Porto Alegre (RS) O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, juntamente com o vice, Claudio Lamachia, participaram nesta quarta-feira (24) da cerimônia de abertura da VII Conferência Estadual dos Advogados, em Porto Alegre (RS). O evento tem como tema central o “Advogado, protagonista da democracia – Constituição democrática e efetivação dos direitos”. Marcus Vinícius falou sobre aqueles que contribuem de forma indelével para uma nação justa e solidária e destacou a participação de todos os dirigentes de Ordem. “Faço uma especial saudação a cada dirigente de Ordem, de cada subseção, de cada seccional, de cada comissão, pois sem o trabalho abnegado de cada um, nós não teríamos essa entidade tão respeitada, tão valorosa, e com tanta credibilidade em nosso País”, afirmou. O presidente do CFOAB também mencionou a Carta Magna: “Podemos dizer para o mundo, que no Brasil temos uma constituição que menciona a advocacia e guarnece a importância da OAB por mais de uma dezena de oportunidades. Temos um texto constitucional que assegura a inviolabilidade do advogado, a indispensabilidade do profissional para a administração da Justiça, que assegura à OAB a legitimidade ativa universal para questionar atos do poder público que se afigurem inconstitucionais e que venham a ferir garantias fundamentais”, declarou. O presidente da OAB-RS, Marcelo Bertoluci, destacou que a Ordem “demonstra sua força institucional em favor das causas corporativas e sociais. Ressaltamos a importância que temos, reconhecida na Constituição ao disciplinar que somos indispensáveis à administração da Justiça; indispensáveis ao próprio Estado Democrático e Material de Direito. Aqui, reafirmamos que não negociamos nossas prerrogativas e dizemos, em alto e bom tom, que quem ataca o advogado, ataca a cidadania e o regime democrático”. O dirigente também reafirmou a importância do evento como propósito para o debate de grandes temas e do permanente aprimoramento, indispensável ao pleno exercício da profissão. “Não estamos reunidos apenas para dar efetividade ao que está previsto no artigo 80 do Estatuto da Advocacia e da OAB, que determina a realização, a cada três anos, da Conferência Estadual. Estamos aqui para reverenciar o passado, saudar o presente e projetar o futuro, pois são em momentos como esse que as grandes causas da advocacia nascem, são desenvolvidas e geram frutos. Esse é um grande momento de unidade da advocacia do Rio Grande do Sul", reforçou Bertoluci. A cerimônia contou ainda com a presença do coordenador do Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB e presidente da OAB-MG, Luis Claudio da Silva Chaves; da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz; do acadêmico titular da cadeira nº 30 da Academia Brasileira de Filosofia, Ives Gandra Martins; do doutor honoris causa da Academia Brasileira de Filosofia, Bernardo Cabral, além de centenas de conselheiros estaduais, federais, dirigentes de subseções e advogados. Com informações da OAB-RS
Arquivos Mensais:setembro 2014
Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta quinta-feira
Com base no Marco Civil da Internet, a Justiça de São Paulo mandou o Facebook liberar o conteúdo de conversas no aplicativo de chat WhatsApp que espalhavam montagens pornográficas feitas com as fotos de uma estudante universitária paulista. “O serviço do Whatsapp é amplamente difundido no Brasil …
Tribunal europeu começa a julgar grampo telefônico em massa
Começou nesta quarta-feira (24/9) o julgamento que pode obrigar muitos países europeus a modificar suas táticas de segurança nacional. A Corte Europeia de Direitos Humanos fez as audiências iniciais no processo que discute se a Rússia atropelou direitos fundamentais ao obrigar que operadores de t…
Deu na Zero Hora: País precisa de plano anticorrupção, diz OAB
Porto Alegre (RS) Confira a entrevista concedida pelo presidente nacional da OAB ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre-RS. O projeto de uma lei anticorrupção patinava no Congresso há cinco anos, até que, em junho do ano passado, milhares de pessoas saíram às ruas para pedir um país mais justo. Em 48 horas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vasculhou arquivos do Senado, encontrou o projeto de lei sobre o tema e pressionou até ser aprovado. Falta agora só a regulamentação. A legislação pune empresas com extinção caso estejam envolvidas em caixa 2 e outras práticas criminosas. – É um exemplo de que a força das ruas faz o país se mexer. E os advogados têm de estar sintonizados com os anseios populares – comemora o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. Marcus Vinícius está em Porto Alegre para coordenar a 7ª Conferência Estadual dos Advogados, que começou ontem e segue até amanhã, no Centro de Eventos do Plaza São Rafael, com a presença de juristas de todo o país. O presidente da OAB entende que é hora de um grande plano anticorrupção. A começar pela regulamentação da nova lei: sequer o tamanho das multas a empresas corruptas está definido. Outra bandeira da OAB é a reforma política, sob o slogan “Voto não tem preço, voto tem consequências”, em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). As duas entidades defendem o fim do financiamento de campanhas políticas por empresas. ALTERNATIVAS CONTRA O MAR DE PROCESSOS Tramita no STF uma ação direta de inconstitucionalidade nesse sentido. Já conta com seis votos favoráveis (maioria dos ministros). Caso nenhum deles mude de opinião, as regras devem ser alteradas na próxima eleição. Além da proibição do financiamento por empresas, entidades de advogados e bispos defendem que as doações de pessoas físicas tenham teto que pode variar de R$ 700 ou R$ 1 mil. Marcus Vinícius cita uma frase do pacifista Nelson Mandela para justificar a necessidade de acabar com a pressão econômica no voto: – One man, one vote (um homem, um voto), dizia Mandela. Doações milionárias de campanha levam a um mandato comprometido. Alguém com capacidade financeira não pode ter mais importância que outro sem dinheiro. Sobre a morosidade da Justiça, o presidente da Ordem diz que a demora não agrada à categoria “porque não é boa para ninguém, traz desprestígio a todos, do juiz ao advogado”. Hoje, 100 milhões de processos tramitam no país, e o presidente da OAB acredita que a demanda só vai diminuir com o novo Código de Processo Civil em tramitação no Congresso. O projeto determina, por exemplo, que cada parte leve suas testemunhas ao fórum, acabando com a ausência dos depoentes, muitas vezes usada como estratégia para retardar o processo. Além disso, para evitar julgamentos morosos, a OAB estimula o aumento de meios alternativos para resolução de conflitos. Acaba de firmar convênio nas áreas de mediação e arbitragem com o Tribunal de Justiça do Estado. É uma tentativa de acordo, mediada por advogados, antes de as partes ingressarem na Justiça. Sobre o exame da OAB, exigido para o bacharel que deseja advogar, disse que está mantido. Afinal, o número de cursos jurídicos deu um salto para 1.260. – É seis vezes mais que nos EUA. E lá também há exame, como ocorre na Inglaterra. É uma questão de qualidade – conclui.
Marcos Saes: Excesso em denúncia ambiental gera tensão desnecessária
É inegável que a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) trouxe inúmeros avanços para a defesa do meio ambiente. Ao regrar a criminalização de condutas contrárias ao meio ambiente a lei instalou um freio em uma série de práticas que prejudicavam o mesmo. Tendo em vista que esse meio ambiente é um dir…
Concorrentes da mesma família comprometem licitação, decide TRF-4
O fato de três empresas habilitadas numa licitação pertencerem à mesma família prejudica o caráter competitivo da licitação, pois reduz significativamente o conflito de interesses. A constatação levou a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região a confirmar a condenação das empresas Centr…
Turma Recursal, e não TRF, é quem anula sentença de Juizado
Apesar de se reportarem administrativamente aos tribunais regionais federais, os Juizados Especiais Federais são um microssitema jurisdicional peculiar apartado. Por essa razão, as decisões proferidas por juízes federais com jurisdição nos JEFs não estão submetidas à revisão dos integrantes do TR…
O caso do fim das restrições às anistias de Prudente de Moraes em 1916
Em 1895, durante o governo Prudente de Moraes, concedeu-se anistia a militares que participaram de movimentos revolucionários. A anistia atingia, especialmente, rebeldes da Revolução Federalista, que se insurgiram contra o governo Floriano Peixoto.
Ocorre que muitos problemas decorreram do decre…
Vivemos entre anorexia e bulimia informacionais: assistam ao vídeo!
Não queria voltar tão cedo ao assunto da tortura e da violência estatais. Há duas semanas falei aqui do empalamento medieval feito e filmado na prisão de Anápolis (GO). O interessante — e trágico — é que não mais se soube o que ocorreu com a vítima e com o diretor do presídio. Aliás, não há accou…
Carf, a requalificação de negócios e outras questões fiscais
Tem sido comum nos últimos tempos o fisco federal apontar indícios de irregularidades em operações de contribuintes para justificar a descaracterização de contratos, documentos etc. Mas já se encontram no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decisões com uma posição intermediária, s…
STF só deve julgar atos do CNJ e do CNMP em ações constitucionais
A competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar ações que questionam atos do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público limita-se às ações tipicamente constitucionais: Mandados de Segurança, Mandados de Injunção, Habeas Corpus e Habeas Data. Foi o …
Brasil deve garantir segurança jurídica com o novo regime contábil
Artigo produzido no âmbito das pesquisas desenvolvidas no NEF/Direito GV. As opiniões emitidas são de responsabilidade exclusiva de seus autores.
Em 8 de setembro passado, na linha dos trabalhos desenvolvidos pelo Núcleo de Estudos Fiscais FGV Direito SP, recebemos o Dr. Nelson Carvalho[1] com a…
Empresa que assina contrato fora do país deve seguir lei estrangeira
Empresas brasileiras que assinam contrato fora do país devem se submeter às leis estrangeiras. Seguindo esse entendimento, já consolidado no Superior Tribunal de Justiça, a 4ª Turma da corte negou pedido da companhia Martiaço Indústria e Comércio de Artefatos Metálicos para que fosse aplicado o C…
Dívida pública com vários autores de processo pode ser paga em RPV
Quando um processo de execução tem vários autores que se unem por conta própria — os chamados litisconsortes ativos facultativos —, é possível que os valores devidos pela Fazenda Pública sejam divididos e pagos por meio de requisição de pequeno valor (RPV). Com esse entendimento, o Supremo Tribun…
Polícia Federal faz conferência internacional sobre crime organizado
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e o Instituto Brasileiro de Direito e Criminologia (IBDC) promovem, a partir desta quinta-feira (25/9), a 2ª Conferência Internacional sobre o Crime Organizado, no auditório da sede da PF do Rio de Janeiro.
O evento ocorrerá até o dia…





