa, ‘propriedade’ dos senhores de terra. Ainda desconhecemos os detalhes dos crimes praticados contra os direitos dessa população, bem como quem foram os responsáveis por eles e o que de fato ocorreu nesse período da nossa história”, afirmou. “A Comissão da Escravidão Negra no Brasil é mais um dos tantos passos que devemos dar para superar a discriminação racial, rumo à sociedade sonhada por Martin Luther King, na qual as pessoas não sejam julgadas pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter”, finalizou. O presidente da Comissão empossada hoje, Humberto Adami, afirmou que a data é de comemoração, “pois é o evento mais importante para o assunto desde a abolição da escravidão”. “As cotas são um instrumento importantíssimo, mas são pequenas na reparação da dívida histórica em relação à escravidão. O número de mortes da juventude negra está descontrolado, um genocídio. Tudo isso tem origem na escravidão, são posturas que não foram corrigidas. Temos que expor as entranhas da sociedade para mostrar que o racismo existe. Essa iniciativa da OAB é digna de todos os aplausos. Esperamos que o governo federal faça uma Comissão também, na esteira da Comissão da Verdade que apurou as atrocidades da ditadura”, afirmou. COMPROMISSO Ideli Salvatti, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, compareceu à posse e elogiou a iniciativa da OAB. “Nem o holocausto se compara aos três séculos de escravidão negra no Brasil, pois as senzalas se igualam às trincheiras do nazismo. É de suma importância resgatar a memória desse período e restabelecer a verdade. Desejo sucesso e todo o resultado que o país merece e precisa”, afirmou. O secretário-geral da OAB Nacional, Cláudio Pereira de Souza, relembrou casos recentes de violência contra negros, como o desaparecimento do pedreiro Amarildo e de dois garotos no Rio de Janeiro. “Escravidão ainda persiste em inúmeras de suas manifestações. Esse é um momento de celebração, mostra que a OAB tem compromisso com bandeiras forte de superar as injustiças que flagelam nossos grupos vulneráveis”, disse. A Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil é composta por 39 membros fixos e consultores. Em dezembro, o grupo apresentará um relatório parcial de suas atividades, enquanto o relatório final ficará para dezembro de 2016. A OAB firmou parcerias com diversas universidades e entidades, que ajudarão no desenvolver das atividades e nas pesquisas. Os membros da Comissão são: Humberto Adami Santos Júnior, Carlos Alberto De Souza e Silva Júnior, Eunice Aparecida de Jesus Prudente, Jorge Lopes de Farias, Jorge Luis Terra da Silva, José Vicente, Laura Taddei Alves Pereira Pinto Berquó, Marco Antonio Zito Alvarenga, Maria Da Penha Santos Lopes Guimarães, Raimunda Luzia de Brito, Samuel Santana Vida, Sandra Cristina Machado, Silvio Luiz de Almeida, Vera Lucia Santana Araújo, André Ricardo Cruz Fontes, Antônio Gomes da Costa Neto, Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos, Carlos Nobre Cruz, Cláudia Reina, Eduardo Araujo de Souza, Elisa Larkin, Elzimar Maria Domingues, Evandro Piza Duarte, Flavia Helena de Lima, Guaraci De Campos Vianna, Hebe Maria da Costa Mattos Gomes De Castro, Helena do Socorro Campos da Rocha, Ivete Alves do Sacramento, João Jorge Santos Rodrigues, Jorge da Silva, José Antônio Ventura, Julio Cesar de Tavares, Marcelo Dias, Maria das Graças Santos, Neivaldo de Lima Virgilio, Nilson Bruno, Nívea Mônica da Silva, Noelia Castro de Sampaio e Wilson Prudente.
Réu não pode ser condenado se celebrou acordo com autor da ação
Se houve acordo entra as partes, o Judiciário não pode impor nenhuma condenação na mesma ação. Foi o que concluiu a 2ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina ao analisar uma apelação do Banco Itaú contra a decisão da primeira instância. O banco havia sido obrigado a …





