“Modelo político atual está desgastado”, afirma presidente da OAB

Data da Publicação: 27 de outubro de 2014 às 13h09

Brasília – “Somente uma reforma política ampla poderá reaproximar o cidadão brasileiro da discussão construtiva de ideias para o desenvolvimento da nossa jovem democracia”, afirmou nesta segunda-feira (27) o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Apesar de extremamente disputado, o pleito que reelegeu a presidente da República Dilma Rousseff com vantagem de 3,28% dos votos sobre o senador Aécio Neves ficará marcado pelo alto índice de votos brancos/nulos (6,34%) e de abstenção (21,10%). Somados, nada menos do que 37 milhões de eleitores, ou 27,44%, optaram por não escolher nenhum dos dois candidatos. “Trata-se de um contingente muito grande de cidadãos que não se sentem acolhidos pelo modelo político atual, em que a representação está cada vez mais distanciada do cidadão comum”, afirmou Marcus Vinicius. O presidente ressaltou ainda que somente com a reforma política estruturante, pondo fim ao investimento empresarial em candidatos e partidos, será possível devolver à população a crença nas causas republicanas. “A política há de ser o lar dos idealistas, daqueles que lutam por um país justo, pela causa pública, onde o interesse coletivo esteja acima de qualquer questão pessoal”, destacou Marcus Vinicius. Além da reforma política democrática, Marcus Vinicius destacou que os presidenciáveis receberam outras duas propostas da entidade: a Carta do Contribuinte Brasileiro, que exige maior justiça fiscal, apontando meios para que ela seja efetiva; e o Plano de Combate a Corrupção, com 17 pontos que, uma vez implementados, significarão uma drástica retenção no mau uso e nos desvios da coisa pública, bem como o seu uso para fins ilícitos.

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