O ex-prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa devido a má gestão do orçamento. A decisão, do juiz Wagner Roby Gídaro, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, determinou a suspensão dos direitos político…
Arquivos Mensais:julho 2013
Qualidade do ensino jurídico é discutida na OAB do Piauí
Teresina (PI) – Debater o novo marco regulatório do ensino jurídico do país. Com esse intuito, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Piauí realizou, no auditório da Escola Superior de Advocacia (ESA), em Teresina, a 1ª Audiência Pública pela Qualidade da Educação Jurídica Brasileira. O debate deu início à série de audiências que serão realizadas em todo o País pelo Conselho Federal da OAB, para discutir a situação do ensino jurídico no Brasil e, a partir das quais, serão elaboradas sugestões ao Ministério da Educação (MEC) para a fixação de normas de regulação e supervisão no ensino do Direito. OAB e MEC firmaram protocolo em 22 de março deste ano instituindo uma comissão paritária que vai estabelecer novos parâmetros para normatizar os cursos de Direito no País, dentro do novo marco regulatório do ensino jurídico. “Vamos ouvir a comunidade acadêmica e as instituições, envolvendo toda a sociedade, de forma a ampliar o diálogo, e dessas audiências teremos as conclusões que levaremos à mesa com o MEC; será um fato marcante para a relação entre OAB, entidades de ensino, sociedade e governo”, disse o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado, ao anunciar, em junho, a realização dos debates em todo o Brasil. Ao conduzir a audiência em Teresina, o presidente da OAB-PI, Willian Guimarães, destacou que a busca por melhorias nos cursos de Direito faz parte do papel da entidade de defesa do Estado Democrático, dos direitos humanos e da boa qualidade do ensino. “Vamos fazer a coletânea de ideias propostas aqui e enviar ao Conselho Federal para debatê-las junto ao MEC”, disse. Atualmente, o Piauí é um dos estados brasileiros com maior concentração de faculdades de Direito. Somente em Teresina, dezessete instituições de Ensino Superior oferecem o curso. Para a presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB-PI, Rossana Diniz, é preciso rever os critérios de autorização, reconhecimento e renovação dos cursos de direito. “A Comissão vem desenvolvendo um trabalho contínuo em nosso Estado. Percebemos as deficiências e carências de algumas faculdades no que diz respeito à estrutura e ao corpo docente, que refletem na qualidade do ensino. Precisamos mudar essa realidade”, destacou. O professor Jofre Castelo Branco frisou que a realização da audiência é o ponto inicial para que a educação jurídica no Brasil evolua. “Estamos passando por um momento muito importante e, diante disso, é visível que a educação não evoluiu e que não houve reformulações ao longo do tempo. O foco dessa audiência é aumentar a qualidade do ensino nas faculdades de direito, uma vez que o ensino jurídico é complexo”, avaliou. A audiência contou também com a participação da integrante da Comissão Nacional de Educação Jurídica do Conselho Federal da OAB Giovana Nunes, além de mantenedoras de faculdades, diretores, coordenadores dos cursos de Direito, docentes e discentes. Ainda estiveram presentes o secretário adjunto da OAB-PI, Antomar Gonçalves; a diretora financeira, Geórgia Nunes; representantes da coordenadoria das Comissões e presidentes das Comissões de Defesa e Valorização dos Honorários, Direito do Consumidor e Direitos Humanos. (Com informações da OAB-PI)
Artigo: Financiamento democrático de campanhas
Brasília – O artigo “Financiamento democrático de campanhas”, de autoria do vice-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, foi publicado na edição desta terça-feira (09), do jornal Zero Hora (RS). O nosso atual modelo político está esgotado. O formato do sistema eleitoral, o papel dos partidos e dos candidatos, e o pernicioso modo de financiamento das campanhas eleitorais, estão muito distantes daquilo que o cidadão comum espera da nossa democracia. Ainda que as manifestações tenham tido mais de um foco de reclamações, a mensagem era de descontentamento com uma ampla parcela de serviços públicos que não atendem de forma adequada às necessidades da sociedade. O recado foi dado nas ruas e seria saudável para o Estado Democrático de Direito que ele tenha sido ouvido de forma alta e clara, e que as medidas necessárias para a solução dos problemas sejam tomadas de maneira eficaz e para já. A OAB, juntamente com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, elaborou ao longo dos últimos meses uma proposta de reforma política, baseada em pontos que consideramos vulneráveis para o bom andamento do sistema eleitoral. Este grupo é o mesmo que desenvolveu a proposta da Lei da Ficha Limpa, uma medida moralizadora, que é fundamental para a depuração dos quadros políticos. A proposta, a qual foi batizada de “Eleições Limpas”, tem três tópicos básicos: o primeiro deles retira as empresas do financiamento de campanhas, evitando assim que o poder econômico ofereça vantagem desleal frente aos demais concorrentes. Mais do que isso, ajuda a evitar que as nocivas relações entre grandes empresas e agentes públicos sejam estabelecidas mesmo antes do pleito. Atualmente, 95% dos valores gastos pelos partidos em campanhas eleitorais são provenientes de grandes empresas, como empreiteiras e bancos. As doações, na maioria das vezes, são descaracterizadas de qualquer alinhamento político, beneficiando partidos de todas as cores. Essa é uma demonstração clara de que a prática adotada por tais empresas não se fixa em ideologias, mas em um investimento ao benefício próprio, extremamente lesivo à sociedade. Excluindo o “caixa dois”, foram gastos nas eleições passadas, nada menos do que R$ 4,9 bilhões. Ao mesmo tempo, um levantamento realizado pelo Kellogg Institute for International Studies aponta que este mesmo conjunto de doadores obteve contratos com o poder público com valores até 850 vezes maiores do que o investimento feito no financiamento das campanhas. Traduzindo: para cada R$ 1 doado por empresas, o retorno é de R$ 8,5. Essa vergonhosa relação entre partidos e empresas vem se tornando maior a cada ano. Desde 2002, o custo final das campanhas subiu 471%, enquanto a inflação foi de 78%. Trata-se de uma operação financeira extremamente lucrativa para os envolvidos, para a qual o cidadão foi convocado para pagar a conta. A proposta do “Eleições Limpas” estabelece o que chamamos de “financiamento democrático”, em que o fundo partidário, já destinado às siglas, bem como as doações individuais – que serão limitadas a R$ 700 para cada eleitor – deverão estabelecer um novo patamar entre os concorrentes, evitando o abuso do poder econômico e suas já citadas consequências.
Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta terça-feira
O Conselho Federal de Medicina (CFM), em conjunto com entidades da saúde, anunciou nesta segunda-feira (8/7) que nos próximos dias as medidas do programa Mais Médicos, anunciado nesta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff, serão questionadas na Justiça, por contrariarem a Constituição ao e…
OAB nacional presente em GO para lançar campanha pró-reforma política
Goiânia – A Seccional da OAB de Goiás se reuniu nesta segunda-feira (8) com outras 30 instituições da sociedade civil para instalar o Comitê da Reforma Política. O grupo terá como tarefa promover amplo debate sobre a legislação eleitoral e coletar assinaturas para apresentar ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular. O evento contou com a presença do secretário-geral da OAB nacional, Cláudio Souza Neto, além do coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Marlon Reis, e secretário da Comissão Especial para a Reforma Política e Democrática da OAB, Aldo Arantes. "As 30 entidades parceiras são indispensáveis para conseguirmos a reforma política, porque é essa capilarização do movimento que vai mobilizar a sociedade a mudar o Brasil", afirmou o presidente da OAB-GO, Henrique Tibúrcio. "Não tenho dúvida de que à medida que aumentar o número de assinaturas o Congresso Nacional sentirá a necessidade de atender a sociedade, com já vem fazendo desde que o povo foi às ruas." Cláudio Souza Neto destacou que a proposta da campanha tem os olhos voltados para a realidade do Brasil. "Empresas não fazem doação de campanha, fazem investimento, porque esperam retorno do político eleito", afirmou. Ele contou, ainda, que as OABs de cada estado estão engajadas na mobilização. "Parabenizo o presidente Henrique Tibúrcio, porque Goiás saiu na frente." Tibúrcio escalou o secretário-geral da OAB-GO, Julio Cesar Meirelles, para coordenar o Comitê da Reforma Política. Além de compor a diretoria da Ordem, Meirelles é advogado eleitoral. "Os dois pontos principais que precisam mudar são o financiamento de campanha e o formato de eleição dos parlamentares, que sofrem a maior crise de representatividade", afirmou. Toda a sociedade é convidada a participar do movimento, sobretudo do abaixo-assinado. Para coletar as assinaturas, basta acessar o site www.eleicoeslimpas.org.br e clicar no ícone "materiais". Após imprimir o formulário, é só fazer a coleta de assinaturas. "Todas as informações devem ser devidamente preenchidas", alerta o coordenador do Comitê. Os formulários preenchidos devem ser enviados para a sede da OAB-GO (Rua 1.121, nº 200, Setor Marista – CEP 74175-120. Mais informações no www.oabgo.org.br. (Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-GO)
Corte Europeia aprova prisão perpétua, desde que com revisão periódica
A Corte Europeia de Direitos Humanos decidiu que a pena de prisão perpétua é válida e não viola nenhum direito fundamental do condenado, mas a punição precisa ser revista pela Justiça de tempos em tempos. Em um julgamento anunciado nesta terça-feira (9/7), os juízes europeus explicaram que a nece…
Mercado Jurídico: Felsberg planeja escritório com menos de 100 advogados
As vagas criadas com as recentes saídas de advogados e sócios do Felsberg, Pedretti e Mannrich Advogados não serão totalmente preenchidas. A banca, que perdeu cerca de 15 advogados no último mês, incluindo o sócio Nelson Mannrich, quer diminuir. Assessorado há cerca de um ano e meio por uma consu…
Nei S. Zelmanovits: MP 615 traz serviços de pagamento da área de varejo
Há muito a ideia de pagamento deixou de ser associada à entrega de dinheiro em espécie para a satisfação de obrigações. Embora pagamentos continuem a ocorrer dessa maneira, em inúmeras situações do cotidiano eles também acontecem em situações bem mais complexas. Cartões de crédito e débito; trans…
STJ discute se ministro assessorado por procurador da Fazenda é suspeito
O Superior Tribunal de Justiça vai discutir se os ministros da 1ª Seção que têm procuradores da Fazenda Nacional em seus gabinetes estão ou não impedidos de atuar em casos tributários de interesse da União. A questão está posta em Exceção de Suspeição ajuizada pela empresa de incorporações imobil…
Direito na Europa: Corte diz se falta de provas significa que réu é inocente
A Corte Europeia de Direitos Humanos vai decidir se absolvição por falta de provas é sempre o mesmo que inocência. Os juízes vão decidir se o réu que foi condenado por um crime e, anos mais tarde, absolvido diante da incerteza de sua culpa foi vítima de erro judicial. O tribunal analisa a situaçã…
Wilson Campos: Produto apresentado como investimento pode ser crime
O Brasil vive um momento de proliferação de atividades rentáveis sob a promessa de esforço mínimo, popularmente conhecidas como “pirâmides econômicas”, em que os organizadores arregimentam grupos em um esquema estratégico aparentemente inofensivo, cuja principal característica é a de incutir a fa…
Herbert Carneiro: Não há razão para adiar respostas cobradas pelas ruas
Os excessos e o vandalismo de alguns poucos não podem, de forma alguma, comprometer nem reduzir a importância das manifestações cívicas de milhares que tomaram as ruas do país por mudanças. Os protestos são legítimos como expressão democrática de descontentamento com uma situação generalizada no …
Diógenes Ribeiro: Mulheres são obrigadas a levar drogas para presídios
Citado na reportagem com o título Conduta atípica, do dia 25 de junho, e criticado na coluna Senso Incomum do dia 4 de julho, com o título Crimes hediondos: enquanto enforcavam, tungavam, sinto-me no dever de dizer algo mais.
Em primeiro lugar, ser citado no Conjur[1] já é, por si só, algo impor…
Adicional de periculosidade não depende do tempo de exposição ao risco
A atividade exercida em condições de risco acentuado dá direito ao recebimento de adicional de periculosidade, que deve incidir sobre o salário contratual do trabalhador, independente do tempo de exposição ao perigo. Não importa também que o empregado tenha ou não real contato com explosivos ou i…
STF mantém resolução do CNJ que limita participação de juízes em eventos
O ministro Celso de Mello, no exercício da presidência do Supremo Tribunal Federal, negou liminar em Mandado de Segurança que pretendia suspender a Resolução 170/2013 do Conselho Nacional de Justiça. Editada em fevereiro, a resolução restringiu a participação de juízes em seminários e encontros j…





