Às vésperas do início das discussões sobre o projeto que regulamenta os direitos dos empregados domésticos no país, por meio da Proposta de Emenda Constitucional 72, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Maurício Godinho Delgado alertou que o texto aprovado pelos parlamentares pode comprome…
Arquivos Mensais:junho 2013
Gastos em campanhas eleitorais cresceram 471% em dez anos
Os gastos de candidatos e partidos políticos com campanhas eleitorais no Brasil saltaram de R$ 798 milhões nas eleições presidenciais de 2002 para R$ 4,6 bilhões em 2012, as últimas eleições municipais. O crescimento é de 471%, enquanto a inflação, no mesmo período, foi de 78%. Nas últimas eleiçõ…
Alegação de excesso na execução é matéria de defesa sujeita à preclusão
Cabe à Fazenda Nacional alegar excesso na execução de título judicial, em momento próprio do processo, sob pena de preclusão. A decisão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça que entende que excesso na execução não constitui questão de ordem pública, mas é matéria de defesa.
No primeiro g…
Prática de advocacia Pro Bono está suspensa até OAB se manifestar
A prática da advocacia Pro Bono está virtualmente suspensa no Brasil até que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil se manifeste sobre o tema. A OAB suspendeu liminarmente, nesta segunda-feira (17/6), as normas que regulamentam o Pro Bono até que a entidade formule e aprove um conjun…
Judiciário pode conceder benefício previdenciário diferente do solicitado
Se os requisitos necessários para a concessão de determinado benefício previdenciário estiverem preenchidos, o Judiciário pode disponibilizá-lo ao segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em detrimento do que foi pedido pelo autor da ação. Este foi o entendimento da 2ª Turma do Trib…
OAB defende no STF que empresas sejam excluídas nas doações eleitorais
Brasília – Por determinação constitucional, a pessoa jurídica, a empresa que visa o lucro – essa instituição que é protegida constitucionalmente – não pode votar nem ser votada. Portanto, nada mais lógico e constitucional do que excluir a pessoa jurídica do processo de doações e financiamentos dentro do sistema eleitoral brasileiro. As observações foram feitas nesta segunda-feira (17) pelo membro honorário vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e presidente da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da entidade, Cezar Britto, durante exposição em audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para colher informações antes do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4650/2011. Britto fez a exposição por designação do presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado. A ação é de autoria da OAB Nacional e pede a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.909/95) e Lei das Eleições (Lei 9.504/97) que autorizam doações de recursos de pessoas jurídicas para as campanhas eleitorais. A OAB defende o financiamento democrático de campanhas, com participação fundamental de doações de pessoas físicas. “Não li em nenhuma passagem da Constituição que a pessoa jurídica, que tem um papel relevante expresso na Constituição na atividade econômica, inclusive na concorrência da educação, na concorrência dos serviços de saúde, pode votar e ser votada”, salientou Cezar Britto em sua exposição na audiência pública, convocada e conduzida pelo ministro Luiz Fux, relator da ADI 4650. “Não há nenhuma expressão transformando a empresa, que tem a finalidade básica de buscar o lucro, ou tornando ela eleitora e destinatária do dispositivo constitucional do sufrágio, de ser votada”, acrescentou. Em defesa da declaração de inconstitucionalidade do financiamento de campanhas políticas por parte de pessoas jurídicas, Cezar Britto criticou também durante a desigualdade e o poder econômico provocados pela participação desses agentes no processo eleitoral. “O artigo 14 da Constituição que se quer ver cumprida, diz expressamente que no sufrágio também se deve colher a igualdade no valor do voto, diz expressamente que é preciso evitar o abuso do poder econômico. Me parece que não há discordância em nenhuma das manifestações de que o poder econômico influencia desproporcionalmente nas eleições”, frisou o membro honorário vitalício da OAB. “A OAB não é, não age e não pensa como os partidos políticos; a Constituição não lhe deu nem a Ordem quer essa atribuição”, sustentou Britto na audiência, falando em nome da OAB. “A Ordem não prega aqui nem pretende empregar o financiamento público de campanha. isso não está em debate nessa ação; nossa entidade diz, como diz expressamente a nossa Constituição Republicana, que quem manda é o cidadão, não a empresa, a pessoa jurídica. Ao apelar ao Supremo para que declare extintos do ordenamento jurídico brasileiro os dispositivos legais em vigor que ainda permitem a participação de pessoas jurídicas no financiamento de campanhas, Cezar Britto comparou esse possível avanço à Leis que proibiram a compra de votos e que impedem a participação de candidato ficha suja nas eleições, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa “Certa vez, dom Helder Câmara nos ensinou que é preciso fazer com que as leis saiam do papel para ganhar as ruas”, observou. “É preciso que as urnas reflitam a vontade do eleitor. Fizemos isso quando proibimos a compra do voto, fizemos isso quando dissemos que o candidatos têm que ter Ficha Limpa; agora, é hora de afirmar o que disse a Constituição em 1988, que o poder emana do povo, um princípio básico. E que a igualdade, também expressa no seu artigo 5º como cláusula pétrea, está sendo comprometida com um processo eleitoral fundado na desigualdade e no poder econômico”. “É hora desta Corte aplicar esse espírito constitucional, como fez quando revogou a Lei de Imprensa da ditadura militar”, frisou Cezar Britto. “Ao revogar leis da ditadura militar, ao revogar a lógica patrimonialista, a Constituição disse expressamente que todo poder emana do povo. Não sem razão, essa Constituição, com 25 anos de idade, antes apontada como ingovernável por ter apostado na cidadania, nos proporcionou o maior período de estabilidade política da nossa história. É hora de mostrar que o caminho que ela apontou está correto, dizendo que o povo é quem manda”, concluiu.
OAB e advocacia mexicana celebram acordo de cooperação e intercâmbio
Brasília – Os presidentes nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado, e da Confederação dos Colégios e Associações de Advogados do México, Visente Hernández Barrios, assinaram nesta segunda-feira (17) um Protocolo de Intenções em prol dos Direitos Humanos e da Advocacia, estabelecendo procedimentos de intercâmbio, apoio e cooperação entre as entidades. A sessão de assinatura foi realizada na sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília, com a presença do presidente da Comissão Nacional de Relações Internacionais da entidade, Marcelo Lavocat Galvão. Segundo Visente Barrios -cuja entidade tem cerca de 60 mil filiados, sendo a maior congregação de advogados do México – a intenção do protocolo é, além de troca de experiências em matéria acadêmica, cultural e de intercambio de advogados, receber o apoio institucional da OAB quanto a alguns problemas que a entidade mexicana vem enfrentando, de falta de comunicação com o governo daquele país. “Estamos pedindo o apoio das entidades congêneres da America Latina para que tomem conhecimento e acompanhem os fatos”, afirmou o presidente da Confederação dos Colégios e Associações de Advogados do México, acrescentando que em alguns pontos o governo não tem respeitado as prerrogativas da advocacia. Em reunião preparatória à assinatura do acordo, pela manhã, o presidente da Confederação de Colégios e Associações de Advogados do México propôs ao presidenet da OAB, Marcus Vinicius Furtado, que a advocacia do Brasil, “irmão maior da America Latina”, promova um convênio multilateral reunindo as organizações do México e dos países da América Latina. “Acredito que o Brasil deve tomar a liderança que corresponde ao país neste momento. Este pode ser um importante ponto de unidade para toda a America Latina”, afirmou Visente Hernández Barrios em reunião no gabinete da Presidência da OAB. Barrios ainda convidou Marcus Vinicius Furtado; o presidente da Seccional da OAB do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o presidente da Comissão de Relações Interncionais, Marcelo Lavocat, para participarem do Congresso Nacional da Confederação, que será realizado de 24 a 27 de julho na cidade mexicana de Chihuahua. Encerrando a visita, ele condecorou o presidente nacional da OAB com a comenda de"membro honorífico da Confederação de Colégios e Associações de Advogados do México, e foi presenteado por Marcus Vinicius com um estatuto e um broche da OAB Nacional.
Lei contra terrorismo não incluirá ação de movimentos sociais, diz Jucá
“A legislação contra o terrorismo não vai abarcar as ações dos movimentos sociais”, afirmou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), esclarecendo dúvidas sobre o trabalho da comissão mista da consolidação das leis e dos dispositivos constitucionais, que começou a analisar projeto que define os crimes de …
PRESIDENTE DA OAB SP ELOGIA DECISÃO DO TJ-SP DE REVOGAR PORTARIA DE SANTANA SOBRE USO DE VESTIMENTA
O presidente da OAB SP, Marcos da Costa, elogiou a decisão do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, de revogar a PORTARIA Nº 5/13 do Foro regional de Santana sobre o uso de vestimentas.
OAB ESCOLHE INNOCENTI PARA PRESIDIR COMISSÃO DE CREDORES DE PRECATÓRIOS
O vice-presidente da Comissão de Precatórios da OAB SP, Marco Antonio Innocenti, será o presidente da Comissão Especial de Defesa dos Credores Públicos (Precatórios) do Conselho Federal da OAB.
PRESIDENTE DA COMISSÃO DA MULHER ADVOGADA TOMA POSSE E DIZ QUE VIOLÊNCIA É O DESAFIO A SER ENFRENTADO
Durante seu discurso de posse, a nova presidente da Comissão da Mulher Advogada, Gislaine Caresia, fez inúmeros agradecimentos e colocou como grande desafio de sua gestão enfrentar a violência à mulher e consolidar os direitos femininos, por meio de parceria com o Tribunal de Justiça para efetivar a Lei Maria da Penha. Disse que a mulher já significa 46% da advocacia, mas que ainda recebe salários mais baixos do que o dos homens, sofre discriminação e tem participação pequena no Conselho Seccional.” Trazer a voz e a vez da mulher é um desafio, mas com muito orgulho recebi o convite do presidente Marcos da Costa e faremos o possível para fazer uma grande gestão”, afirmou.
Ranking de Noticias: Decisão do STF sobre controle prévio de PL foi destaque
O Supremo Tribunal Federal não tem o poder de barrar discussões sobre projetos de lei em curso no Poder Legislativo. Ou seja, não pode fazer o controle preventivo de constitucionalidade do mérito de uma proposta antes de ela se transformar em lei. Foi o que sinalizou, nesta quinta-feira (13/6), o…
Procuradores não precisam apresentar nomeação em ação trabalhista
O Tribunal Superior do Trabalho derrubou decisão do TRT-11 (Amazonas e Roraima) que condicionava aos procuradores federais da Advocacia Geral da União a comprovação de nomeação em cargo público para propor recursos ordinários na Justiça do Trabalho.
Além de reconhecer ser desnecessário anexar po…
Em repetitivo, STJ afasta efeito suspensivo de embargos do contribuinte
É sabido que a Lei de Execuções Fiscais, editada em 1980, há tempos demanda uma atualização, tanto que a jurisprudência, ao longo desses anos, vem interpretando-a, em que pese para, muitas vezes, ou quase sempre, prestigiar a Fazenda Pública.
Julgado no último dia 22 de maio de 2013 pelo regime …
D´URSO PARTICIPA DE SOLENIDADE DO 148º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DO RIACHUELO
O conselheiro federal e diretor da Comissão de Relações Institucionais da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, participou das comemorações do 148º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, no último dia 11, um dos episódios mais violentos e mortíferos da Guerra do Paraguai. D’Urso representou o presidente da OAB SP Marcos da Costa. A solenidade aconteceu na sede do 8º Distrito Naval, em São Paulo.





