A nomeação de parentes para cargos comissionados, sem que nenhum possua vínculo efetivo com a Administração Pública, em funções sem similaridade ou implicação de subordinação hierárquica, também configura nepotismo. Este foi o entendimento do Conselho Nacional de Justiça durante resposta à consul…
Arquivos Mensais:fevereiro 2014
Luiz Pereira: É falso discurso dos bancos no debate sobre planos econômicos
Será na próxima semana, enfim, o julgamento dos planos econômicos pelo STF. A questão jurídica é – e sempre foi – singelíssima. Os bancos aplicaram retroativamente índices novos e menores às cadernetas de poupança. Há mais de 20 anos todo o Judiciário brasileiro vem decidindo sempre no mesmo sent…
Omitir dívida com banco no processo de execução constitui fraude
Mais do que emissão, deixar de informar nos autos sobre dívida com instituição bancária significa alterar deliberadamente a verdade dos fatos e tentar iludir o juiz. Essa foi a tese da 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça ao decidir que ocorre fraude à execução quando o executado aliena imóve…
Mauro Scheer: Fusão de escritórios precisa valorizar similaridades
Trabalhando com estruturação de associações entre escritórios de advocacia há quase treze anos, já tivemos oportunidade de observar algumas dezenas de erros e acertos nesses tipos de negócio. Alguns erros, entretanto, são muito mais frequentes que outros.
Em geral, e talvez para os leigos em pro…
Paradoxo da Corte: A procuração ad judicia não se subordina a prazo de eficácia
Dentre as reformas que foram efetivadas, o longo do tempo, no CPC, revela-se de indubitável relevância o precioso parágrafo 4º do art. 515, cuja redação foi introduzida pela Lei 11.276, de 7 de fevereiro de 2006: “Constatando a ocorrência de nulidade sanável, o tribunal poderá determinar a realiz…
Veja como será o expediente nos tribunais durante o carnaval
Devido ao carnaval, todos os tribunais superiores e o Supremo Tribunal Federal não terão expediente nos dias 3 e 4 de março (segunda e terça-feira). As atividades nesses tribunais serão retomadas no período da tarde, no dia 5 de março, quarta-feira de cinzas.
No STJ, em razão da mudança, a sessã…
Conselho Federal da OAB vai rever regras de publicidade de escritórios
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil quer rever as regras de publicidade para advocacia. A autarquia pretende reformar o Código de Ética da categoria ainda este ano, e um dos principais temas do novo texto são mudanças nas regras sobre a autopromoção de escritórios, hoje permitida …
Conselho Federal da OAB reformará Código de Ética da Advocacia em 2014
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil vai reformar o Código de Ética da Advocacia ainda este ano. O projeto de reforma está pronto, mas ainda não foi publicado. Ficará durante o mês de março em consulta pública para que todos os advogados do país possam ler e comentar o projeto, por…
Controle abstrato de leis municipais não é papel do STF, diz Celso de Mello
O Supremo Tribunal Federal não tem competência originária para efetuar, por meio de ação direta, a fiscalização concentrada de constitucionalidade de leis municipais. Essa foi a tese do ministro Celso de Mello ao determinar o arquivamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Part…
“TJ-RJ sempre se preocupou com a qualidade”, diz Leila Mariano
“Com o Anuário, todos poderão conhecer os desembargadores em suas câmaras, suas características pessoais, sua função e, também, de uma forma geral, a produção coletiva”. A afirmação foi feita pela desembargadora Leila Mariano, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (foto), no lançame…
Lançamento do Anuário da Justiça do RJ reúne grandes nomes do Direito
O salão nobre do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro abriu suas portas na tarde desta segunda-feira (17/2) para o lançamento de mais uma edição do Anuário da Justiça Rio de Janeiro. Cerca de 200 pessoas prestigiaram o evento, que teve a condução da desembargadora Leila Mariano, presidente do …
Presidente da OAB Nacional abre audiência pública no CNJ
Brasília – O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, abriu, na manhã desta segunda-feira (17), a 1ª Audiência Pública sobre Eficiência do 1º Grau de Jurisdição e Aperfeiçoamento Legislativo voltado ao Poder Judiciário, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Marcus Vinicius defendeu a valorização da primeira instância, com a vinculação orçamentária adequada à demanda. “É na 1ª Instância, na qual tramitam 90% dos processos, que estão os cidadãos mais necessitados e na qual os advogados, em sua maioria, atuam”, destacou. O presidente saudou a recente declaração do corregedor-geral de Justiça, Francisco Falcão, que em entrevista ao jornal Folha de São Paulo afirmou que “Tribunais fazem licitação, compram carros e móveis, colocam nas sedes de seus palácios e enviam os antigos e velhos para a 1ª Instância”. “Não há tratamento prioritário com a instância que cuida de 90% das demandas judiciais”, destacou o presidente da OAB. “É hora de tratar desta questão sob o ponto de vista do jurisdicionado, do cidadão que necessita de uma justiça célere”, destacou Marcus Vinicius. A audiência se estenderá até terça-feira (18). A OAB terá direito a voz em todos os temas debatidos, sendo representada pelos presidentes das seccionais do Piauí (Willian Guimarães), do Acre (Marcos Vinicius Rodrigues) e do Mato Grosso do Sul (Júlio Cesar Rodrigues).
TJ-SP deve analisar impacto do Rodoanel em pedágio de rodovias, decide STJ
A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça determinou que o Tribunal de Justiça de São Paulo julgue novamente o processo em que a Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo ViaOeste S/A alega desequilíbrio econômico-financeiro no contrato de concessão do sistema Raposo/Castelo, em deco…
OAB propõe ao MJ medidas para acabar com crise nos presídios
Brasília – O presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, encaminhou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ofício com propostas de alternativas capazes de findar a atual crise das penitenciárias do país. O documento foi elaborado pela Comissão de Acompanhamento do Sistema Carcerário e lista 16 ações de acordo com seu nível de urgência. Para a OAB, a primeira medida a ser tomada é a realização imediata de mutirões de julgamentos de condenados. “Grande parte da população carcerária é composta de presos provisórios”, afirma Marcus Vinicius. “A OAB se põe à disposição para atuar nos mutirões, que têm como objetivo resolver esse nó em nosso sistema prisional.” Também é urgente, no entendimento da Ordem dos Advogados do Brasil, a construção de unidades prisionais de regime semiaberto, “para que detentos que cumprem pena sob esse regime sejam separados dos que a cumprem em regime fechado”, segundo o ofício. Essa categoria de presídio é mais barata, mais acessível e responde à necessidade atual. Segundo o presidente do CFOAB, a atuação do CNMP e do CNJ mostra-se “de fundamental importância para que juízes e promotores possam se integrar em todo o Brasil” nesse momento de crise. Também é urgente a solução da superpopulação carcerária, atualmente cerca de 300 mil detentos, sendo que 70% desses são de presos provisórios. O ofício elaborado pela Comissão de Acompanhamento do Sistema Carcerário ainda propõe como solução para a crise promover o fim do controle de facções criminosas nos presídios, verificar se a nova Lei de Execução Penal responde às exigências do momento e aumentar o atendimento jurídico aos presos. “A Defensoria Pública não consegue atender à atual demanda, por isso sugerimos a celebração de convênios com as Seccionais da OAB e instituições de ensino”, defende Marcus Vinicius. Para evitar a superlotação, a OAB propõe expandir a aplicação de medidas e penas alternativas. A Ordem também se preocupa com a ressocialização dos presos após o cumprimento das penas, para que não voltem às práticas criminosas, fator recorrente. O incentivo ao trabalho e aos cursos profissionalizantes é essencial. Assim como é essencial a criação de uma política prisional que separe criminosos que cometeram pequenos delitos dos mais perigosos. A OAB também sugere a criação de campanhas educativas para afastar jovens da criminalidade e ampliação das já existentes. Segunda chance Outra proposta encaminhada ao Ministério da Justiça é levar ao Congresso Nacional a Lei de Segunda Chance, que visa reduzir as possibilidades de alguém retornar ao sistema prisional por meio de cinco programas: ocupação transitória (trabalho, mesmo que temporário, ajuda a pessoa a se sentir valorizada e incluída); residência temporária (muitos são obrigados a viver nas ruas após sair das cadeias); programa de saúde (principalmente para dependentes de álcool e drogas e ex-presos com doenças contagiosas); capacitação para mercado de trabalho (para que possam concorrer em igualdade com candidatos a empregos); e porgrama de acompanhamento (subvencionar ONGs que escolherão famílias para ajudar na reintegração à sociedade). “Precisamos também valorizar o agente penitenciário”, afirma Marcus Vinicius. “O governo tem de criar uma lei nacional que estabeleça um piso salarial, plano de carreira e aumento das unidades prisionais.” Para a Ordem, essas medidas impediriam agentes de ficar à mercê de facções. A OAB propõe ainda a criação de secretarias próprias em cada unidade da federação para a administração penitenciária, o envolvimento da sociedade civil na busca de soluções e a criação de alas específicas para apenados LGBT. A Comissão de Acompanhamento do Sistema Carcerário é presidida por Adilson Geraldo Rocha, de Minas Gerais, com Márcio Vitor Meyer de Albuquerque (CE) como vice-presidente e Umberto Luiz Borges D’Urso (SP) como secretário. O grupo é formado com conselheiros de todos os Estados.
Estudo de longo prazo mostra que desemprego de bacharéis é um mal crônico
A dificuldade para bacharéis conseguirem emprego, descrita pelo ex-presidente da Ordem dos Advogados de Portugal Antônio Marinho e Pinto, em entrevista à Conjur, não surpreenderia a comunidade jurídica americana, que tem o mesmo problema em casa: 24% dos bacharéis formados no ano 2000, nos EUA, e…





